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Red Pass

Tetra Campeões

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Chaves 0 - 1 Benfica: Seferovic Trás-os-3-Pontos

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 Começava a pairar uma estranha tradição neste Benfica de Rui Vitória que fazia lembrar o universo do Pop Rock musical. Uma banda que lançava um disco de estreia com enorme sucesso tinha sempre dificuldades com o segundo álbum. Era a maldição do segundo disco que arrumou muitos grupos logo no começo.

O Benfica de Rui Vitória tem conseguido garantir os 3 pontos no jogo de estreia mas na 2ª jornada não confirmava o bom arranque. Há dois anos perdemos em Aveiro com o Arouca, há um ano empatámos em casa com o Vitória de Setúbal.

Esta época apareceu Seferovic a quebrar essa tradição. Dois jogos, duas vitórias.

Sobre o jogo de Chaves, o Benfica consegue um triunfo muito importante num recinto que na época passada os rivais sofreram desgostos e esta época promete voltar a ser um terreno complicado.

O Benfica justificou o triunfo. O melhor de tudo é que o golo surge numa jogada normal pela direita e a bola acaba dentro da baliza por um toque subtil de Seferovic. Ou seja, sem truques, sem confusões, sem polémicas, sem invenções de penaltis. Portanto, tudo ao contrário do que vimos no jogo de um dos rivais que todos os dias se queixa de tudo o que envolve futebol.

Ganhámos no fim, podíamos ter começado a ganhar naquela bola que Jonas mandou ao poste ou nos pés de Salvio na primeira parte ou na cabeça de Seferovic. Mas não, quis o destino que ficasse tudo em frente à televisão a sofrer, benfiquistas e antis.

 

Por falar em televisão, a realização da Sport Tv perdeu por completo a noção do que é um jogo de futebol. Eles acham que futebol é repetir o mesmo lance até à exaustão. Além da maior parte das repetições serem irrelevantes acabam por matar o directo várias vezes. Ia dar o exemplo da grande defesa do Varela na 2ª parte, houve tanta repetição que quando o directo voltou o Benfica estava com a bola já na área do Chaves. Isto repetiu-se o jogo todo! Não posso comentar a maior parte dos ataques do Benfica porque, simplesmente, não faço a menor ideia de como foi lá parar a bola à frente. É ridículo.

 

Estou habituado a ver o Benfica no estádio, quando tenho de ver assim o Benfica sinto que estou a sofrer um castigo inexplicável. Se estiver em minha casa, vejo em sofrimento livre. Mas, este foi um dos jogos que vi em contexto especial, num bar de hotel entre dois dias de piscina e sol. Tudo óptimo, menos aqueles 90 minutos que me toldam o comportamento e a disposição. Felizmente, acabou tudo bem. Mas aquele sentimento interior de inutilidade ninguém me tira.

 

Voltando à paranóia das repetições na Sport Tv, tanta coisa para repetir e no lance que Tiba rasteira Jonas na grande área do Chaves demoraram a perceber o erro do árbitro. No lance em que Jonas salta com um defesa do Chaves na grande área ninguém explicou que não foi penalti porque o nome na camisola não era Bost.

 

Tanto se fala de Varela e hoje o jovem guarda redes esteve impecável. Para Seferovic ser herói muitos outros tiveram que dar tudo, Varela foi um deles.

 

Vitória importantíssima neste surreal arranque de Liga Nos com jogos diários deixando sempre o Benfica em posição de pressão. Boa resposta do campeão até agora.

 

O Triunfo dos Sucateiros

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 Assim que percebeu a distância que tinha de percorrer entre cumprir promessas de ganhar campeonatos e a dura realidade, o presidente do Sporting atirou-se para um caminho que é um caminho sem volta. Atacar o Benfica sempre numa estratégia de vale tudo levando tudo à volta do futebol português para níveis de lodo até aqui desconhecidos. Tudo começou num célebre serão televisivo onde o líder verde atribuiu o sucesso do futebol do Benfica a vouchers. A partir daí foi sempre a descer. A descer o nível das discussões e a descer o sucesso do futebol verde.

