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Red Pass

Tetra Campeões

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Benfica 2 - 0 Boavista: O 4-4-2 de Gaitán

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(Fotos: João Trindade)

 

Objectivamente, missão cumprida e sequência de vitórias alargada.

Detalhadamente, há dúvidas que continuam à volta da equipa, de alguns jogadores e do valor da exibição colectiva.

 

Uma, improvável, tarde maravilhosa de verão em pleno mês de Novembro não deu para encher a Luz mas chamou mais de 46 mil adeptos que queriam ver, apoiar e ajudar a equipa a somar mais 3 pontos dando continuidade às vitórias de Aveiro e da Liga dos Campeões.

Rui Vitória não hesitou em dar a titularidade a Samaris e percebe-se bem porquê. Neste momento, o internacional grego é o único homem do meio campo absolutamente imprescindível. Voltou a ser um dos melhores em campo e é ele que se esforça por disfarçar os problemas que temos visto naquela zona do terreno. Continua por provar qual será o seu melhor parceiro neste sistema de jogo tão exigente para as posições "6" e "8" da equipa. Talisca voltou a ser chamado mas continua a não convencer. As suas exibições vão deixando o Terceiro Anel impaciente. Tirando um remate ao poste aos 79' num livre directo, o brasileiro esteve tão infeliz nas definições das jogadas que chegou a ouvir assobios. Tarde em se afirmar como titular. Neste momento não é o "8" que Vitória tanto procura.

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Por falar em postes, na tarde de ontem os ferros da baliza grande devolveram três bolas, o que , também, explica o resultado menos expressivo. A justeza da vitória não tem discussão mas a dificuldade com que o Benfica mostrou lidar com a postura defensiva do Boavista chegou a preocupar mais de meia hora os adeptos encarnados.

É verdade que Petit apostou tudo em dois muros defensivos, o quarteto defensivo mais a oposição às movimentações do Benfica de um trio muito esforçado, Anderson Carvalho, Idris e Tengarrinha. O problema é que as iniciativas atacantes do Benfica são quase sempre demasiado previsíveis e facilmente anuladas.

A solução é , invariavelmente, chamar a jogo Nico Gaitán que é, na verdade, o verdadeiro organizador de todo o jogo do Benfica. E a maior esperança quando o tempo avança e não há golos, diga-se.

Portanto, foi sem surpresa que veio dos pés do argentino a bola que Gonçalo Guedes chuta em remate bem colocado fazendo o golo que derrubou a resistência boavisteira. Foi aos 39', um alivio antes do intervalo e a esperança de uma segunda parte mais alegre.

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Mas o jogo não mudou, Petit optou por manter a mesma mentalidade e o Boavista abdicou de procurar o empate para tentar manter a diferença mínima à espera de um milagre. Cabia, então, ao Benfica procurar o segundo golo da tranquilidade. Mas a história manteve-se, Guedes e Gaitán sempre a procurarem desequilibrar das alas para o meio, Eliseu e Silvio a não serem determinantes nas subidas desde trás, Talisca nulo, Jonas esforçado a tentar criar uma ligação entre sectores a meio terreno que nunca se viu e Raul Jimenez a dar uma demonstração de muita corrida sem bola para depois não ser muito feliz com ela nos pés.

Aos 69' um susto para Júlio César num erro da defesa do Benfica que Manuel José não aproveitou, um lance que lembrou os adeptos que a ineficácia atacante podia custar caro se o Boavista fosse feliz num só lance de resposta.

 

As entradas de Mitroglou e Carcela deram algum sangue novo à equipa e tiveram o mérito de manter o Boavista em sentido no seu meio campo. Jonas já tinha tentado colocar a bola mas o poste esquerdo de Mika negou o golo, aconteceu o mesmo a Talisca, como já disse, e Jardel também viu a trave negar-lhe o golo de cabeça, só que Carcela estava por ali e aproveitou para fazer mais um golo. O passe para Jardel foi de Gaitán, claro.

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Estava arrumada a questão.

Final feliz na Luz, vitória justa do Benfica que continua a procurar um sistema de jogo alternativo ao que tem apresentado, isto é, a algo mais do que bola no Gaitán e o mágico que resolva.

Houve tempo para a estreia simbólica de Renato Sanches dando lugar ao ovacionado Gaitán. O miúdo recebeu a bola duas vezes do graúdo capitão Luisão e o jogo acabou. Fica o simbolismo do momento quando a equipa chama por um "8" que agarre convincentemente o lugar.

Ao nível dos resultados, excelente resposta da equipa após "aquilo" do derby.

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