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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Vitória de Setúbal 1 - 0 Benfica: Em Estado de Choco

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(Foto: João Trindade)

 

Triste sina esta de só ter um ou dois jogos por época a sul do Tejo e voltar para casa de mãos a abanar.

Na visita à terra do choco frito aproveitou-se o jantar pré jogo.

Ainda mal refeito daquela segunda parte no Algarve, pensei numa visita ao Bonfim que me devolvesse a tranquilidade emocional.

Para meu espanto, o Benfica resolveu dar continuidade aquela 2ª parte da meia final da Taça CTT. Muito estranha a sensação de previsibilidade do futebol da equipa. Parece estar a atravessar uma fase de falência técnica de ideias e de jogabilidade. A equipa está bloqueada e isso vê-se na fase de construção quando sai a jogar com bola da zona defensiva. A bola anda da direita para o meio, do meio para a esquerda e volta para o meio, fazendo lembrar uma equipa de andebol a circular a bola sem progressão. Isto porque Pizzi não está com forças para criar rupturas, desequilíbrios entre sectores e assim a bola acaba sempre nos alas.

 

Aqui, a meio da primeira parte, lembrei-me de uma entrevista recente do brasileiro Cafu, campeão do mundo, em que confessava que sorri ao ver os cruzamentos que se fazem no futebol actual. No tempo dele tinha o dobro do trabalho porque tinha de cruzar mesmo na linha, agora atira-se a bola antes de se estar ao lado da grande área. Dava jeito ao Benfica usar mais profundidade, ao estilo do Cafu.

Mas o que é mesmo dramático nesta fase é a falta de velocidade imprimida no jogo. Assim torna-se fácil anular o ataque benfiquista. Se calha o adversário fazer um golo, como fez o Vitória, tudo se torna mais dramático.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Na época passada quando o Benfica não venceu na Madeira o União eu escrevi aqui que sentia que era o adeus ao título. Hoje, esta derrota transtorna-me muito mas a minha cabeça pensa em soluções para ter o futebol das vitórias eficazes de volta. Esta exibição somada à de 5ª feira, só dá preocupações, não anima ninguém. Ficámos à espera daquele Benfica da 2ª parte com o Tondela que não apareceu nestes últimos jogos. Complicámos a corrida ao título e agora só temos um ponto de vantagem. Tudo o que peço é o Benfica das vitórias de volta. É preciso ver rapidamente o caminho para a normalidade.

 

Mas é mesmo preciso encontrar soluções sérias porque já vimos que para ajudar a agravar esta má fase somos duplamente castigados, pela má exibição e pelo não cumprimento das regras básicas do jogo, como se viu no último lance do jogo que podia ter evitado a derrota.

Olhos no próximo desafio e pensar que entrámos naquela fase critica em que vivemos toda a recta final do campeonato passado. Tolerância zero a partir de agora. Na época passada conseguimos caminhar na corda bamba depois de Alvalade até ao fim, este ano também temos de conseguir.

 

Moreirense 3 - 1 Benfica: Da Naturalidade ao Buraco Negro

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Para encarar esta meia final da Taça CTT, o Benfica deu todos os sinais de levar tudo muito a sério. A competição, o adversário e o compromisso em dar mais um passo para a final e defender um título que tem sido seu.

Os 11 escolhidos eram os mais rodados, com a novidade do regresso de Eliseu na esquerda, a opção de Carrillo com Salvio nas alas e o ataque entregue a Jonas e Rafa. Portanto, quanto à maneira como o Benfica começou o jogo não há muito a apontar.

 

A exibição na primeira parte foi aceitável, fez-se o que se pedia, posse bola, controlo do jogo e chegar à vantagem. Ou seja, chegámos ao intervalo numa normalidade absoluta. E é bom que a normalidade, actualmente, no Benfica seja isto.

 

Depois, vem uma 2ª parte que não tem explicação. Podemos falar em desconcentração, facilitismo no sub consciente, abordagem com excesso de confiança, a falta de Fejsa mas nada vai explicar realmente aqueles 15 minutos em que a equipa passa de uma vantagem normal para um resultado negativo de 3-1!