O Porto ainda demorou em abraçar a causa do seu histórico aliado. Estavam convencidos que iam conseguir chegar ao título mais depressa e, por isso, entretiveram-se a comprar e a despedir treinadores. Quando perceberam que iam chegar ao 4º ano sem campeonato e sem nenhuma outra conquista, olharam para o seu aliado verde e abraçaram a causa do desespero.

Foi assim que chegámos a este mar de lodo que é o actual futebol português. Ataques sem fim ao Benfica que responde conquistando troféus.

A dada altura os rivais lançam a campanha video árbitro. Pronto, a partir da entrada do VAR acabava-se a campanha de sucessos do Benfica. Junte-se a isto uma inédita novela no canal azul que animou o verão sem futebol e estava montada a estratégia da santa aliança.

Tudo parecia estar a funcionar quando, finalmente, regressa aquela coisa que se joga dentro de um campo relvado, um jogo acessório chamado futebol, aquela partida longe das mesas dos estúdios de televisão e decidida pelos melhores jogadores e treinadores.

O Benfica tetra campeão sem video árbitro deu lugar ao Benfica vencedor da Taça de Portugal no Jamor, vencedor da Supertaça em Aveiro e ao Benfica vencedor na 1ª jornada da Liga NOS, tudo com video árbitro. Assim, dentro de campo reduziu-se a cinzas meses de entulho mediático.

Perguntavam muitos benfiquistas para que era aquele barulho todo quando já se percebeu que Luisão, Fejsa, André Almeida, Jonas, Pizzi, Raul ou Seferovic são imunes a todo aquele terrorismo verbal e escrito?

A resposta está aí.

Façamos um exercício simples. O Benfica venceu as últimas três competições oficiais do futebol português, duas já com video árbitros. Digam-me um jogo dessas três competições que o Benfica tenha vencido da mesma forma que o Sporting nesta 2ª jornada da Liga NOS.

Então, ser incendiário, sucateiro rei do entulho e do lamaçal mediático compensa ou não compensa ?

Benfica 3 - 1 Braga: Cá Estamos. A Ganhar. Para Não Variar.

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 Há um medo cénico em mim antes de todos os jogos que inauguram os nossos campeonatos. Possivelmente, isto vem do facto de o Benfica ter apresentado uma estatística durante alguns anos que dizia que os arranques eram quase sempre em falso. Ora, bem sei que a tradição tem mudado nos últimos anos e, agora, com Rui Vitória o primeiro jogo da Liga tem sido sempre vitorioso.

Mesmo assim, há aquele desconforto de ter de começar tudo de novo. Depois, o contexto não ajuda nada. As pré épocas acabam sempre em drama, os resultados não empolgaram, a imprensa levanta alarmes por cada jogador que sai, as exibições não convencem e, de repente, muita gente convence-se que está tudo mal, adeptos encarnados incluídos, dentro de um clube que é tetra campeão.

Depois, vem o primeiro jogo a sério da temporada e o Benfica acaba em festa com a conquista de mais um troféu. Aumenta a estatística de competições ganhas, o Museu Cosme Damião abre portas para receber mais uma taça, neste caso Super, os adeptos entusiasmam-se com um reforço como Seferovic, lembram-se da eficácia de André Almeida, da utilidade de Jardel e continuam a desconfiar do miúdo Varela mas já com um sorriso vencedor.

Acresce a todo este contexto um arranque de Liga NOS completamente absurdo. Não há em nenhum país do mundo um campeonato que comece num domingo, no dia seguinte à Supertaça que abre a temporada, e que veja a jornada 1 estender-se até... 5ª feira!

