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Nacional 1 - 4 Benfica: 3 Pinceladas de Jonas no Surrealismo da Choupana

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 O nosso último jogo da primeira volta do campeonato começou num domingo à noite e acabou à hora de almoço de 2ª feira. Pelo meio perdemos David Bowie.

Foi só mais um episódio surreal numa liga que tenta ser profissional mas continua a contemplar jogos na Choupana à noite.

O Benfica já ali tinha estado em Outubro para jogar contra o União após uma grande vitória em Madrid. Não houve jogo. Quando voltámos em Dezembro perdemos ali dois pontos. Desta vez o Benfica fz questão de jogar meio dia do dia seguinte. Fez bem para não complicar ainda mais o calendário.

Um jogo à hora de almoço e a contar para o campeonato, não me lembro de ver o Benfica numa situação destas. Mas há mais.

Primeiro o habitual nevoeiro a adiar um jogo depois de se terem gasto sete minutos para nada. Depois é uma sucessão de factos que valem a pena enumerar. O jogo recomeça ao meio dia com um canto contra e sob ameaça de nova interrupção devido ao nevoeiro novamente instalado à volta da Choupana. O relvado está num estado inacreditável, escorregadio, cheio de buracos e traiçoeiro. O Pizzi sai disparado pela linha lateral e lesiona-se na face porque embate num painel de publicidade! A banda sonora do jogo é ao som de tambores torturantes elogiados pelos comentadores de serviço. Comentadores que falam dos problemas à volta do jogo como se o canal para o qual trabalham nada influenciasse nas marcações dos horários de jogos naquele estádio. Canal que prefere mostrar repetições em loop em vez de acompanhar o jogo em directo e assim deixar os seus espectadores incrédulos quando sabem que um canto é aliviado só pelo relato, porque as imagens continuam a mostrar a origem do canto! "Novo canto para o Nacional, tira Jardel..." e a repetição acaba. Surreal.

 

Valeu a atitude dos jogadores do Benfica que responderam ao começo do jogo (hoje) a contra atacarem após defenderem o canto com que recomeçou a partida. Carcela não conseguiu fazer o golo mas deu o mote para uma boa primeira parte. Jonas falhou incrivelmente à primeira tentativa mas depois acertou o passo de cabeça ao fazer o 0-1. Na primeira parte podia e devia ter aumentado a vantagem mas o Benfica chega ao intervalo com vantagem mínima.

 

Só anotei duas situações más no jogo, um passe do Fejsa à saída da nossa grande área que foi parar aos pés do adversário que podia ter feito o 2-3 e a hesitação dos nossos centrais em frente à baliza de Júlio César quando o Nacional chegou ao empate. Dou o desconto ao Fejsa pela enorme exibição que fez, uma das melhores com a camisola do Benfica, e espero não voltar a ver o Lisandro a hesitar em vez de aliviar.

 

Em resposta ao empate o Benfica voltou à procura do golo que só não apareceu de imediato porque o árbitro invalidou o remate de Jimenez. A equipa não desarmou e foi com naturalidade que chegou ao 1-2 por Jonas num belo remate de primeira. Sentia-se que a vitória não fugia e os dois golos que se seguiram davam razão a essa suspeita. Jonas aproveitou para fazer o hat trick , nenhum golo de penalti, e Mitroglou ainda entrou a tempo de fazer o 1-4.

Uma exibição muito bem conseguida num contexto surreal onde o mais importante foi trazer os 3 pontos e deixar a Choupana para trás.

 

Vale a pena recuar umas semanas para recordar estas palavras:
"O Benfica, a jogar no seu estádio, com 20 mil adeptos, que acho fantásticos, com tão pouco futebol e vibram tanto e são tão alegres e tão apoiantes da sua equipa. Ainda para mais numa terça-feira..."

Ora, hoje é segunda-feira e não ouvi Manuel Machado fazer reparos à qualidade de futebol nem ao surrealismo que quase sempre envolvem os jogos naquele estádio. Foi pena.

 

 

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