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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Benfica 3 - 1 Chaves: Bonito, Emocionante e com Final Feliz

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 Jogo 23 no campeonato e a pressão de sempre. Jogar primeiro que o rival, não poder vacilar, lidar com a ausência de Fejsa, gerir os "amarelados" Pizzi e Nelson Semedo, escolher um "6" e um companheiro para Mitroglou.

Tudo resolvido com eficácia. Samaris avançou para a titularidade, Rafa jogou na frente, Pizzi não viu amarelo mas Nelson Semedo não vai a jogo em Santa Maria da Feira.

A novidade nesta jornada foi o adversário. Uma boa novidade, diga-se. O Chaves regressou ao Estádio da Luz para um jogo de campeonato após a despedida da divisão maior em 1999, na altura o Benfica venceu com Shéu Han como treinador.

A equipa transmontana confirmou a excelente época que tem vindo a fazer, apresentou um futebol vistoso, atraente e muito positivo neste duelo com o líder da prova. Acrescente-se o apoio de dois mil adeptos na bancada e só posso elogiar o clube que nos anos 80 me fez vibrar com o seus jogos europeus. Que volte às provas da UEFA em breve.

 

O Benfica esteve à altura do momento, percebeu que ia ser preciso levar muito a sério uma partida muito bem disputada. Na primeira parte, sem deslumbrar, o Benfica foi construindo o suficiente para justificar a vantagem no marcador. Foi o inevitável Mitroglou a fazer o 1-0 e a dar uma falsa ideia de tranquilidade para o resto da noite. É que perto do final da primeira parte o Chaves conseguiu mesmo empatar com um belo golo de Bressan, que já tinha feito o mesmo pelo Rio Ave uma época antes e na outra baliza.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Ao intervalo havia sinais de impaciência na bancada porque sentia-se que o problema estava longe de estar resolvido. Parte da solução foi fazer entrar Jonas e encostar Rafa na esquerda, passando Zivkovic para o lado direito de onde saiu Salvio.

A equipa de Rui Vitória entrou bem na 2ª parte, ciente que era obrigatório marcar rápido para não tornar o jogo ainda mais complicado. Uma bela jogada colectiva acabou nos pés de Rafa com êxito.

Samaris bem na abertura para Nélson Semedo que cruzou para o golo de Rafa.

A época que Nelson Semedo está a fazer é absurda de tamanha qualidade. Ontem duas assistências e mais uma exibição incrível. O menino está feito um senhor defesa direito.

Mais tarde Pizzi foi trocado por Felipe Augusto para refrescar o meio campo. Mas a verdade é que com o resultado em 2-1 o jogo esteve sempre perigosamente aberto. Foi nessa fase que a equipa de Ricardo Soares assumiu a posse de bola, chegando mesmo a encostar o Benfica no seu meio campo. Muita irreverência individual, mudanças tácticas e substituições com vontade de mexer e melhorar o jogo e o Chaves sempre ameaçador a construir jogo sem complexos.

 

Uma boa exibição dos flavienses que eu bem dispensava. Porque em casa eu quero é sossego e monotonia, como bem sabem. Gosto de ver bom futebol mas é da minha equipa e nas outras partidas. O bom futebol do Chaves deixou-me nervoso até ao segundo golo de Mitroglou. O grego entrou em modo Deus. Tudo o que faz, faz bem. Está com tanta confiança que sente que é o melhor avançado do mundo, está com uma eficácia incrível e está a ser o nosso Jonas desta época. Com a vantagem do próprio Jonas estar por ali a espreitar o regresso à sua melhor forma. Esta dupla no auge da forma é coisa para me fazer sorrir enquanto espero pelos próximo desafios.

 

Excelente vitória, belo jogo com mais de 50 mil nas bancadas da Luz. O fim de semana está ganho.