Ora, o Benfica acorda no domingo a festejar a estreia positiva na temporada mas deita-se já a 3 pontos do líder do novo campeonato. Quando, finalmente, entra em campo numa 4ª feira (!!) à noite já tem os dois rivais a 3 pontos de distância. É o que é, não deixa de ser tudo muito exótico, chamemos-lhe assim.

 

E para estreia calha-nos defrontar o Braga. Clube que tem andado sempre no Top 4 do nosso futebol, com uma eliminatória europeia já disputada e, portanto, com bom andamento. Tirando os dois rivais históricos, não se podia escolher adversário mais exigente, pelo menos, do ponto de vista teórico.

Ainda bem. Deu para ver que, afinal, o Benfica já está preparado para o campeonato, que a equipa já apresenta um futebol digno de um tetra campeão e que os dramas da pré época ficaram onde devem ficar sempre, na pré época.

 

Olhando para o 11 que Rui Vitória escolheu para o primeiro jogo na Luz desde que festejámos o tetra, só vislumbramos duas novidades, Bruno Varela na baliza, uma cara conhecida desde a nossa formação e Seferovic na frente. Dizer que Jardel e André Almeida ou mesmo Eliseu são uma espécie de remendo é parvo, uma vez que todos eles já fazem parte do núcleo duro do plantel há uns anos valentes.

Portanto, a pressão vai toda para o jovem guarda redes que ao ter a oportunidade da sua vida também sente todo o peso da responsabilidade de ser o nome mais falado quando se discute reforços. Neste aspecto, a estatística protege o miúdo, dois jogos oficiais, duas vitórias, 3 pontos e uma Supertaça. Nada mau. Não sei se é para continuar sem mais concorrência do que a actual mas, para já, o Bruno Varela merece o nosso carinho, acho eu.

Tive oportunidade de mostrar a minha satisfação pela aquisição de Seferovic a tempo e horas. Antes deste jogo recordei que o suíço costuma brilhar nas estreias em casa dos seus clubes e nos arranques de temporada, foi assim no Novara, em 2012, na Real Sociedad, em 2013 e no Eintracht, em 2014. Seferovic confirmou a regra e marcou contra o Braga. Melhor do que isso, mostrou porque é um excelente reforço para um sector já muito bem servido. Não engana.

 

E depois, apesar de todo o drama que se levanta todos os anos à volta do plantel do Benfica, enquanto a equipa apresentar jogadores em campo como Fejsa, Pizzi, Salvio, Cervi e Jonas, a qualidade vai sempre falar mais alto do que o ruído.

O Benfica voltou a apresentar aquele futebol sedutor durante largos minutos da primeira parte, chegou ao 2-0 e podia ter ampliado. Aliás, devia ter feito mais golos para resolver a questão mais cedo. Neste particular, Salvio não tem estado nada feliz na hora de se consumar as boas exibições com um resultado a condizer.

Ironia das ironias, na 2ª parte, já com o resultado em 2-1 após golo de Hassan antes do intervalo, foi Salvio a aparecer rápido em frente à baliza e confirmar o bom trabalho de Cervi na esquerda. Salvio fez golo e, espera-se, encontrou o caminho certo da finalização.

Voltemos atrás para falar do golo de Seferovic. Jonas na esquerda em cima de Esgaio faz o que quer e cruza superiormente para uma finalização à ponta de lança do novo jogador do Benfica. Um tratado.

Mas Jonas queria mais, e nós também. De uma bola a cair do céu mal aliviada na área do Braga, o nosso "10" dá um passo atrás, afia a mira e atira de primeira num golo de rara beleza. Este número, Jonas ainda não tinha apresentado na Luz. Que golo!

Portanto, 3 golos contra o Braga, nenhum deles deixa ponta por onde pegar para os odiadores de serviço, uma exibição que acalma as hostes encarnadas, enerva, ainda mais, os antis e fica a sensação que estamos a trabalhar para melhorar esta equipa.

Discretamente, na recta final da partida, ainda houve tempo para a estreia na Luz de mais um puto promissor, Diogo Gonçalves tem tudo para seguir a carreira feliz de outros miúdos vindos do Seixal.