Algo que tendencialmente não fazemos nestes jogos é olhar para o outro lado. O Moreirense teve muito mérito na forma como acreditou, como foi à luta e como conquistou um autêntico vira minhoto no marcador. Aproveitou a desorientação do Benfica e conquistou uma vitória muito merecida. Por isso, parabéns ao Moreirense por este inesperado mas justo apuramento.

 

Preocupante no Benfica estas quedas num buraco negro que custam pontos e eliminatórias. Esta época já todos sentimos isto em Nápoles, na Turquia e contra o Boavista. Já são demasiadas vez que vemos a equipa entrar num abismo durante meia parte do jogo sem explicação aparente. É que não consigo apontar à equipa falta de determinação ou irresponsabilidade na abordagem ao jogo, porque ao intervalo estava tudo dentro da normalidade. São uns 15 - 20 minutos de apagão colectivo que devem ser dignos de estudo. Preocupante, repito.

 

Tal como aqui disse nos jogos que acabei de referir em cima, estou sempre pronto para aceitar os momentos inesperados do futebol, a nosso favor fico contente, contra nós fico revoltado. É esta a vida de um adepto de um clube de futebol. É importante não fazer disto o maior drama de sempre, como também é importante não ignorar o que se passou aceitando só que se tratou de um capricho do deuses do futebol.

 

Do ponto de vista pessoal, ao contrário do que oiço depois destes jogos que não nos correm bem, sinto-me muito mais confortável por ter ido ao estádio ver o jogo do que se tivesse ficado no sofá. A viagem de regresso dá para repor as ideias enquanto fazemos centenas de quilómetros debatendo com amigos o que se passou. Acho mais saudável, apesar de terem sido viagens estranhamente desconfortáveis, as piores que fiz entre Lisboa e o Algarve, devido a um temporal que só deu tréguas durante os 90 minutos de jogo. Dos cinco dias que chove no Algarve, tínhamos que levar com um deles em dia de jogo do Benfica.

Como tantas vezes desabafo por aqui, vale sempre a pena cometer estas pequenas loucuras porque salva-se sempre o encontro com amigos de outras paragens, neste caso o repasto num restaurante perto do estádio escolhido pelo benfiquista A.N. que nunca falha nas, infelizmente, poucas ocasiões que podemos ver o Benfica no sul.

 

Gosto muito de coerência nestas coisas do futebol. Exijo mesmo. Quem me lê na última década neste acompanhamento aos jogos do Benfica sabe que sempre disse que a Taça da Liga é para se levar a sério. Sempre. Por isso, podem encontrar no arquivo as crónicas a todos os jogos que o Benfica fez durante a última década nesta competição. A grande maioria dessas crónicas são relatos de jogos que testemunhei ao vivo. Na Luz não falhei um único.

Assim, permitam-me que evoque a coerência entre o interesse demonstrado e a indignação demonstrada pelos adeptos benfiquistas após a 2ª derrota do clube em 10 edições da prova. Sim, a 2ª derrota. Perdemos em Setúbal em 2007, numa noite bem fria no Bonfim, e voltámos a perder agora. Durante 10 anos não perdemos nenhum jogo na Taça da Liga. Acabámos eliminados em Braga mas no desempate por penaltis. Ora, em todos estes anos nos jogos no Estádio da Luz nunca vi grande interesse dos adeptos nos nossos jogos. Na maioria das partidas tivemos assistências abaixo das 20 mil pessoas. Talvez, o grau de cobrança após uma segunda derrota numa década nesta prova deva ser revisto, porque parece-me que o clube tem levado muito mais a sério esta competição que os próprios adeptos e os números confirmam este facto.

Quanto à felicidade dos rivais nem comento porque aí a coerência cora de vergonha.

 

No Benfica é sempre para ganhar, é o que tenho defendido, é por isso que faço questão de estar nos estádios em todas as competições oficiais sempre que possível. Contava com um domingo de festa a sul, estou chateado com esta inesperada derrota mas continuo a dizer que aprecio mais a coerência. Uns dias para reflectir e começar a pensar na deslocação ao Bonfim.

