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Benfica 1 - 1 Porto: A Luta Continua!

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Começo por dizer que acho que o Benfica fez o suficiente para vencer o clássico e aumentar o avanço na frente do campeonato. E isto já não é coisa pouca num jogo que gerou uma expectativa muita acima do normal e com uma luta fora de campo que já não se via por cá há uns tempos.

Portanto, boa resposta do Benfica mas, mais uma vez, com um resultado que não correspondeu ao futebol jogado. Lá está, preferia ser "massacrado" como alguns acusaram após a primeira mão da Champions com o Dortmund e ganhar, do que ver que criámos muitas oportunidades mas não fomos felizes e cedemos um empate.

 

Mas antes permitam-me uma nota mais pessoal, é para isto que servem os blogues pessoais, relacionada com o pré jogo. Este foi um daqueles jogos em que a expectativa se tornou tão grande que a espera parecia interminável. Não tenho, nem nunca terei, a falta de humildade de agradecer a felicidade que tenho tido de viver estes momentos tão próximo de profissionais do canal de televisão do nosso clube, algumas pessoas que muito admiro por me ter habituado a ver e a ouvir mesmo antes de os conhecer pessoalmente, e ainda poder conviver com alguns jogadores que me habituei a ver a partir da bancada. É o caso do José Luís, do capitão Veloso, com quem recordei jogos que eles disputaram e que eu vibrei por fora. Mas, especialmente, o enorme privilégio de conhecer Mats Magnusson. Uma sorte que vários adeptos também tiveram, uma vez que o nosso sueco andou a passear pelo meio dos adeptos fora do estádio e a espalhar simpatia.

Eu gostava tanto de Mats que um dia pedi para me comprarem uns calções azuis justos e compridos só para ir jogar à bola com os calções brancos do Benfica vestidos por cima dos azuis. Isto porque Magnusson apareceu a jogar assim com uns chamados calções térmicos que não havia à venda em Lisboa. Contei-lhe exactamente este episódio. Ouviu, gargalhou e abraçou-me dizendo muito obrigado. São estes momentos que uma pessoa guarda para sempre com emoção.

 

Vi as previsões dos jornais desportivos para o "11" do Porto e torci o nariz. O treinador NES não ia arriscar uma dupla André Silva - Tiquinho Soares. Claro que preferiu lançar Corona para controlar mais o meio campo. Logo aqui se via que o Porto vinha mais na expectativa do que em posição de assalto. Afinal, foram eles que falharam com estrondo a passagem para a liderança ao não ganhar ao Vitória de Setúbal em casa. Há uns anos, o Porto viria aqui com tudo para ganhar. Felizmente, isso mudou.

 

( Fotogaleria de João Trindade )

 

O Benfica entrou bem, sentiu-se confortável no jogo e, apesar da ausência de Fejsa, tirou proveito da aposta em Rafa e chegou mesmo ao golo num raro momento de futebol visto na Luz nas últimas década, penalti contra o Porto! Jonas já marca ao Porto e não é mentira, não.

Em vantagem no clássico o Benfica preferiu passar para uma posição de expectativa em vez de procurar resolver o jogo. Cedeu a posse de bola e começou a apostar em saídas rápidas à procura de surpreender o Porto. Foi assim até ao intervalo.

Na 2ª parte, o Porto sentiu que tinha de reagir forçosamente para não sair da Luz a 4 pontos do campeão, que seriam 5 na prática. Fez pela vida e acabou por chegar ao empate numa jogada de insistência que acaba por ser resolvida com felicidade pelo improvável Maxi Pereira que um dia ocupou o lugar do nosso Nelson Semedo.

Tudo empatado outra vez. Temi que o Porto aproveitasse o embalo e fosse à procura determinado da vitória que deixava o seu destino nas suas mãos. Mas não. O Benfica reagiu e voltou a procurar a sua felicidade. Bem, empolgado pelo seu público e até com bom futebol a criar várias oportunidades que foram anuladas por Casillas. Um filme já visto.

 

O empate não foi desfeito e ficou tudo na mesma. Ou quase na mesma. Porque agora falta menos um jogo para a meta e o Porto deixou de depender apenas de si para ser campeão. Então porquê aqueles festejos? Foram um misto de alivio por não terem perdido e porque, teoricamente, a bola agora passa para os seus queridos aliados verdes que já lhes devem estar a prometer uma prenda que fortaleça aquela comovente união azul e verde.

 

O Benfica chega ao fim deste clássico vivo. Para nós continua tudo na mesma. Temos de ganhar todos os jogos. O próximo é sempre o mais complicado e o que temos de levar a sério. É a deslocação a Moreira de Cónegos. Não pode haver falhas. Os nossos jogadores já conhecem bem a sensação de jogar finais dois meses seguidos e serem bem sucedidos no fim. Não nos faltam campeões nacionais no plantel, no Porto só um sabe o que é isso e foi de vermelho e branco vestido.

A seguir há que garantir a presença no Jamor. Temos que colocar o nosso nome no jogo que fecha a época em festa.

Depois, é dar tudo por tudo para fazermos o que ainda não foi feito.

Menos uma jornada por jogar e mantemos a liderança. A luta continua.

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