 

Quanto ao video árbitro, no Jamor ganhámos, em Aveiro ganhámos e na estreia na Luz ganhámos. Obviamente, passámos do discurso de Maio em que com esta novidade o Benfica ia deixar de ganhar para um bem mais engraçado que sugere que o VAR só beneficia o Benfica.

Sabem o que é que beneficia mesmo o Benfica? Os adeptos que encheram o estádio e que exigem sempre mais ao clube. Desculpem lá mas vão ter que levar connosco outra vez porque no Benfica não nos cansamos de ganhar e quanto mais nos odiarem mais fortes nos vão tornar. Eu lembro-me bem do tempo das palmadinhas nas costas, nas temporadas de miséria em que os rivais vinham com palavras bonitas dizer que era bom que o Benfica voltasse aos bons tempos porque o futebol português precisava de um Benfica forte. Discurso carregado de hipocrisia e sorrisos mal disfarçados. Prefiro estes tempos em que esta tudo mal no plantel, que as épocas são mal planeadas, que as lesões são uma vergonha, que as transferências não prestam, que só ganhamos por e-mail, que compramos campeonatos com vouchers, que os nossos adeptos mais ferrenhos são ilegais, tudo o que vocês quiserem. O problema dos odiadores vai além da desesperada inveja, o problema é que nós somos o Sport Lisboa e Benfica e quanto mais nos atacam mais fortes respondemos. E é tão bom ser do Benfica, como sabem.

Ah, entretanto, hoje acaba a jornada 1. Amanhã começa a jornada 2. Engraçado, não é?

Benfica 3 - 1 Vitória de Guimarães: Supertaça Conquistada!

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 Até meio dos anos 90, um ritual familiar levou-me a passar grande parte do mês de Agosto no Pinheiro da Bemposta. Para quem não sabe, e devem ser quase todos os que estão a ler esta prosa que inaugura a nova temporada, o Pinheiro da Bemposta é uma freguesia que fica perto de Oliveira de Azeméis. Fica antes da cidade quando se viaja desde o sul pela antiga estrada nacional Nº1.

Nesses tempos a Supertaça não era o troféu que abria a temporada com todo este mediatismo. Era uma prova que se jogava a duas mãos, na maior parte das vezes, e que passava até um pouco despercebida no calendário, chegando mesmo a atrapalhar a organização do mesmo. Nem me lembro de ter grande problemas nesses verões para ver o Benfica a disputar a Supertaça, porque raramente acontecia.

Como era um retiro de familiares mais velhos que foram, naturalmente, falecendo, os verões na Bemposta, mais precisamente em Palmaz, acabaram. Nunca mais houve férias na aldeia. Os anos foram passando e, como em tudo na vida, um dia deu-me a saudade e a curiosidade de saber como estava aquela freguesia ali bem escondida no distrito de Aveiro. Numa das minhas viagens pelo no começo deste século passei por lá e até consegui voltar a comer uns bons rojões num restaurante perto da Nº1.

Como o futebol tem o condão de nos fazer viver e aumentar as nossas amizades de norte a sul, um dia descobri que um ilustre benfiquista residente em Vila da Feira frequenta a freguesia do Pinheiro da Bemposta por razões de gastronomia. Daí a combinarmos um repasto lá com outros companheiros destas viagens foi só uma questão de tempo.

E é assim que chegamos ao almoço de ontem que nos lançou para a Supertaça. Pessoalmente, é uma emoção voltar a conviver naquele ambiente de aldeia e desfrutar daquela gastronomia. É uma viagem à juventude mas contextualizada com amigos das mais diferentes origens. É o Benfica a unir e a dar-nos vida à vida.