Benfica 4 - 0 Tondela: A Nossa Vida é Isto

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 Um golo. A nossa vida pode estar suspensa uma hora à espera de um golo. Entre as 16h de domingo e as 17h e pouco a vida fica em suspenso, os olhos só querem seguir a trajectória de uma bola para lá da linha de golo na baliza do Tondela. E, no entanto, passam quase 60 minutos em que estamos só a olhar para um jogo que parece ter sido inventado para nos enervar. É a equipa adversária que acerta nas marcações, é a facilidade com que os jogadores oponentes ficam deitados no relvado gastando um tempo precioso, perante nós, os adeptos totalmente impotentes. É o guarda redes adversário que começa a parecer intransponível. Tudo nos parece irritante num domingo à tarde mas há quem diga que não passa de um jogo de futebol. Ainda por cima contra o Tondela, o último da tabela classificativa.

 

A ideia de começar o jogo com Zivkovic e Cervi nas alas parece boa mas antes do final da primeira parte já damos por nós a pensar se não é melhor chamar o Salvio ou o Rafa. É assim a coerência de um adepto de futebol que sofre com o seu clube.

 

De repente, tudo muda. Pizzi, sempre ele, remata para o golo que faz explodir a Luz de alegria. Na verdade, é mais uma explosão de alivio. A alegria veio no 2-0, quando, finalmente, sentimos alguma tranquilidade e os nervos a desaparecerem.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Precisamos de passar dezenas de minutos a sofrer para viver momentos de normalidade, aqui a normalidade é a alegria de ver o Benfica ganhar ao Tondela. Voltar a fazer contas de cabeça, repomos a diferença para o 2º classificado e já vemos os 3ºs, 4ºs e 5º, todos juntos lá mais para trás. Começamos também a pensar que é melhor começar a rodar a equipa porque a seguir partimos para outra aventura.

 

É tudo muito rápido a partir do momento em que o problema parece resolvido. O que custa mesmo é chegar ao desejado golo. Depois até dá para nos espantarmos e festejarmos o primeiro golo do Rafa, e que golão! Que seja o primeiro de muitos.

Mas toda aquela sensação de tranquilidade pelo dever cumprido passa depressa quando pensamos que este foi só o primeiro jogo da 2ª volta. Que ainda vamos ter muitos jogos para sofrer até chegar o golo inaugural. Ainda falta tanto para as alegrias supremas que até nos rimos depois de terminado este jogo das figuras que fizemos enquanto o resultado esteve em 0-0.

É assim a nossa vida. E o Benfica é grande parte da nossa vida. Compreenda-se ou não.

Benfica 6 - 2 Leixões: Desforra de 2008

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Fez há pouco tempo 8 anos que numa noite fria o Benfica foi disputar uma eliminatória da Taça de Portugal com o Leixões. O jogo foi em Matosinhos e acabou empatado para desespero dos benfiquistas. No prolongamento nada de novo e nos penaltis Reyes permitiu a defesa de Beto, sim esse, que eliminou o Benfica de Quique Flores da competição. Não foi assim há tanto tempo.

Nos últimos dois anos não chegámos nem às meias finais da prova que acaba no Jamor e que nos proporciona uma tarde épica de convívio a fechar a época. Por isso, fico muito satisfeito com a atitude e determinação com que a equipa encarou o desafio de hoje, dando mais um passo seguro rumo ao Jamor.

Também era preciso limpar a imagem que ficou daqueles surreais 24 minutos contra o Boavista e esquecer aquela anormalidade.

Hoje, o Benfica fez 3 golos na primeira parte. Só não foi para o intervalo com o sentimento do dever cumprido porque o Leixões fez um golo numa bela jogada colectiva antes de terminarem os primeiros 45'.

Rui Vitória não facilitou, continuou a usar nas alas defensivas Nelson e André, manteve Mitroglou e Jonas na frente e persistiu em não dar descanso a Pizzi.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Com resultado em 3-1, com um golo de Pizzi, o treinador optou por, finalmente, lançar André Horta para a 2ª parte no lugar do "21". O destaque entre os marcadores tem que ir para André Almeida que fez o seu primeiro golo oficial pelo Benfica.

Já Mitroglou aproveitou para afinar apontaria e chegar a um hat trick contando com a bondade de Jonas que deu a sua vez ao grego na marcação de um penalti, já que o brasileiro já tinha feito o seu golo.

