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Estoril 1 - 2 Benfica: Ir na A5 e Voltar na A2

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Subitamente, de véspera, a curta deslocação ao Estoril tornou-se, ainda mais, determinante. Começar a 2ª volta do campeonato com um encosto ao líder era mais uma motivação para encher o Estádio António Coimbra da Mota.

Como já é costume nestas situações, tudo se torna pequeno e incompetente para receber a grandeza do Benfica, especialmente fora do relvado. Tal como em Belém, tal como no Bonfim, ainda há poucas semanas, e tal como em tantos outros campos, os benfiquistas têm que passar um enorme tormento até conseguirem chegar ao lugar no estádio para o qual compram bilhete.

Não é aceitável ir para um estádio com o propósito de ver o Benfica e ficar privado de acompanhar os primeiros 15 ou 20 minutos por incompetência de quem gere e organiza a competição.

Chegar a casa e ir ver metade da primeira parte para ficar com a visualização do jogo completa não é fácil de gerir:

"Então, o que é que foste lá fazer se vens para casa saber como foi o golo do Estoril?"

Pois, não dá para explicar.

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O Benfica entrou com a mesma equipa pela terceira vez seguida. Opção lógica de Rui Vitória para dar continuação aos últimos bons resultados. Apesar da entrada correcta em jogo, desde cedo em busca do golo, a finalização não estava afinada, uma bola no poste e outras ao lado, e na primeira resposta do Estoril o Benfica sofre um golo e fica, estranhamente, a perder. Erros de Eliseu a não fechar o seu flanco como devia e erros de marcação de Jardel, posicionalmente mal, e de Lisandro que deixou escapar Leo Bonatini. O avançado do Estoril continua a mostrar qualidade, é um jogador bem interessante.

 

Tendo em conta que esta época o Benfica sempre que se viu a perder não conseguiu virar o resultado a seu favor fora da Luz, houve alguma apreensão na bancada. Mas também considerar este jogo como sendo em terreno adversário é capaz de ser um exagero devido ao incrível apoio vermelho e branco que se sentia em quase todo o estádio.

A verdade é que até ao intervalo o Benfica não convencia na maneira como atacava a baliza. Raul Jimenez exemplificou como não se deve fazer quando se tem uma óptima oportunidade para marcar, isolado dominou a bola e não conseguiu bater Kieszek. Era por ali que se tinha de modificar e Rui Vitória ao intervalo não hesitou em trocar o mexicano por Mitroglou.

 

A substituição revelou-se determinante na forma como o Benfica passou a atacar. Mais presença na área adversária, Jonas mais solto, Pizzi e Carcela mais eficazes a cruzar desde as alas e até Renato Sanches a aparecer com mais acerto em zonas avançadas, tal como Fejsa que fez mais um enorme jogo.

 

O futebol tem nuances engraçadas. No jogo da 1ª volta na Luz, o Estoril jogou muito bem, teve mais bola, atacou com mais perigo e aguentou um empate até perto do final. Depois deitou tudo a perder em pouco mais de dez minutos e saiu goleado. Mas deixou uma boa imagem.

Agora, até esteve a ganhar durante muito tempo. Mas não queria ter bola, não procurou atacar e também não soube defender concentrado muito tempo. Quando o Benfica carregou com mais intensidade, sempre apoiado pelos adeptos incansáveis, o empate apareceu de maneira natural. Mitroglou na área a justificar a sua entrada. Estavam jogados 52' e ninguém no estádio duvidou que havia tempo suficiente para a primeira reviravolta da época fora de casa.

 

 Aos 65' acontece polémica, Diego Carlos alivia uma bola que Kieszek não apanha, Pizzi toca na bola perdida de costas e ficamos todos com a ideia que o guarda redes do Estoril emenda já com a bola dentro da baliza. Grita-se golo em vão. Durante segundos fica o receio; e se não voltamos a meter a bola lá dentro?

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Não foi preciso esperar muito, Pizzi finaliza grande jogada após assistência de Jonas e faz mesmo o 1-2. Acto contínuo segue em corrida para a bancada que puxou o Benfica para os golos e comemora com os adeptos. Tem sido uma imagem de marca nesta época. E que excelente imagem!

 

Consumada a reviravolta pedia-se que o Benfica procurasse o golo da tranquilidade e que impedisse o Estoril de voltar ao jogo. É verdade que houve mais duas ou três oportunidades mas a vantagem mínima não dava confiança a ninguém.

Pelo meio acontece mais um episódio curioso do futebol português, holofotes que se apagam. Nem é novo mas desta vez não fez mossa.

 

Aos 95' Júlio César mostrou a importância de haver um guarda redes de qualidade superior numa equipa campeã, um canto de Mattheus que Mano desvia para uma enorme defesa do brasileiro que segurou assim os importantes três pontos.

 

Missão cumprida no inicio da segunda parte do campeonato. O título desta crónica foi visto pelas redes sociais no regresso do Estoril e reproduzido aqui à espera que alguém acuse os créditos.

 

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