O repasto e o convivo já tinha sido óptimo os imprevistos seguintes só serviram para elevar este dia à galeria de viagens inesquecíveis. Vamos chamar uma espécie de adaptação à população local. Integração num desfile de bombos da festa da aldeia, beber umas cervejas em casas escondidas e acabar na "mansão" do Sr. Fernando, um filho da terra, emigrante, que em dia de aniversário recebeu esta turma com champanhe, salgados e presunto, oferecendo a sua piscina para uns mergulhos que muitos não recusaram. A família do Sr. Fernando e a família benfiquista, tudo em harmonia numa casa "perdida" em Alviães, mesmo ao lado do restaurante Azevedo, onde come à grande por cerca de 10€.

E estava feito o aquecimento. Viagem até ao Pinheiro da Bemposta, almoço, convivio e tudo pronto para o que interessa.

 

Nos últimos anos só me lembro de ver o Benfica ao vivo na Supertaça no Algarve. E uma vez em Coimbra, há mais tempo. Já nem me recordava da vergonha que são os acessos ao Estádio de Aveiro. Ou então, vou sempre na esperança que tenha havido um milagre e tudo tenha melhorado. Não melhorou. Este estádio não tem condições, ao nível do trânsito, para receber competições destas. E como ninguém consegue ir para ali a pé ou de transportes, o caso já devia estar resolvido há muito tempo.

 

Entrar no estádio e ver a equipa do Benfica a aquecer. Sentar, respirar fundo e procurar na memória qual tinha sido o último contacto visual com a nossa equipa ao vivo. Foi debaixo de um temporal no Jamor. Parece que foi no outro dia mas, ao mesmo tempo, também se sente que foi há muito tempo. A vida volta a fazer sentido. Nós e o Benfica, prontos para mais um jogo, para mais uma época, para mais uma luta por um troféu.

 

Então vamos lá a ver que equipa vai o Benfica apresentar no meio da crise e do caos que a imprensa anuncia todos os dias de pré época. Defesa com Almeida, Jardel, Luisão e Grimaldo. Ok, quantas vezes já vi este quarteto a jogar como titular da equipa? Muitas. Novidades aqui, zero.

Dali para a frente, Fejsa, Pizzi, Cervi, Salvio, Jonas e Seferovic.

Ah, temos um reforço! Seferovic é a grande novidade da nova época. Bruno Varela na equipa é um regresso a casa mas também uma novidade numa equipa principal do Benfica. Vem dentro da lógica de apostas do clube. Pareceu-me que era um onze muito aceitável para começar a competir.

 

Obviamente, voltou a acontecer a mesma sensação da Supertaça do ano passado. Em pouco mais de 10 minutos a equipa tetra campeã dizimou todas as teorias que a davam como acaba e, até, morta. Futebol de alta rotação, individualidades de nível superior, entendimentos que já se trazem de temporadas passadas e futebol muito atractivo que resultou em dois golos, um de Jonas, outro de Seferovic. Olha, o Seferovic a estrear-se e a marcar. Não está mal.

Depois, as bancadas empolgaram-se, os benfiquistas voltar aos níveis de confiança normais dos últimos quatro anos, a equipa motivou-se e aconteceu show de bola. O que é que não correu bem? A finalização. Neste particular, o argentino Salvio ficou a dever a si próprio 3 golos que tinham colocado facilmente o jogo num 5-0.

Não se marcou, não se matou o jogo e, tal como no Jamor, o Vitória, que nunca desiste, acaba por reduzir para 2-1 relançando o jogo antes do intervalo. Apatia no golo do Vitória, uma bola ganha na linha final que devia ter tido oposição, Varela surpreendido que não conseguiu melhor do que desviar a bola para a entrada confiante de Raphinha que cabeceou sem oposição dos centrais.

 

Portanto, de uma possível goleada passou-se para um jogo em aberto. O Vitória embalado por uma massa associativa impressionante, incansável e apaixonada, fez tudo para empatar o jogo mas acabou por devolver a amabilidade da falta de qualidade na finalização que o Benfica tinha mostrado na 1ª parte e acabou por adiar um golo que nunca apareceu.

