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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Paços de Ferreira 1 - 3 Benfica: Mobilia Arrumada

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 Já na época passada esta viagem a Paços de Ferreira tinha um perigoso alerta de armadilha. Há pouco mais de um ano o barulho antes do jogo era o mesmo, o árbitro escolhido não agradava aos rivais, as baixas na equipa amarela davam um falso sinal de inferioridade e tudo parecia fácil. Tal como hoje, em Janeiro de 2015 no jogo que abria a 2ª volta, Jonas conquistou um penalti na primeira parte. Na altura Lima falhou e depois vários golos falhados, bolas ao poste e defesas de nível superior aguentaram o empate que caiu no último minuto com um penalti de Eliseu que o Paços não falhou e do nada voaram três pontos.

Esta época a equipa percebeu a importância do jogo e as limitações físicas de cada um, não só pelo jogo europeu a meio da semana como também por causa de uma espécie de gripe que atacou meia equipa em estado febril, pelo menos foi o que o treinador explicou no fim do jogo.

 

Neste contexto o Benfica procurou tomar conta do jogo cedo, Gaitán foi baixa cabendo a Carcela recuperar o lugar no flanco. Rapidamente se percebeu que as ausências na equipa de Jorge Simão estavam bem compensadas, na defesa notava-se instabilidade e insegurança compensada com ajuda extra de jogadores mais avançados mas do meio campo para a frente o entendimento entre Andrezinho, Diogo Jota e Edson dava sinais de real perigo para a defensiva encarnada.

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 Na primeira investida à área do Paços sai o golo de Mitroglou. Mérito de Carcela que inventou a jogada, classe de jonas que devolveu a bola na área de calcanhar, sorte na assistência de Carcela para o avançado grego que aproveitou para facturar pela 7ª vez seguida.

Estava aberto o caminho para uma noite tranquila. Só que o Paços de Ferreira confirmou os sinais positivos em posse de bola e partiu à procura do empate que surgiu numa jogada genial de Diogo Jota, o tal que estava "vendido" ao Benfica. Um grande golo que apanhou a defesa do Benfica pouco agressiva e Júlio César demasiado adiantado.

 

O tempo passava e o desgaste da equipa do Benfica notava-se na falta de velocidade e de risco ofensivo. De bola parada Lindelof teve perto de marcar mas foi Jonas que repetiu o ataque do ano passado na área pacense e ganhou outro penalti. Desta vez, o próprio transformou e não vacilou como Lima.

 

Entrar na 2ª parte a vencer podia ser uma tentação para o Benfica gerir o resultado e o esforço. Era errado porque a margem mínima deixava sempre o Paços dentro do jogo. Fez bem o Benfica em procurar o terceiro golo. Renato e Samaris contaram com a ajuda de Pizzi que abandonou o flanco muitas vezes para vir ajudar no meio de forma preciosa. Foi Pizzi que bateu uma falta para a área do Paços onde apareceu Jardel, outra vez decisivo, a ganhar uma bola no ar que sobrou para Lindelof fazer o seu primeiro golo pela equipa principal do Benfica. Grande momento, inesquecível para o jovem sueco. Jardel já tinha sido importante no lance da bola parada contra o Zenit que deu golo.

 

Com dois golos de vantagem o jogo ficou, finalmente, controlado pelos Bi Campeões. Uma exibição prática e realista, longe de ser encantadora mas muito eficaz. Era o que se pedia, vencer.

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Deu ainda para Eliseu forçar o amarelo e descansar antes do derby, deu para Rui Vitória reconstruiu a ala direita e lançar os regressados Nelson Semedo e Salvio e até deu para um adepto invadir o campo e ir fazer uma vénia aos pés de Mitroglou.

Missão cumprida com mais um apoio fantástico vindo das bancadas de um mini Estádio da Luz na Capital do Móvel.

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