 

Braga 0 - 1 Benfica: Mitroglou Factura no WC de Jorge Simão

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 Roses are red

Violets are blue

e quem ficou com a miúda

foi o Mitroglou

 

Comecemos por responder à conferência de imprensa de Jorge Simão antes do jogo da Pedreira. O infeliz treinador do Braga meteu a martelo uma história popularizada pelo argentino Jorge Sampaoli, actual técnico do Sevilha, para falar da posse de bola. O conto do Jorge Simão terminava no WC. Ora, já se sabe desde a época passada o quanto Mitroglou gosta de ir ao WC. Foi um passo arriscado do treinador minhoto que só podia acabar mal.

Parece-me que Simão precisará mais do que histórias alheias para explicar a sua inaptidão em colocar o Braga a jogar um futebol ofensivo de acordo com as expectativas de adeptos e direcção de um clube que aponta para, pelo menos, o 3º lugar na Liga.

Estava Jorge Simão a preparar a imprensa, que o adora, para um jogo de contenção e defensivo, ao seu estilo, na esperança de ir aguentando um empate, ou num golpe de sorte um triunfo que seria um precioso balão de oxigénio.

 

Pegando na quadra mais popular desta semana nas redes sociais, respondemos ao Simão com a solução para sua história. No dia dos namorados choveram partilhas de versos começados por Roses are red e terminados em Mitroglou. Pois bem, o grego anda de tal maneira inspirado que prolongou o estado graça até ao Minho e resolveu um desafio bem complicado.

 

O Benfica chegou a Braga sem Ederson, expulso a meio de um jogo resolvido com o Arouca na Luz, sem Jonas, lesionado, em 2º lugar depois de ver o Porto resolver o seu jogo com o Tondela de forma surreal, como disse Pepa, e com o ambiente hostil que há muito as gentes de Braga tentam imitar de outros lados.

Para piorar o cenário, hoje tivemos um penalti sobre Salvio por assinalar e um golo mal anulado a Mitroglou. Felizmente, houve forças para marcar um que não pudesse ser invalidado. Na garra, na insistência, com fortuna, com sentido de baliza e com determinação, assim foi o golo de Mitroglou. Uma jogada que valeu 3 pontos.

 

O objectivo foi cumprido mas agora tem de haver espaço para, do cimo da nossa liderança, interrogarmos o que se anda a passar no futebol português desde a visita da claque do Porto ao centro de treinos dos árbitros no norte. A conversa de termos de jogar o dobro para assim podermos ultrapassar barreiras exteriores é muito linda e comovente mas é do domínio do surreal, para repetir Pepa. Não temos que andar a conviver com penaltis não marcados, golos sofridos irregulares, golos mal anulados e expulsões de fiscais de linha e cruzar os braços pedindo aos nossos jogadores que joguem a dobrar porque isso não é justo nem possível.

 

Tal como na época passada, o Benfica voltou a entrar na Pedreira sem estar na liderança mas saiu com uma vitória muito saborosa e moralizadora. Foi apenas mais uma barreira ultrapassada mas temos de olhar para o que não correu tão bem. Olhar para dentro e para fora. É essencial.

Sigamos o nosso caminho. Quanto ao Jorge Simão, depois disto duvido muito que chegue ao final da época com este trabalho. Depois terá tempo para ler mais histórias.

 

 

Benfica 3 - 0 Arouca: No Carrillo Certo

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 O Arouca tem tão pouco tempo de 1ª divisão e, no entanto, já soma um historial curioso de polémicas nos jogos com o Benfica. Assim de cabeça, lembro-me de um empate na estreia na Luz, de um golo anulado a Jonas, em Aveiro, que até hoje ninguém me soube explicar porque não contou, evitava a derrota, e ainda não me esqueci daquele penalti sobre o Rafa na 1ª volta que podia ter dado o 0-3 e acabou por transformar o final desse jogo num sofrido 1-2.

Na noite passada, na Luz, o Benfica cumpriu o que se pedia, entrou bem no jogo, resolveu cedo a questão, jogou bem e caminhava para o intervalo com um confortável resultado de 2-0, graças a um bis de Mitroglou, o melhor que saiu da Grécia depois de Demis Roussos, dizem.

