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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Benfica 1 - 0 Zenit: Vivos!

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(Fotos: João Trindade)

 

Recuperar o ânimo perdido na 6ªfeira, reanimar equipa e adeptos, não sofrer golos em casa, fazer uma exibição digna da Liga dos Campeões, marcar e ganhar. Tudo conseguido na mesma noite numa grande resposta ao resultado negativo do clássico. Estamos de volta.

 

Esta época o Benfica tem o mérito de já ter ganho um jogo a todas as equipas que lhe saíram em sorte na Champions League. Não sei há quanto tempo não acontecia tal coisa, sei que não é normal tamanha eficácia na maior prova de clubes do mundo. Depois de Astana, Galatasaray, Atlético em Madrid, também o Zenit perdeu na Luz. Finalmente, Villas-Boas sai daqui com uma derrota.

 

A primeira nota vai para a habitual mágoa de sermos o único clube que não enche o estádio numa fase tão avançada da Liga dos Campeões. A segunda nota vai para os que vão à Luz mas teimam em ir embora antes do minuto 90, espero que o regresso a casa sem trânsito nem confusões tenha corrido bem.

 

O Benfica para lutar pelo apuramento para os 1/4 de final da Champions sabia que não podia sofrer golos em casa e que era importante levar uma vantagem, ainda que mínima, para a Rússia. Para isso Rui Vitória voltou a apostar no mesmo onze que jogou o clássico num claro sinal de confiança na sua equipa. A grande surpresa, para não dizer mistério, é o desaparecimento de Salvio do banco dos suplentes.

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A equipa foi a mesma mas a estratégia mudou. Inteligentemente, o Benfica procurou uma posse de bola em segurança sem arriscar muito tanto posicionalmente como tacticamente. Percebeu-se que o Zenit privilegiava a postura defensiva com dois blocos mais baixos preocupados em não dar espaço ao jogo interior do Benfica prendendo Gaitan e Pizzi nas alas e com forte marcação no desequilibrador maior, Renato Sanches.

Não dava para atacar em barda e era preciso ter muita atenção às saídas dos russos em contra ataque quando recuperavam a bola. Danny no meio, Hulk à direita e Shatov na esquerda, saiam rapidamente à procura da referência gigante na frente, Dzyuba, para tentarem um golo que lhes daria enorme vantagem no duelo. Javi e Witsel muito importantes como dupla destruidora à frente de Garay e Lombaerts. Muita qualidade individual neste Zenit, como é habitual, e com destaque para o guardião Lodygin que fez uma bela exibição na Luz.

 

Na primeira parte a boa notícia é que o Zenit nem chegou a assustar a baliza de Júlio César. Lindelof e Jardel deram conta do recado e André Almeida com Eliseu eram expostos a testes de fogo que souberam superar com manha e inteligência. André apesar de ter visto um amarelo que o tira do jogo da 2ª mão conseguiu que Criscito tivesse o mesmo azar. Eliseu aproveitou a falta de rodagem de Hulk para o anular.

No ataque só duas boas oportunidades na primeira parte, um remate inofensivo de Pizzi e um grande pontapé de Jonas desviado por um adversário que quase dava golo.

 

O 0-0 ao intervalo não entusiasmava mas também não desmoralizava.

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O momento critico do jogo aconteceu por volta do minuto 50 quando o Zenit tenta, finalmente, empurrar o Benfica para trás e procura convincentemente um golo. Momentos de autoridade em três avisos, Witsel com dois remates perigosos e Hulk a ameaçar de longe mostraram a melhor fase dos russos.

A partir daí o Benfica tomou conta do jogo e aumentou a intensidade na procura do golo. Sabia-se que o Zenit ia ceder fisicamente por força da falta de competição e era a hora do ataque encarnado mostrar serviço. Foi aí que apareceu Lodygin a negar um golo feito a Gaitán e mais um par de boas defesas já a contar com a subida dos centrais do Benfica à área contrária.

Apesar das boas ocasiões criadas parecia que nada ia bater o guarda redes do Zenit. Vitória lançou bem Raul Jimenez que veio dar maior mobilidade ao ataque e procurou na entrada de Carcela maior desequilíbrio nas subidas pela ala direita. Foi o melhor período do Benfica que procurou a felicidade aparecida já fora de horas com um livre batido por Gaitán que encontrou a cabeça de Jonas. Tudo isto com enorme ajuda de Jardel que concentrou em si todas as atenções das torres do Zenit dando espaço para Jonas brilhar.

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O festejo foi emocionante dentro e fora de campo, Jonas sentiu o rótulo de falhado nos grandes jogos a cair e o povo rejubilou de raiva depois de dias tristes a digerir um desgosto inesperado. Um final de jogo épico a relançar o Benfica no caminho do sucesso.

O sonho da Champions mantém-se vivo, a brilhante carreira na prova continua e o horizonte voltou a ficar mais sorridente.

A volta está dada, a eliminatória está bem lançada. Continuar a acreditar em Paços de Ferreira, é o que se exige a seguir.

Grande noite europeia, daquelas a que o Benfica pertence.

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