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Marítimo 1 - 1 Benfica: Jonas Merecia Mais

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 O contexto era mau. Uma derrota inadmissível na Suíça, uma Assembleia Geral quente, atraso no campeonato mas com a possibilidade de virar o cenário. A equipa do Benfica entra em campo no Funchal já a saber que os dois rivais tinham empatado em Lisboa, naquela espécie de clássico amigável, e, por isso, com hipótese real de ganhar terreno na classificação e inverter uma fase má.

Jonas mostrou o caminho. Um grande golo a abrir o jogo num terreno vergonhoso.

Há várias semanas que se sabe que o relvado do estádio do Marítimo está num estado miserável. A imagem de um pantanal verde não bate certo com as inúmeras fotografias de que os benfiquistas que foram à Madeira publicaram em pleno clima de verão durante o fim de semana. A Liga de Clubes nada disse, como sempre, e tentou-se disfarçar nos últimos dias com notícias de melhoras do relvado nos jornais.

O estado vergonhoso do tapete de jogo esteve à altura de uma péssima realização televisiva, como já vem sendo hábito na Sport TV.

 

De qualquer maneira, o Benfica fazia o mais complicado que era conseguir entrar no jogo a ganhar e , assim, conquistar confiança e motivação para uma partida tranquila ficando mais perto do objectivo dos três pontos.

Ou, pelo menos, devia ter acontecido assim.

Na realidade, voltou a acontecer algo que esta época é um verdadeiro mistério à espera de ser desvendado. Porque raio a equipa quando se vê em vantagem tem tendência para ir largando o domínio de jogo até ao ponto de ceder a tal vantagem?!

Não se percebe esta apatia de que já falei noutras crónicas desta época.

Olhando a frio, entende-se que Pizzi está muitos furos abaixo daquilo que costuma estar e isso reflecte-se, e muito, no futebol atacante da equipa. A confiança da defesa também não é famosa. O golo do Marítimo é o exemplo perfeito disso mesmo, deixa-se o jogador adversário centrar à vontade, a bola cai em plena pequena área e não oposição nem da defesa nem do guarda redes.

Depois, quando se espera uma reacção forte e convivente não se vislumbra tranquilidade, nem cabeça, para voltar para a frente do marcador.

É verdade que Jorge Sousa conseguiu condicionar Fejsa muito cedo no jogo, numa altura em que o Benfica estava por cima e os jogadores madeirenses apresentavam um desfile de entradas faltosas todas a desafiar cartões por parte do árbitro. É verdade que, na minha opinião, há um penalti que fica marcar para o Benfica por mão na bola na área do Marítimo e numa altura crucial do jogo. E também é verdade que o terreno vergonhoso não dava espaço a grandes jogadas elaboradas nem trabalhadas pela relva. Mas esperava-se muito mais da equipa do Benfica. Jonas merecia muito mais eficácia da parte dos seus companheiros para se sair desta jornada com um ânimo novo.

Assim, foi só mais um jogo pouco conseguido, um mau resultado e o prolongar de um ambiente desfavorável à volta da equipa e do clube que aumenta a desconfiança de seguidores e observadores do futebol do Benfica desta época.

Uma oportunidade falhada para se dar a volta por cima. Marcou-se passo antes da paragem do campeonato que só regressa depois das decisões de selecções apuradas para o Rússia 2018 e da estreia na Taça de Portugal no Algarve.