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Rumo ao Tetra

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Benfica 2 - 1 Vitória de Setúbal: Abençoados Por Miccoli

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  (Fotos: João Trindade) 

 

Agarrando naquela ideia que já usei noutras crónicas, quem diz que o futebol é uma festa é maluco. A festa hoje durou 18 segundos. Ao fim de 18 segundos já tinha o coração acelerado, a cabeça a doer, o jantar às voltas e os piores pesadelos a espreitarem. Futebol é sofrer até ver a nossa equipa ganhar. 

Saída de bola para o Vitória, ataque rápido pelo seu lado direito, cruzamento e golo de André Claro. Foi assim que começou o jogo na Luz. Ainda não tinha passado um minuto de jogo e os jogadores sadinos, tal como o suplentes, festejavam como se lhes tivesse saído o Euromilhões. 

 

A estratégia de Quim Machado era defender o mais possível por defeito, com uma entrada triunfal destas, os jogadores acreditaram mesmo que iam ter uma noite feliz. 

Mas a resposta do Benfica foi à campeão. Com a casa cheia de adeptos entusiastas a empurrar a equipa para a frente, os homens de Rui Vitória lançaram-se num ataque cerrado à baliza de Ricardo. Remates de longe, combinações nas alas e no meio, pontapés de canto bem marcados, a técnica de Jonas e Gaitán a desequilibrarem, Renato Sanches chamado a levar o jogo às costas e o guarda redes do Vitória a ameaçar fazer uma daquelas noites perfeitas à Marco Tábuas.

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Felizmente, não durou muito a resistência do Vitória, primeiro Jonas e depois Jardel deram a volta ao resultado para alivio dos mais de 54 mil espectadores presentes na Luz. Entre eles, um muito especial, Fabrizio Miccoli veio matar saudades de uma casa que será também sempre dele. Não podíamos fazer uma desfeita ao pequeno italiano que abençoou este triunfo importante.

 

Aos 23' o Benfica passava para a frente, o Vitória tinha que voltar a sair do seu quintal e nem podia recorrer ao anti jogo. A maneira fechada com que guardavam a baliza de Ricardo até parecia que escondia uma pequena fortuna para cada um caso a bola não entrasse.

A equipa de Rui Vitória controlou o jogo e respirou fundo enquanto procurava mais um golo até ao intervalo mas de forma muito menos apressada.

 

Ao intervalo comentava-se que era preciso marcar mais um golo para ficarmos todos mais tranquilos.

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Quando se esperava uma entrada forte do Benfica na 2ª parte, aconteceu o contrário. A equipa pareceu mais preocupada em gerir do que em atacar levando o público ao desespero. Jonas e, principalmente, Mitroglou, tinham ficado de fora na jornada europeia mas não mostravam mais frescura fisica por isso. Pizzi esteve completamente desastroso, tudo lhe saiu mal e pedia-se a sua substituição. Rui Vitória preferiu lançar Jimenez no lugar de Mitroglou, trocar Fejsa por Samaris e Gaitan por Carcela.

Nada parecia resultar, o Benfica continuava a insistir mal pela direita e o Vitória tentava ter posse de bola em busca de um golo milionário. 

Foram minutos de angústia nas bancadas, por um lado queríamos apoiar e ajudar a equipa a resistir, por outro havia aquele medo cénico de um golo caído do céu arruinar a nossa noite. Assobios misturados com incentivos, muito nervosismo no Terceiro Anel, e outro tanto dentro campo. 

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O terceiro golo não saía e já se festejavam alívios de bola na defesa. Ao contrário do que aconteceu no Bessa e em Coimbra, o relógio parecia parado, o tempo passava muito devagar.

Para recuperar a tradição de uma emoção forte perto do final do jogo, Pizzi resolve por a prova a resistência cardíaca de mais de 50 mil pessoas. Um passe inacreditável do meio campo para trás a desmarcar Arnold que só não marcou porque apareceu rápido como uma seta Ederson a evitar a tragédia. Ainda houve uma recarga que fez parar os corações na Luz com a bola a sair ao lado. Não preciso disto para saber que estou vivo, obrigado. Os festejos no Bessa e em Coimbra já mostraram que ainda aguento emoções fortes em vésperas de aniversário mas não é preciso arriscar passes destes com 2-1.

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O jogo valeu pela primeira parte, pela excelente reacção do Benfica que só não começou mais cedo porque foi anulado um golo por fora de jogo. Aqui há linhas de fora de jogo para que ninguém fique com dúvidas e aqui não validam golos ilegais. Só para todos percebam com que armas andamos a lutar.

Portanto, um Vitória rápido a marcar e com motivação extra, um Benfica a mostrar que quer ser campeão marcando golos legais para que ninguém amanhã tenha nada para discutir e um Pizzi a querer testar a resistência cardíaca de todos.

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 Tudo acabou bem, mais três pontos. Missão cumprida.

Ainda não foi desta que saiu o Euromilhões aos jogadores sadinos.

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