Já dava para pensar em gerir o resto do jogo, pensar no próximo adversário amarelo de 3ª feira e cuidar das situações disciplinares de Pizzi e Nelson Semedo para Braga.

Só que a poucos minutos minutos do final da 1ª parte acontece um lance duvidoso com um choque entre Ederson e Mateus que parecia ter sido ignorado pelo árbitro porque o jogo seguiu. Para espanto de todos, a partida é interrompida e sai falta para o Arouca, expulsão para Ederson e jogo estragado.

São este tipo de situações polémicas que o Arouca está destinado a carregar consigo. E Mateus consegue andar há anos envolvido em trabalhos no futebol português. Ederson iguala Neno e o lendário Bento como guarda redes expulso mais do que uma vez pelo Benfica. Um feito.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Júlio César regressou à baliza, a equipa foi para intervalo sabedora do perigo que podia correr e voltou determinada em resolver o assunto. Apareceu Carrillo, o peruano foi titular e assinou a melhor exibição pelo Benfica coroada com um belo golo que encerrou as discussão dos 3 pontos na Luz.

Excelente resposta, boa 2ª parte à altura do que se pedia à equipa e missão cumprida num jogo que podia ter ficado muito complicado.

 

Uma palavra para Lito Vidigal que vai treinar para Israel, que tenha sorte e que volte ainda mais forte para o top do futebol português. Simpatizo com ele.

 

Segue-se uma noite europeia que se espera de gala.

 

PS: espero que esteja já tudo bem na arbitragem nacional, desde aquela "visita" ao centro de treinos de árbtros na Maia que tudo melhorou neste país. Assim dá gosto.

Benfica 3 - 0 Nacional: Jonas Anti-Nacional

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 Uma novidade no lançamento do jogo, entrávamos em campo no 2º lugar do campeonato. Pressão para todos, nas bancadas, no banco, no relvado, tribuna. Um jogo em que a equipa precisava, mais do que nunca, de um estádio cheio a apoiar o Benfica a terminar o dia no seu lugar. Infelizmente, a lotação da Luz ficou abaixo dos 50 mil numa fase crucial da época.

 

A equipa respondeu bem e confirmou o teórico favoritismo perante o último classificado do campeonato. Rui Vitória, ainda suspenso, resolveu fazer regressar Eliseu ao lado esquerdo da defesa, opção mais do que natural, não abdicou de Pizzi, mesmo condicionado após o jogo do Bonfim, e apostou em Sálvio e Zivkovic. O reforço Filipe Augusto teve entrada directa no banco de suplentes, Cervi e André Almeida passaram para a bancada.

 

O mais importante foi resolvido na primeira parte antes que o  jogo ficasse perigosamente bloqueado. Jonas apareceu em grande e confirmou a tendência para fazer golos ao Nacional, bisou em meia parte e , praticamente, resolveu o jogo.

 

O Nacional mostrou porque é que luta dramaticamente para não descer, muito pouca qualidade, apesar da aposta em vários jogadores novos chegados no mercado de inverno.

 

O ambiente na Luz não era totalmente de festa, as últimas duas derrotas pesaram nas bancadas e isso sentiu-se quando os adeptos ensaiavam alguns assobios a uma posse de bola da equipa no meio campo. Depois o jogo esticou e originou o 2º golo do Benfica. Foi um sinal claro da equipa para o tribunal da Luz. A malta gosta imenso de meter likes nas publicações das redes sociais que mostram posses de bola de 40 toques seguidos mas depois refila quando a sua equipa o faz em vantagem no marcador.

