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Tetra Campeões

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Benfica 1 - 0 Paços de Ferreira: Entrada Certa na Taça da Liga

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 Não era pedir muito mas era essencial para a boa disposição de passagem de ano. Depois do Natal, o último jogo do ano no Estádio da Luz merecia uma audiência digna e os adeptos corresponderam. Convenhamos que para um jogo às 21h15 da Taça da Liga, mais de 30 mil pessoas nas bancadas não foi nada mau.

Um ano tão fantástico como o de 2016 merecia uma última vitória do Benfica para o tornar ainda mais especial. E o Benfica cumpriu, estreia na Taça CTT com três pontos conquistados e uma vitória a fechar o ano.

Não foi uma exibição de sonho, não aconteceu um resultado inesquecível mas este 1-0 serve perfeitamente para fazer a ligação entre o Natal e o Ano Novo com toda a tranquilidade, sem euforias e seguindo o caminho do sucesso.

Houve a curiosidade de ver Celis e Jardel no onze inicial e sentir o regresso de André Horta e mais uns minutos de Jonas.

O golo de Cervi deu sentido a esta última partida de 2016, um ano que vamos recordar durante muito tempo.

Entramos no novo ano com todos os objectivos intactos.

 

 (Fotogaleria de João Trindade)

 

Agora, vem aí a abertura de mercado, um calendário intenso e temos de estar preparados para um ritmo alucinante. As bancadas da Luz perceberam o momento e compensaram a equipa com um apoio emocionante no final do encontro, sinal que estamos todos mais juntos do que nunca e essa é a maior força do Benfica. Unidos, a olhar para dentro e a a dar todo o apoio à equipa porque não nos cansamos de ganhar e querer mais.

Venha 2017.

Datas e Horas das Jornadas 2 e 3 da Taça CTT

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 O jogo com o Vizela para a 2ª jornada da Taça CTT é na Luz dia 3, terça-feira, às 19h15.

O jogo em Guimarães para a 3ª jornada da Taça CTT, fica marcado para dia 10, terça feira, às 21h15.

Recorde-se que o jogo da 1ª jornada é no próximo dia 29 na Luz contra o Paços de Ferreira às 21h15.

As Imagens da Conquista Que Fecha a Nossa Gloriosa Época

 

Pelo olhar do Tri Campeão  João Trindade 

Marítimo 2 - 6 Benfica: Glory Days

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  (Fotos: João Trindade) 

 

Quando me iniciei neste ritual que é ir ver o Benfica ao estádio houve um gesto no inicio dos anos 80 que me deixou perplexo. No final de um jogo na Luz, talvez a Taça Ibérica, não sei precisar, a geração mais velha de benfiquistas com quem fui ao estádio resolveu abandonar as bancadas antes da nossa equipa levantar a taça ganha. Ofereci resistência e disse que não fazia sentido ir embora sem ver o momento mais simbólico da noite. A explicação foi inacreditável. Já era tarde, no dia a seguir havia trabalho e escola pela manhã. Até aqui tudo bem. Mas o remate final foi: isto de ver o Benfica levantar taças é monótono, são tantas, estamos tão habituados que é só mais uma. 

E lá fui eu andar numa direcção e com a cabeça virada para trás a espreitar o relvado.

 

Tenho para mim que foi esta habituação e o adquirir que íamos ser sempre um clube vencedor que nos levou ao abismo que passei traumaticamente já em idade adulta. Naquela fase entre 1996 e 2004, não houve uma época que não me lembrasse da noite em que saímos da Luz mais rapidamente porque já nem se festejavam conquistas.

 

Aquela Taça de Portugal ganha ao Porto do Mourinho no Jamor em 2004 marcou o regresso aos festejos. Lembro-me que até me caiu uma lágrima quando vi o Simão levantar bem alto o troféu. Estava ali decidido que nunca iria cair no erro das gerações mais velhas que a minha e saberia sempre apreciar o momento da glória festejando à altura. 

Esta noite ganhámos a 7ª Taça da Liga. Festejei como se tivesse sido a primeira. Tornar o Benfica viciado em ganhar é o maior triunfo que todos devemos celebrar. 

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A confiança que se respira à volta da nossa equipa de futebol é qualquer coisa de espantoso. Para a última viagem da época, o ambiente foi constantemente de festa. Nada de receios de perder pontos, nada de preocupações com outros jogos, nenhum stress com um possível regresso em silêncio. A confiança que equipa técnica e jogadores passam publicamente estende-se aos adeptos e, por isso, todos nós passámos a sexta feira na estrada de sorriso aberto e com vontade de festejarmos todos juntos. Sempre pelo Benfica, sempre por nós, sempre com os nossos.