Zivkovic continua a mostrar qualidade de jogo que empolga cada vez mais os adeptos do Benfica. Não desperdiça estas oportunidades para se chegar à frente e mostrar o que vale, muito bem o sérvio nesta eliminatória da Taça de Portugal.

O Benfica cumpriu a sua obrigação, venceu com estilo um Leixões que proporcionou um jogo muito agradável de seguir nesta noite gelada que contou com quase duas dezenas de milhar de benfiquistas, e alguns adeptos nortenhos, nas bancadas.

Uma palavra de simpatia para o Leixões de Daniel Kenedy, que voltem depressa aos tempos áureos no futebol nacional.

Agora, ficamos a dois jogos da desejada final do Jamor, duas partidas com o Estoril para levar tão a sério como todas as que temos feito desde o primeiro jogo com o 1º de Dezembro, precisamente no Estoril.

Benfica 3 - 3 Boavista: Meia Volta

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Passadas todas estas horas (mais de 5) ainda não sei muito bem o que dizer sobre o 0-3 que no marcador aos 24' de jogo na Luz. Dizer que entrámos pior do que noutros jogos não me convence pois lembro-me do Gonçalo falhar o golo que podia ter sido o 1-0 e continuámos a atacar. De repente, três jogadas, três golos contra. Todos do meu lado, à minha frente. Do livre directo não percebi porque é que não foi marcada falta sobre o Rafa, no 0-2 fiquei a olhar para o árbitro a ver se marcava falta sobre o defesa, no 0-3 fiquei a olhar para o fiscal de linha à espera de ver o fora de jogo assinalado. E assim, tive que lidar com um surreal 0-3 antes da meia hora de jogo. Ficar a chorar e ensaiar o discurso óbvio de dizer que o circo compensa estava fora de hipótese, portanto comecei a fazer contas de cabeça. Era preciso fazer um golo e reagir depressa aquela tragédia para evitar uma derrota inesperada. O golo apareceu.

 

Ficámos com toda a 2ª parte para fazer 3 golos. Parecia aquelas noites europeias, um jogo de 2ª mão em que era preciso fazer vários golos para seguir em frente e o estádio todo acreditava no milagre.O facto de termos chegado ao empate com mais 20 minutos para consumar a reviravolta deixou-me minimamente satisfeito. Reagimos, fomos à luta, anulámos a desvantagem. Fiquei frustrado por ver que não tivemos forças para mais e não conseguimos fazer um último golo. Não me lembro de ver 6 golos na Luz e não festejar nenhum por estar à espera do 7º para explodir de alegria.

 

Percebem porque é que não quero destes jogos na minha vida? Muita emoção, surpresa, incerteza, muitos golos... Não! Não preciso nada disto em jogos do Benfica. Isso é bom para jogos que estou no sofá a ver de outras Ligas. Aqui só queria vitórias chatas, previsíveis e aborrecidas, sem ponta de emoção.

 

 

 (fotogaleria de João Trindade )

 

Isto foi de todo inesperado, mais um acidente de percurso, espero eu, parecido com aquele primeiro jogo em casa para a Liga. Esta partida final da primeira volta tem que servir de aviso para a metade que falta do campeonato. É verdade que vamos virar na frente mas hoje ficou provado que isto está longe de ser um passeio até ao fim.

 

Quanto à equipa, assinalo a capacidade de recuperação de três golos, estranho a opção de não entrarmos com Mitroglou de inicio e, há que dizer, pareceu-me que Pizzi acusou o cansaço da jornada dupla de Guimarães, não sei se não devia ter descansado na Taça da Liga. Isto são tudo observações de treinador de bancada e após o jogo, diga-se. Quando começou achei que a equipa estava óptima para mais uma vitória, tal como o nosso treinador.

 

Nunca mais me esqueci daquela tarde em que perdemos por 0-3 com o Boavista. Aí nunca acreditei numa reviravolta, hoje, felizmente, nunca acreditei que íamos perder. Tempos diferentes.

O dia de hoje fica marcado pelo almoço que tive antes do jogo com o meu pai que comemorou mais um aniversário. Não precisava de mais factores especiais para recordar o 14 de Janeiro de 2017.

 

Felizmente que este sofrimento inesperado de sábado à noite foi um pouco atenuado porque temos sempre os vizinhos para nos fazer sentir um pouco melhor.

