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Rio Ave 1 - 1 Benfica: A eficácia morreu à sede ao pé de um Rio

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Numa semana vejo um jogo do Benfica e lembro-me de evocar o Brasil 1982 e Johan Cruyff, na semana a seguir só me vem à memória expressões como carregadores de piano e homens de barba rija. Obviamente, vivo para ter jogos sempre no primeiro contexto mas já tenho idade suficiente para saber que esses são a excepção. O mais normal é assistir a jogos como o de hoje em Vila do Conde. Faltas e faltinhas, pouco tempo útil seguido de jogo e muita luta dentro de campo.

 

O primeiro destaque tem que ir para a equipa de Miguel Cardoso. Que bela atitude, bom plano de jogo, dinâmica interessante, excelente compromisso na luta pelos pontos em disputa e uma equipa muito bem armada. Até me parece que já não há nos Arcos a qualidade de um Gil Dias ou Kravinovic mas, em compensação, está a crescer uma ideia colectiva muito interessante. Especialmente, na agressividade sem bola. Excelente jogo do Rio Ave, provaram que o bom arranque de campeonato não foi por acaso.

 

Do lado do Benfica deu a ideia que a equipa foi surpreendida pela falta de espaço para pensar o jogo, não conseguiu reagir à falta de posse bola e acabou por ter uma primeira parte em falso. Só quando o Rio Ave insistia em sair a jogar a bola de pé para pé desde o guarda redes, mesmo que pressionados, é que a equipa do Benfica ficava perto de criar perigo. A saída de Jardel logo no começo do jogo não foi bom sinal, mais uma perca por lesão e chamada de Lisandro que, desta vez, acabou por não ser feliz ao ficar directamente ligado ao golo do Rio Ave.

 

A verdade é que a equipa de Rui Vitória caiu numa teia bem montada e não conseguiu assumir o jogo. É verdade que não havia Salvio nem Fejsa mas o problema foi mais profundo que a mudança de individualidades. Não havia espaço para jogar, não havia tempo para pensar o jogo e, muitas vezes, nem havia bola para se construir jogadas ofensivas.

 

(Fotogaleria: João Trindade)

 

Na 2ª parte o jogo melhorou, ficou um pouco mais aberto e o Benfica conseguiu chegar mais à frente. Só que o Rio Ave soube sempre sair muito bem com bola. Tarantini e Pelé, à frente dos centrais Marcelo e Marcão, construiram uma muralha inultrapassável, e ainda serviam rapidamente Ruben Ribeiro e Geraldes que estiveram em plano superior ofensivamente.

Teria que ser com desequilíbrios pelas alas que o Benfica podia criar perigo, imprimir velocidade com Rafa e Cervi à procura de Seferovic, Jonas e das entradas de Pizzi. Por momentos o jogo parecia ficar mais em direcção à baliza de Cássio mas o Rio Ave nunca se deixou encostar. Aliás, num dos contra ataques os vilacondenses chegaram mesmo à vantagem num lance muito infeliz de Varela e Lisandro.

 

Temeu-se o pior, Rui Vitória lançou Zivkovic para o lugar de Cervi e pouco depois veio a resposta do Benfica. Se o golo do Rio Ave foi um autogolo vindo do céu, o do Benfica veio em forma de penalti escusado que Hugo Miguel vislumbrou numa falta sobre Jonas. O próprio Jonas empatou o jogo.

O Benfica embalou com o empate e construiu em pouco mais oportunidades do que no jogo todo. Aqui cruzaram-se dois dados opostos, a falta de eficácia que Rafa teima em mostrar e a inspiração na baliza que Cássio já exibiu contra o Benfica tantas vezes. Nem a entrada de Raul alterou este triste destino. Cássio hoje foi imbatível.

Mas fica uma rápida reacção do Benfica após uma primeira parte apagada e uma desvantagem ocasional. Desta vez, o último esforço da equipa não foi premiado com a vitória. O empate é um prémio justo para o jogo que o Rio Ave fez.

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