 

Não há nada melhor que fechar a época com um jogo a sério. Ainda a festejar o Tri mas a puxar pela equipa como se fosse o primeiro jogo da época em buscar de mais uma vitória. Viciados em ganhar, lá está.

 

Felizmente, o jogo que encerra a nossa temporada foi um daqueles à moda antiga, bem aberto muito atacante, com os jogadores soltos a soltarem qualidade e de olhos postos nas balizas. Mérito do Marítimo que encarou o jogo para o tentar vencer e não para tentar não sofrer golos. Assim se apagou a imagem de pesadelo do nosso último jogo ali onde a Académica deu um show de anti futebol. 

Esta final da Taça CTT deu mesmo prazer de seguir.

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O Marítimo entrou com tudo e só não chegou à vantagem porque Ederson foi o primeiro a levar isto muito a sério arrastando a equipa para uma enorme exibição. O nosso guarda redes segurou a equipa e o ataque correspondeu com a construção de uma goleada. Parecido com o jogo da Liga na Luz mas agora com a equipa do Marítimo a dar boa réplica.

A história do jogo acaba por ser a marcha do marcador. A diferença esteve sempre na eficácia e na qualidade dos intérpretes. Jonas abriu as hostilidades e o grego Mitroglou bisou até ao intervalo. Parecia resolvido mas João Diogo manteve o Marítimo no jogo de forma justa antes da troca de campo.

 

Muda aos três acaba aos seis, foi o que pareceu. Mais três golo na 2ª parte para o Benfica, agora a atacar para a bancada onde estavam os seus adeptos mais fieis. 

O mais especial de todos aconteceu ao minuto 77, Jonas quis assistir Nico Gaitán que resolveu marcar com classe soberba o 1-4. No meio dos festejos somos invadidos com mensagens nos telemóveis a avisar que o mágico argentino saiu de campo emocionado e não estava a conter as lágrimas no banco. Se foi esta a sua despedida só posso agradecer a qualidade e o nível com que sai. 

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Ainda houve tempo para o Marítimo reduzir de penalti por Fransérgio, o tal que nem Francisco nem somente Sérgio, e bom jogador, diga-se. 

Mas a época não podia terminar assim. Jardel veio até à nossa baliza fazer de cabeça o 2-5 e Raúl Jimenez mostrou que as tradições são para se respeitar e cumprir. O mexicano entrou e marcou o penalti que fechou o resultado final.

 

Na minha bancada ninguém sai. Há que festejar. Este ano o som da festa é o "Bailando" do Enrique Iglésias que, por cá, teve a ajuda de Mickael Carreira a massificar o sucesso. Uma canção que estava reservada para ser banda sonora dos festejos de uns adeptos que a usaram a meio da época mas que assistem agora à sua transformação no seu pior pesadelo. Mãos no ara a balançar cantando "Oh oh oh oh". 

 

Imagens magnificas que vislumbrei no relvado com a dupla Jonas e Luisão em grande coreografia, Renato Sanches a queimar os últimos cartuxos e Gaitán realmente emocionado.

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 Somos uma família que continuará junta, uns partem, outros chegarão. Tudo o que pedíamos é que nos respeitem enquanto vestirem aquele manto sagrado.

Por falar nisso, e que tal a categoria deste equipamento branco à Benfica a brilhar tão alto na Europa, a ser tricampeão e ontem a garantir a 7ª Taça da Liga? Coisa mais linda! A quantidade de camisolas brancas nas bancadas não engana, a melhor escolha como equipamento alternativo das últimas décadas.

 

A festa continuou fora do estádio, a última viagem para Lisboa fez-se com ânimo, a última ultrapassagem da temporada ao autocarro do Benfica em plena A1 com acenos para os craques e uma chegada diferente ao nosso estádio. Ainda fomos a tempo de os receber à entrada da garagem juntamente com os que não estiveram em Coimbra.

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A caminho de casa lembrei-me de como tudo isto começou, no Algarve em Agosto parado no parque do Estádio à espera de sair e com a cabeça feita em água a tentar perceber como é que ia chegar a este dia a celebrar. Obrigado a todos os que acreditavam mais do que eu e sempre mostraram confiança ao longo deste caminho. 