Digerir e reagir é o que se pede, olhando para a frente.

 

 

Vitória de Guimarães 0 - 2 Benfica: Naturalmente, na Final Four

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 Ao ver o jogo de hoje lembrei-me de um livro sobre Bill Shankly e de uma passagem em que ele dizia com piada:

"There are only two sides in Liverpool. Liverpool and Liverpool reserves."

 

Parece-me que é o que se está a passar no futebol português. As duas melhores equipas, pelo menos na Taça CTT, são o Benfica e as "reservas" do Benfica. Este reservas com aspas muito realçadas.

Voltar a Guimarães depois do triunfo para o campeonato e mudar a equipa quase toda, só resistiram Pizzi e André e Nelson, para voltar a fazer uma exibição tranquila, segura com nova vitória é uma proeza que merece todos os elogios. Isto porque os jogadores mudam mas a cara do futebol encarnado é a mesma.

A primeira parte do Benfica foi tudo o que se pedia, marcar e procurar resolver o jogo mesmo sabendo que o empate era suficiente para atingir o objectivo principal. Mas para não se por a jeito, a equipa procurou com toda a seriedade garantir o apuramento e ficar longe de critérios de arbitragem ou dos factores de sorte e azar.

Rafa arranjou um penalti para Pizzi falhar mas depois apareceu Gonçalo Guedes possuído para bisar e colocar o Benfica na desejada Final Four do Algarve. Boas exibições de Zivkovic, a deixar cada vez mais água na boca, Rafa, que tem de marcar golos urgentemente, e Carrillo que procurou entrar na história do jogo com sucesso.

 

Ver o jogo na RTP trouxe uma grande vantagem para nós benfiquistas, pudemos ouvir os nossos adeptos a puxar incansavelmente pela equipa e até deu para ver grandes planos da bancada benfiquista. Estão a ver, Sport Tv ?

 

A postura competitiva do Benfica é impressionante e não é de hoje. É das maiores mais valias do clube nos últimos anos, a motivação com que a equipa do Benfica ataca todas as competições onde entra, seja a Taça da Liga, seja a Liga dos Campeões. Isto é que é à Benfica. Assim fica mais fácil inscrever o nosso nome entre os finalistas e os vencedores das várias provas. É disto que é feito o Glorioso!

 

O valor e a validade do plantel do Benfica é de realçar agora que estamos a meio da temporada. A passagem pela fase de grupos da Taça CTT foi um sucesso só possível por existir um plantel equilibrado. O problema é que o mercado está aberto e muita coisa pode mudar neste mês, mas até aqui já ninguém pode tirar o mérito do caminho feito.

Agora, no Algarve é para ganhar. Como sempre.

Vitória de Guimarães 0 - 2 Benfica: A Culpa é do Benfica!

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 Depois de uma semana de alta intensidade fora dos relvados que terminou com o árbitro desta partida a apresentar queixa na polícia contra terceiros, entrou em campo o Benfica e somou mais uma vitória que em nada vai contribuir para a paz no futebol, o que é lamentável.

Obviamente, que o árbitro apresentou queixa por causa do Benfica, o Porto a seguir perdeu mais dois pontos por causa do Benfica e o Benfica venceu este jogo em Guimarães por causa do Benfi... do Jonas e companhia.

 

É um prazer indescritível ver o Benfica jogar à bola indiferente a todo o folclore que os rivais têm montado para disfarçar os sucessivos falhanços. É um orgulho imenso ver o Jonas pegar na bola e transformar os nossos receios em sorrisos. Quando Jonas fez o 0-1 a primeira coisa que pensei foi: caramba, estava preocupado com o quê?! Temos o Jonas!

 

A verdade é esta, o Benfica tem uma atitude incrível nestes jogos. Entre forte, determinado, pressiona alto, ataca rápido e cria perigo com facilidade. Então se calha chegar cedo à vantagem no marcador sente-se que fica completamente confortável no jogo. É quase sempre assim.

 

Antes do golo de Jonas houve um momento de grande apreensão, a saída de Fejsa para a entrada de Samaris. A presença do sérvio costuma ser meio caminho andado para partidas tranquilas. Só espero que a lesão não seja grave.