Rui Vitória sentiu o perigo, desviou Pizzi para o lugar do Salvio, que até devia ter acontecido mais cedo, lançou Felipe Augusto para a luta do meio campo e ainda chamou Raul Jimenez que, como é costume, mostrou logo ao que veio para esta época. Uma oportunidade um golo, problema fechado, troféu conquistado.

Grimaldo saiu lesionado e Eliseu estreou-se na temporada com para alegria das bancadas que agora o estimam, mais do que nunca.

Curiosamente, o Benfica sofreu mais nesta Supertaça do que na final da Taça de Portugal, mas agora venceu por uma margem mais folgada.

O que não muda é a fome de conquistas, depois de conquistado o Tetra, o Benfica já meteu no Museu Cosme Damião uma Taça de Portugal e mais uma Supertaça. Para começar a época não está mal.

Está tudo bem no futebol encarnado? Não, não. Ninguém disse isso. O mercado só fecha no final do mês, temos que estar preparados e atentos para saídas e entradas.

Está tudo mal no futebol encarnado? Não me parece. Já se devia ter percebido que é preciso respeitar jogadores como Jardel ou André Almeida que levam muitos anos de Benfica juntos e não são atletas com poucos títulos.

 

O importante é estarmos focados e juntos numa luta só nossa, o que os outros espumam é um problema deles. O Benfica continua a ganhar e isso ninguém pode contrariar, por muito que lhes custe e que lhes doa.

Para primeira viagem da temporada, diria que foi à campeão.

A Época do Tetra em Livro

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Termina hoje o defeso que separou a época do tetra do arranque da temporada 2017/18 que se quer de novas conquistas.

Para memória futura, ficam aqui dois formatos, digital e tradicional, da compilação das crónicas de todos os jogos oficiais que fizeram da época 2016/17 um ciclo memorável.

O Livro do Tetra pode ser adquirido na loja online Amazon.co.uk .
Sirvam-se.

Aqui fica a apresentação que tive oportunidade de fazer na BTV esta semana:

 

 

 

Acabou a Pré Época. Rumo ao Penta Inspirados no Livro do Tetra!

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  Finalmente, chegou ao fim a pré época. A partir de agora entramos em Agosto e já só pensamos em voltar a erguer um troféu, o jogo com a Supertaça de sábado marca o arranque da temporada 2017/18.

Altura ideal para recordarmos como foi duro o caminho que nos levou ao Tetra. Lembrar que há um ano se esperava pelos homens que iam fazer esquecer Renato Sanches e Nico Gaitán. Parecia impossível. Acabámos campeões.

Lutámos muito, passámos muito durante 10 meses, entre Agosto de 2016 e Maio de 2017. Neste espaço ficou tudo documentado, mais de meia centena de jogos, quatro competições diferentes, jogos na Luz, no resto de Portugal e até uma inesquecível viagem a Dortmund. Tudo ficou aqui guardado no arquivo.

 

Agora, com o propósito de nos focarmos, aproveitando o tempo de verão e de férias, para muitos, resolvi desafiar a Amazon a publicar um livro com a compilação de todas crónicas da época 2016/17. Uma época épica merece ser documentada. Voltar a ler os textos, mês a mês, jogo a jogo, faz-nos voltar a lembrar o quão duro é o caminho até sermos felizes em Maio.

Assim, deixo a minha modesta sugestão e humilde contributo para motivar, ainda mais, este arranque de nova temporada.

 

Basta irem ao site Amazon.com escolherem o livro O Caminho Para o Tetra: 10 meses do Tri ao Tetra e descarregarem para os vossos smartphones ou tablets. Só precisam de ter a app Kindle devidamente instalada para começarem a leitura. Tem o preço simbólico de 3€ e há a hipótese da Amazon partir para uma edição tradicional em papel em breve.

Se resolverem comprar não se esqueçam de deixar uma breve critica no site da Amazon. É importante para quem está envolvido neste processo.

Rumo ao Penta!