 

( Fotogaleria de João Trindade )

 

O que interessa é que ficou uma boa resposta após uma fase má. A equipa reagiu, ganhou e manteve a liderança. Na época passada o Benfica chegou a entrar a 11 pontos do 1º lugar em Braga e conseguiu lidar com a pressão. A recta final do último campeonato é todo um manual de como conviver com a alta pressão na tabela classificativa. Como o grupo é quase o mesmo, há que acreditar que vamos lutar da mesma maneira.

 

No entanto, há dúvidas que se levantam em cada treinador de bancada. Pizzi não devia ter saído mais cedo? A questão dos cartões amarelos não preocupa? Temos Pizzi  e Nelson Semedo a um cartão de ficarem de fora no próximo jogo. A próxima jornada é em casa com o Arouca, a seguir vamos a Braga... Aceito que me digam que temos de jogar sempre com os que dão melhores garantias, não deixa de ser legítimo reflectir sobre estas questões.

 

Nota positiva para  a estreia de Filipe Augusto, bem recebido pela Luz, e para o golo de Mitroglou. Foi cumprida a missão de voltar às vitórias e já olhamos para 6ª feira onde esperamos repetir a receita de hoje.

 

Vitória de Setúbal 1 - 0 Benfica: Em Estado de Choco

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(Foto: João Trindade)

 

Triste sina esta de só ter um ou dois jogos por época a sul do Tejo e voltar para casa de mãos a abanar.

Na visita à terra do choco frito aproveitou-se o jantar pré jogo.

Ainda mal refeito daquela segunda parte no Algarve, pensei numa visita ao Bonfim que me devolvesse a tranquilidade emocional.

Para meu espanto, o Benfica resolveu dar continuidade aquela 2ª parte da meia final da Taça CTT. Muito estranha a sensação de previsibilidade do futebol da equipa. Parece estar a atravessar uma fase de falência técnica de ideias e de jogabilidade. A equipa está bloqueada e isso vê-se na fase de construção quando sai a jogar com bola da zona defensiva. A bola anda da direita para o meio, do meio para a esquerda e volta para o meio, fazendo lembrar uma equipa de andebol a circular a bola sem progressão. Isto porque Pizzi não está com forças para criar rupturas, desequilíbrios entre sectores e assim a bola acaba sempre nos alas.

 

Aqui, a meio da primeira parte, lembrei-me de uma entrevista recente do brasileiro Cafu, campeão do mundo, em que confessava que sorri ao ver os cruzamentos que se fazem no futebol actual. No tempo dele tinha o dobro do trabalho porque tinha de cruzar mesmo na linha, agora atira-se a bola antes de se estar ao lado da grande área. Dava jeito ao Benfica usar mais profundidade, ao estilo do Cafu.

Mas o que é mesmo dramático nesta fase é a falta de velocidade imprimida no jogo. Assim torna-se fácil anular o ataque benfiquista. Se calha o adversário fazer um golo, como fez o Vitória, tudo se torna mais dramático.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Na época passada quando o Benfica não venceu na Madeira o União eu escrevi aqui que sentia que era o adeus ao título. Hoje, esta derrota transtorna-me muito mas a minha cabeça pensa em soluções para ter o futebol das vitórias eficazes de volta. Esta exibição somada à de 5ª feira, só dá preocupações, não anima ninguém. Ficámos à espera daquele Benfica da 2ª parte com o Tondela que não apareceu nestes últimos jogos. Complicámos a corrida ao título e agora só temos um ponto de vantagem. Tudo o que peço é o Benfica das vitórias de volta. É preciso ver rapidamente o caminho para a normalidade.

 

Mas é mesmo preciso encontrar soluções sérias porque já vimos que para ajudar a agravar esta má fase somos duplamente castigados, pela má exibição e pelo não cumprimento das regras básicas do jogo, como se viu no último lance do jogo que podia ter evitado a derrota.

Olhos no próximo desafio e pensar que entrámos naquela fase critica em que vivemos toda a recta final do campeonato passado. Tolerância zero a partir de agora. Na época passada conseguimos caminhar na corda bamba depois de Alvalade até ao fim, este ano também temos de conseguir.