 

Entre o final do jogo com o Nacional e a entrega da Taça CTT vivi em festa. Na 5ª feira à noite vi , mais uma vez, um dos meus heróis do rock no Parque da Bela Vista. Quando Bruce Sringsteen cantou "Glory Days" a tradução na minha cabeça era Sport Lisboa e Benfica. Um momento perfeito de sintonia entre música e futebol. 

 

Vivemos mesmo dias de glória, saibamos aproveitá-los e que nunca as gerações mais novas se habituem a estas conquistas de forma displicente e a virar costas ao levantamento de taças. Sejamos viciados em ganhar sem nunca nos cansarmos, já vimos o que é o outro lado e não foi bonito.

Viva o Sport Lisboa e Benfica, o Glorioso! 

Moreirense 1 - 6 Benfica: Atropelamento e Fuga Para as Meias Finais

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Quando se realiza o sorteio da fase de grupos da Taça da Liga, agora CTT, todos os anos há as mesmas reacções. Os representantes dos clubes mais importantes avisam que desta vez é mesmo para ganhar a competição. À medida que as jornadas passam, a prova começa a ser desdenhada, as desculpas sucedem-se e acabamos sempre por concluir que, afinal, isto é uma Taça que não interessa a ninguém. Só três clubes assumem que esta é uma prova oficial que envolve todos os clubes dos campeonato profissionais de futebol nacional e que é digna de figurar nos respectivos museus, Vitória de Setúbal, Braga e Benfica.

 

O Benfica encontrou há muito tempo o perfeito equilíbrio entre rodar o plantel e competir com qualidade na Taça da Liga. Os resultados estão à vista e parecendo fácil não é uma fórmula que já tenha sido encontrada ou repetida noutros clubes com obrigações de lutar pelas provas nacionais.

 

O que se viu em Moreira de Cónegos foi a confirmação da boa fase que o futebol do Benfica atravessa. Até aqui o maior mérito de Rui Vitória foi potenciar um "11" órfão de Luisão, Sálvio, Nelson Semedo ou Gaitán. Ao conseguir apresentar soluções alternativas credíveis fortaleceu as opções individuais para cada posição e aumentou o nível de qualidade de jogo que pode vir a ser reforçado com os regressos dos lesionados.

Ontem o regresso de Nico Gaitán como titular da equipa teve efeitos estrondosos. Agora sim, a 100%, o "10" argentino aproveitou a oportunidade para inspirar companheiros, como Talisca, e assinar uma daquelas exibições inesquecíveis.

Apesar de ter sido com um penalti de Talisca que o caminho para as meias finais da Taça da Liga ficou aberto, foram as jogadas de Gaitán que deixaram a nação benfiquista em êxtase numa 3ª feira à noite. Marcou um golo Maradoniano, fez uma finta de roleta à Zizou no meio do campo, teve pormenores incríveis à ... Gaitán. Só por si valia o preço do bilhete. Gaitán de volta é uma notícia tão bombástica quanto a sua exibição no Minho.

 

Para o argentino brilhar desta forma tinha que haver entrega e vontade do resto da equipa. Foi isso mesmo que aconteceu, apesar das mudanças nos titulares. Jonas e Mitroglou nem entraram, Ederson voltou à baliza e não teve culpa no único golo sofrido, mérito todo para Iuri Medeiros, Sílvio cumpriu mais uns minutos na esquerda da defesa, Lindelof voltou a não comprometer ao lado de Jardel e Nelson Semedo deixou excelentes indicações a caminho da melhor forma à direita.

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Renato Sanches confirma-se como imprescindível e teve a companhia de Samaris. Uma dupla obrigatória no meio campo devido à falta de opções. Talisca aproveitou para confirmar tudo o que tenho dito dele, o baiano tem golo e com ritmo de jogo torna-se útil nas opções de ataque. Gonçalo Guedes esteve uns furos acima do que tem vindo a mostrar nos últimos tempos e Raul Jimenez continua a mostrar apetite pelo golo que foi compensado com o belo chapéu a Nilson, no entanto aquele pé esquerdo mantém-se como uma nulidade na hora do remate e o instinto finalizador ainda não corresponde ao seu preço.

 

Ainda participaram na festa André Almeida, entrou para o meio campo, Carcela, tentou brilhar inspirado por Gaitán mas sem grandes resultados. O destaque da noite vai para a estreia de Grimaldo que entrou muito bem no corredor esquerdo. Teve alguns cruzamentos de muita qualidade e parece estar apto para ser opção no lugar de defesa esquerdo.