Mas Samaris hoje entrou muito bem, a equipa manteve-se equilibrada e começa a acontecer aquilo que tenho vindo a avisar, o nosso maior reforço de inverno vem mesmo  subir de nível o futebol encarnado. Com Jonas a titular e a caminho da melhor forma a conversa é outra. Quem não entender a dimensão que o brasileiro traz ao jogo é porque não percebe de futebol. E chegámos até aqui na frente sem Jonas.

Mitroglou pode explicar a qualidade de Jonas. O grego parece outro quando faz dupla com o "10". Entre eles saíram as assinaturas dos dois golos desta vitória muito importante no Minho.

 

Tanta gente à espera de um escorregão e uma resposta mesmo à Tricampeão. E o pior de tudo, sem casos de arbitragem para passarem o tempo até à próxima jornada.

 

Um sábado à Benfica. Ir à Luz almoçar, ir espreitando o voleibol na televisão, arrancar para o Pavilhão Fidelidade para testemunhar um atropelo ao Porto em Hóquei em Patins, voltar ao local do almoço para festejar os golos e a vitória do Benfica, ficar para ver o Porto perder mais dois pontos. Vir para casa encantado.

 

É tão bom ser do Benfica.

 

Benfica 4 - 0 Vizela: Jonas a Bisar, Zivkovic a Assistir

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Quem viveu a emoção dos jogos na Luz durante a década de 80 tem sempre um ponto em comum que o aproxima de outros benfiquistas. Quando se faz uma listagem de jogos de outros tempos é com regularidade que vem à baila o nome do Vizela. Quem viu na Luz esse jogo em 1985 gosta sempre de o lembrar por ter sido contra um adversário raro. O Vizela marcou o arranque do campeonato 1984/85, o Benfica venceu por 1-2 na jornada 1. Depois, na 2ª volta, o Vizela foi à Luz e acabou por ser goleado por 5-1.

Ficou na memória colectiva as cores da equipa de Vizela. Camisola azul clara e calções brancos. Ainda hoje é a segunda parte de qualquer conversa que recorde esse jogo este equipamento. Isto porque na altura o jogo mais popular entre os miúdos era o Subbuteo. Comprar a equipa do Vizela era boa ideia porque essa equipa dava para fazer de Vizela, Amora, Alcobaça e até Belenenses ou Manchester City. Tudo equipas que andaram nas divisões maiores naquela altura.

 

Serve esta introdução para explicar o meu desapontamento por perceber que 30 anos depois o Vizela trocou aquele belo equipamento por uma réplica do FC Porto! Quem souber quando é que se deu esta triste mudança que me explique e argumente.

 

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O jogo foi encarado com a determinação do costume, não há jogos fáceis, nem competições secundárias. No Benfica é sempre para ganhar e , por isso, foi com facilidade que o Benfica construiu uma goleada natural e tranquila. Tudo certo na abordagem ao jogo, tudo óptimo nos 6 pontos somados em 2 jogos da Taça CTT. É o que se pede.

 

Notas importantes deste primeiro jogo de 2017, Jonas a titular, a bisar e a mostrar que está pronto para ajudar nesta segunda metade de época. Zivkovic com 3 assistências, uma bela exibição e um pé esquerdo a pedir mais protagonismo na equipa principal. E ainda o regresso de Lisandro aos golos, sempre importante o central argentino.

De resto, ninguém se lesionou, a equipa aproveitou para manter o bom ritmo e o hábito de vencer.

 

Jonas e o pé esquerdo de Zivkovic mereciam mais do que 19 mil pessoas na Luz mas nem mesmo o preço muito reduzido dos bilhetes convenceu os benfiquistas a irem à bola. Ficaram a perder todos os que não testemunharam ao vivo aquele livre de Jonas.

É preciso ir a Guimarães carimbar a passagem para fase final da Taça da Liga, o trabalho em casa está feito. E bem feito.

Começa bem 2017.

Benfica 1 - 0 Paços de Ferreira: Entrada Certa na Taça da Liga

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 Não era pedir muito mas era essencial para a boa disposição de passagem de ano. Depois do Natal, o último jogo do ano no Estádio da Luz merecia uma audiência digna e os adeptos corresponderam. Convenhamos que para um jogo às 21h15 da Taça da Liga, mais de 30 mil pessoas nas bancadas não foi nada mau.

