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Belenenses 0 - 5 Benfica: Perus, Galinhas? A Malta Gosta é de Pastéis!

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O futebol português nesta época tem sido assim: durante a semana insinuações,ruído, provocações e insultos nas redes sociais do líder dos líderes no campeonato. Depois há uma pausa para a bola rolar e o Bi Campeão entra em campo e resolve os seus jogos de maneira categórica. Sem cotoveladas, sem turbulências na zona do banco dos suplentes, sem treinador nem presidente expulsos, sem penaltis polémicos, sem apertos a árbitros, sem choradinhos e sem grandes sustos.

 

Por exemplo, nesta época 2015/16 o duplo cruzamento com a equipa do Belenenses, que até deixou uma boa imagem na Liga Europa e tem vindo a fazer um campeonato interessante, saldou-se com um total de 11-0 para o Benfica. Assim, sem espinhas. Sem Tonel.

A resposta às provocações de Perus e Galinhas veio desta forma arrasadora, devorando pastéis. Por isso é que o povo benfiquista enche o Restelo numa 6ª feira à noite, entra sorridente no estádio e sai feliz para um fim de semana tranquilo.

 

O Benfica chega à fase decisiva da época com uma confiança impressionante. Não havia Luisão, houve Lisandro. Os dois estão lesionados? Entra Lindelof e ninguém treme. Isto é de valor.

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No Restelo havia a pressão de ser o primeiro a jogar e não poder falhar para encarar o clássico na máxima força. A equipa correspondeu e entrou como tem sido habitual, forte, com posse de bola e um futebol atacante à procura do golo desde o primeiro minuto.

Do outro lado havia a promessa de não defender com autocarro e tentar jogar o jogo de igual para igual. O maior mérito de Julio Velásquez foi ter cumprido a promessa e ter alimentado o sonho dos adeptos da casa durante toda a primeira parte. À medida que o Benfica ia desperdiçando oportunidades de golo, a equipa azul ia ganhando confiança e procurando responder sempre conduzida por Carlos Martins e Miguel Rosa, à procura das desmarcações de Juanto Ortuño e Sturgeon. O mediátio e recente reforço colombiano Abel Aguilar ajudou no meio campo mas ainda longe da integração ideal.

 

Rui Vitória manteve a confiança em André Almeida, apesar de Nelson Semedo estar apto, e só mexeu onde foi obrigado a mexer, Lindelof ao lado de Jardel. Geriu Eliseu que continua a um cartão amarelo do castigo de um jogo. Do meio campo para frente começa a fazer-se história. Renato com Samaris, Pizzi e Gaitán nos flancos, Jonas e Mitroglou na frente, é uma combinação que está a resultar numa produção ofensiva nunca vista em tempos recentes!

A dupla atacante já assinou 34 golos em 21 jogos, ontem o grego fez o seu primeiro hat-trick pelo Benfica e Jonas voltou a bisar. Pizzi e Gaitán voltaram a contribuir para os golos e ficaram a dever a si próprios mais uns golos para as suas contas pessoais.

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Tudo isto movido pelo poder de Renato Sanches, um talento puro sem filtros que só sabe empurrar a equipa para a frente e que se tornou o ponto de referência incontornável nesta equipa. Simples e eficaz para um miúdo acabado de chegar aos seniores. Daqui a uns anos vamos poder dizer com orgulho que assistimos aos primeiros passos do Renato e que já jogava mais que muito.

Uma palavra para o nosso guarda redes, Júlio César está ao nível dos maiores "números 1" que já defenderam a nossa baliza. Categórico!

 

Falando objectivamente do jogo, há que dizer que a primeira parte não estava a ser bem conseguida devido ao arrastar do 0-0 e que foi preciso uma falha de Ventura para chegarmos ao intervalo de forma mais descansada. Depois deste primeiro golo de Mitroglou é que o futebol do Benfica se mostrou em todo o seu esplendor, uma segunda parte de luxo com golos a partir do minuto 53. A partir daí a única dúvida era saber por quantos o Belenenses ia perder na sua casa. Ficámos pelos cinco, o suficiente para termos de ir a 1964 encontrar um triunfo maior ali: 0-6 em 1964/65.

 

Aliás, estas goleadas têm o condão de deixar os adeptos e observadores entretidos entre os jogos a fazer contas e consultarem estatísticas que revelem os recordes históricos em termos de golos e vitórias. Muito mais elegante e saudável do que pertencer a um circo de vouchers e influências arbitrais a que outros grupos se dedicam.

 

Há registos para todos os gostos, 59 golos em 21 jogos de campeonato, 80 golos em 33 jogos, contando todas as competições oficias, 11ª vitória seguida e por aí fora.

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Mas o melhor é pensarmos que apenas estamos a cumprir a nossa obrigação, com brilho é certo, mas são apenas 3 pontos de cada vez. E temos que ter mente que esta veia goleadora não se tem reflectido nos duelos directos com os dois rivais. Seguem-se os jogos decisivos da temporada, o clássico para a Liga e o duelo com o Zenit na Europa, é para a frente que temos de olhar com a humildade de nos lembrarmos que até agora ainda não fomos felizes em nenhum jogo contra os dois concorrentes directos. A moral está alta, a motivação no máximo, a confiança é maior que nunca mas a verdade é que vamos à procura de fazer os primeiros golos na Liga a Porto e Sporting, isto é que tem de nos preocupar a partir de hoje.

É válido para nós como é válidos para os nossos inimigos que devem estar bastante apreensivos com estas sucessivas demonstrações de futebol à Bi Campeão.

 

A recuperação desde o jogo com o União na Choupana foi exemplar, na altura eu pensei que tínhamos desistido do Tri, mas de nada serve se não for só o nosso lançamento para uma ponta final de campeonato feliz. A começar já na próxima sexta.

O 21º jogo no campeonato foi mais um tratado de futebol em casa alheia, vamos saborear esta goleada sentados no nosso lugar até os outros jogarem.

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