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Uma noite perfeita só com boas notícias, uma exibição excelente, uma goleada fora de casa como já não se via desde o jogo em Torres Novas com o Monsanto e, o mais importante, presença nas meias finais da Taça da Liga. Como sempre, o Benfica leva as competições a sério e não se fica pelas palavras de promessas para depois as deixar cair no esquecimento.

No Benfica é sempre para ganhar.

Um Dia Memorável em Marvila - Imagens

 

 

Oriental 0 - 1 Benfica: À Antiga!

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(Fotos: João Trindade)

 

Eu já era nascido quando o Benfica visitou Marvila pela última vez. Foi há 40 anos, obviamente, não me lembro de nada. Há 12 anos vi o Oriental na Luz, treinado pelo nosso Chalana, num jogo para a Taça de Portugal, ainda Bruno Aguiar jogava pelo Benfica. Desse já me lembro bem, o Benfica ganhou com tranquilidade, 3-1 com bis de Sokota, mas a exibição não entusiasmou e até acabou com queixas dos homens do Oriental sobre a agressividade de Paulo Almeida.

 

Todas as épocas aguardo com grande expectativa os sorteios das taças internas na esperança que nos saia uma deslocação a um campo mítico. Penso sempre na Tapadinha e em Marvila. Desta vez saiu mesmo o Oriental e o responsável do clube quis manter o jogo em casa. Agradecemos esta oportunidade porque foi a prova que o futebol à antiga está vivo. Futebol a meio da tarde de um dia de trabalho num estádio velhinho e no inverno, resultado? Enchente! Imagens de pessoas em cima dos prédios, adeptos em cima de muros e de pé em todos os cantos das bancadas, a essência do futebol.

 

Almoço na Floresta Oriental em Marvila, boa comida por preços reduzidos e muita simpatia no atendimento. Depois, caminho a pé para o estádio subindo a mítica Azinhaga dos Alfinetes até ao Estádio Engº Carlos Salema. Sente-se que a história do futebol já passou por ali.

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Como já tinha ali assistido ao derby Oriental - Atlético na época passada sabia onde queria ficar. A curva entre a central e o topo dos adeptos visitantes onde há um passeio em pedra com uns muros onde nos podemos encostar. O Benfica regressava às origens do futebol, a emoção fora de campo é muito maior do que lá dentro. Gerações mais novas nunca pensaram ver o Benfica jogar num estádio tão humilde, o olhar era constantemente desviado para os telhados dos prédios cheios de adeptos, para o bar atrás das bancadas que esteve sempre concorrido e para o horizonte atrás da baliza sem bancada onde se vislumbrava o bonito Rio Tejo como cenário.

 

O jogo não foi nada de especial, aliás não se esperava um grande espectáculo. Por norma, esta fase da competição não oferece jogos memoráveis em termos de qualidade de jogo. O objectivo é rodar a equipa e vencer. A festa fez-se de fora para dentro.

 

Das escolhas de Rui Vitória o maior destaque vai para a ausência de Grimaldo, talvez a maior desilusão da tarde devido à enorme expectativa que há em volta do espanhol. Jogou Sílvio com a braçadeira de capitão.

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Aproveitaram bem esta oportunidade Ederson, Talisca e Lindelof. Especialmente estes.

O guarde redes brasileiro foi mesmo a figura do jogo ao negar por duas ou três vezes o golo do Oriental, novamente decisivo tal como tinha acontecido na primeira jornada da competição com o Nacional.

Talisca fica sempre ligado ao jogo por ter marcado o golo da vitória e ainda atirou uma bola à trave.Confirma-se que o baiano tem golo.

O defesa sueco cumpriu na perfeição o papel de substituir Jardel, e isto já é dizer muito da sua exibição.

 

Depois, Djuricic tentou mostrar serviço sem ser muito convincente, Samaris cumpriu no meio campo e Gonçalo Guedes voltou à titularidade sem grande sorte. Nelson Semedo regressou mas ainda longe da forma com que se apresentou na Selecção.

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As entradas de Pizzi, Jimenez e Renato deram frescura e novas ideias ao ataque do Benfica que acabou por chegar ao golo à entrada do último quarto de hora do jogo.

A vitória é natural mas o Oriental fez por merecer melhor resultado, sem dúvida.

 

O objectivo foi cumprido, o sonho de ir a Marvila ver o Benfica concretizou-se. Do jogo vai ficar na memória o golo e a exibição de Ederson mas aquilo que ficará mesmo para a história é a experiência vivida nas bancadas e à volta do campo.

Maravilhoso.

 

PS e o equipamento todo branco do Benfica na tarde de Marvila? Lindíssimo!