Um ano tão fantástico como o de 2016 merecia uma última vitória do Benfica para o tornar ainda mais especial. E o Benfica cumpriu, estreia na Taça CTT com três pontos conquistados e uma vitória a fechar o ano.

Não foi uma exibição de sonho, não aconteceu um resultado inesquecível mas este 1-0 serve perfeitamente para fazer a ligação entre o Natal e o Ano Novo com toda a tranquilidade, sem euforias e seguindo o caminho do sucesso.

Houve a curiosidade de ver Celis e Jardel no onze inicial e sentir o regresso de André Horta e mais uns minutos de Jonas.

O golo de Cervi deu sentido a esta última partida de 2016, um ano que vamos recordar durante muito tempo.

Entramos no novo ano com todos os objectivos intactos.

 

 (Fotogaleria de João Trindade)

 

Agora, vem aí a abertura de mercado, um calendário intenso e temos de estar preparados para um ritmo alucinante. As bancadas da Luz perceberam o momento e compensaram a equipa com um apoio emocionante no final do encontro, sinal que estamos todos mais juntos do que nunca e essa é a maior força do Benfica. Unidos, a olhar para dentro e a a dar todo o apoio à equipa porque não nos cansamos de ganhar e querer mais.

Venha 2017.

Benfica 2 - 0 Rio Ave: Na Tal Posição Tão Desejada - 1º

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 Parece tão simples e até acontecer é sempre tão difícil. Falo em resolver o jogo com o Rio Ave depressa para que nem cresça a motivação no adversário nem a ansiedade no Benfica. Ao intervalo o 2-0 parecia-me ser o melhor resultado do mundo. Era só isto que se pedia para hoje, 3 pontos.

De preferência, sem sobressaltos.

O primeiro golo surgiu , relativamente, cedo com uma exemplar pressão do Benfica sobre a saída de bola do Rio Ave. Sobrou para Mitroglou que justificou a surpreendente chamada ao onze no lugar de Raul.

Os mais de 51 mil adeptos na Luz suspiraram de alivio. Sentiu-se que se ia cumprir mais uma etapa na maratona.

Um jogo às 18h a meio de uma semana de trabalho podia ser uma bela desculpa para um estádio vazio. Aconteceu a pior assistência da época em casa para o campeonato, estiveram "só" 51 mil adeptos no estádio. A cultura de vitória já passou para o lado das bancadas, a nossa casa voltou a estar à altura da grandeza do clube.

 

Após uma boa reacção do Rio Ave com bons períodos de futebol e posse de bola, confirmando o excelente momento de forma da equipa de Vila do Conde, o Benfica soube chegar ao intervalo com uma vantagem ainda mais confortável, graças a uma bela jogada que acaba com um golo de Pizzi cheio de classe.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Foi o último jogo na Luz para o campeonato em 2016, era importante gerir a vantagem sem correr riscos. A exibição do 2º tempo não foi empolgante mas acabou por ser eficaz e o objectivo principal foi cumprido, somar mais 3 pontos.

O Natal, finalmente, pareceu ser uma data simpática, a pausa do campeonato ganhou outro encanto, o frio de Lisboa na primeira noite de inverno até ganhava um certo charme, o trânsito à saída do estádio até... Bem, o trânsito tem sido insuportável, nem a vitória do Benfica evita o desespero na estrada.

 

O irónico deste jogo é que depois de tanto choro azul e verde, de tanta reclamação e acusação do Benfica ser beneficiado, fomos contemplados com um festival de arbitragem à moda antiga. Como não quero entrar em modo de ruído, só deixo esta questão: se aquele atropelamento ao Gonçalo não é penalti, então não podemos levar a sério critica nem queixa nenhuma de ninguém. Ridículo.

 

Fechámos um ciclo exigente isolados na frente do campeonato. Vem aí o mercado de transferências, vai aumentar o lote de escolhas do treinador com a recuperação de lesionados, Jonas está aí, a base tem funcionado muito bem e o futuro parece risonho.

Tranquilamente no primeiro lugar no final de 2016, desejo um bom natal a todos os leitores.

Venha a Taça da Liga.