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Tetra Campeões

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Vitória de Setúbal 1 - 0 Benfica: Em Estado de Choco

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(Foto: João Trindade)

 

Triste sina esta de só ter um ou dois jogos por época a sul do Tejo e voltar para casa de mãos a abanar.

Na visita à terra do choco frito aproveitou-se o jantar pré jogo.

Ainda mal refeito daquela segunda parte no Algarve, pensei numa visita ao Bonfim que me devolvesse a tranquilidade emocional.

Para meu espanto, o Benfica resolveu dar continuidade aquela 2ª parte da meia final da Taça CTT. Muito estranha a sensação de previsibilidade do futebol da equipa. Parece estar a atravessar uma fase de falência técnica de ideias e de jogabilidade. A equipa está bloqueada e isso vê-se na fase de construção quando sai a jogar com bola da zona defensiva. A bola anda da direita para o meio, do meio para a esquerda e volta para o meio, fazendo lembrar uma equipa de andebol a circular a bola sem progressão. Isto porque Pizzi não está com forças para criar rupturas, desequilíbrios entre sectores e assim a bola acaba sempre nos alas.

 

Aqui, a meio da primeira parte, lembrei-me de uma entrevista recente do brasileiro Cafu, campeão do mundo, em que confessava que sorri ao ver os cruzamentos que se fazem no futebol actual. No tempo dele tinha o dobro do trabalho porque tinha de cruzar mesmo na linha, agora atira-se a bola antes de se estar ao lado da grande área. Dava jeito ao Benfica usar mais profundidade, ao estilo do Cafu.

Mas o que é mesmo dramático nesta fase é a falta de velocidade imprimida no jogo. Assim torna-se fácil anular o ataque benfiquista. Se calha o adversário fazer um golo, como fez o Vitória, tudo se torna mais dramático.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Na época passada quando o Benfica não venceu na Madeira o União eu escrevi aqui que sentia que era o adeus ao título. Hoje, esta derrota transtorna-me muito mas a minha cabeça pensa em soluções para ter o futebol das vitórias eficazes de volta. Esta exibição somada à de 5ª feira, só dá preocupações, não anima ninguém. Ficámos à espera daquele Benfica da 2ª parte com o Tondela que não apareceu nestes últimos jogos. Complicámos a corrida ao título e agora só temos um ponto de vantagem. Tudo o que peço é o Benfica das vitórias de volta. É preciso ver rapidamente o caminho para a normalidade.

 

Mas é mesmo preciso encontrar soluções sérias porque já vimos que para ajudar a agravar esta má fase somos duplamente castigados, pela má exibição e pelo não cumprimento das regras básicas do jogo, como se viu no último lance do jogo que podia ter evitado a derrota.

Olhos no próximo desafio e pensar que entrámos naquela fase critica em que vivemos toda a recta final do campeonato passado. Tolerância zero a partir de agora. Na época passada conseguimos caminhar na corda bamba depois de Alvalade até ao fim, este ano também temos de conseguir.

 

Moreirense 3 - 1 Benfica: Da Naturalidade ao Buraco Negro

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Para encarar esta meia final da Taça CTT, o Benfica deu todos os sinais de levar tudo muito a sério. A competição, o adversário e o compromisso em dar mais um passo para a final e defender um título que tem sido seu.

Os 11 escolhidos eram os mais rodados, com a novidade do regresso de Eliseu na esquerda, a opção de Carrillo com Salvio nas alas e o ataque entregue a Jonas e Rafa. Portanto, quanto à maneira como o Benfica começou o jogo não há muito a apontar.

 

A exibição na primeira parte foi aceitável, fez-se o que se pedia, posse bola, controlo do jogo e chegar à vantagem. Ou seja, chegámos ao intervalo numa normalidade absoluta. E é bom que a normalidade, actualmente, no Benfica seja isto.

 

Depois, vem uma 2ª parte que não tem explicação. Podemos falar em desconcentração, facilitismo no sub consciente, abordagem com excesso de confiança, a falta de Fejsa mas nada vai explicar realmente aqueles 15 minutos em que a equipa passa de uma vantagem normal para um resultado negativo de 3-1!

Algo que tendencialmente não fazemos nestes jogos é olhar para o outro lado. O Moreirense teve muito mérito na forma como acreditou, como foi à luta e como conquistou um autêntico vira minhoto no marcador. Aproveitou a desorientação do Benfica e conquistou uma vitória muito merecida. Por isso, parabéns ao Moreirense por este inesperado mas justo apuramento.

 

Preocupante no Benfica estas quedas num buraco negro que custam pontos e eliminatórias. Esta época já todos sentimos isto em Nápoles, na Turquia e contra o Boavista. Já são demasiadas vez que vemos a equipa entrar num abismo durante meia parte do jogo sem explicação aparente. É que não consigo apontar à equipa falta de determinação ou irresponsabilidade na abordagem ao jogo, porque ao intervalo estava tudo dentro da normalidade. São uns 15 - 20 minutos de apagão colectivo que devem ser dignos de estudo. Preocupante, repito.

 

Tal como aqui disse nos jogos que acabei de referir em cima, estou sempre pronto para aceitar os momentos inesperados do futebol, a nosso favor fico contente, contra nós fico revoltado. É esta a vida de um adepto de um clube de futebol. É importante não fazer disto o maior drama de sempre, como também é importante não ignorar o que se passou aceitando só que se tratou de um capricho do deuses do futebol.

 

Do ponto de vista pessoal, ao contrário do que oiço depois destes jogos que não nos correm bem, sinto-me muito mais confortável por ter ido ao estádio ver o jogo do que se tivesse ficado no sofá. A viagem de regresso dá para repor as ideias enquanto fazemos centenas de quilómetros debatendo com amigos o que se passou. Acho mais saudável, apesar de terem sido viagens estranhamente desconfortáveis, as piores que fiz entre Lisboa e o Algarve, devido a um temporal que só deu tréguas durante os 90 minutos de jogo. Dos cinco dias que chove no Algarve, tínhamos que levar com um deles em dia de jogo do Benfica.

Como tantas vezes desabafo por aqui, vale sempre a pena cometer estas pequenas loucuras porque salva-se sempre o encontro com amigos de outras paragens, neste caso o repasto num restaurante perto do estádio escolhido pelo benfiquista A.N. que nunca falha nas, infelizmente, poucas ocasiões que podemos ver o Benfica no sul.

 

Gosto muito de coerência nestas coisas do futebol. Exijo mesmo. Quem me lê na última década neste acompanhamento aos jogos do Benfica sabe que sempre disse que a Taça da Liga é para se levar a sério. Sempre. Por isso, podem encontrar no arquivo as crónicas a todos os jogos que o Benfica fez durante a última década nesta competição. A grande maioria dessas crónicas são relatos de jogos que testemunhei ao vivo. Na Luz não falhei um único.

Assim, permitam-me que evoque a coerência entre o interesse demonstrado e a indignação demonstrada pelos adeptos benfiquistas após a 2ª derrota do clube em 10 edições da prova. Sim, a 2ª derrota. Perdemos em Setúbal em 2007, numa noite bem fria no Bonfim, e voltámos a perder agora. Durante 10 anos não perdemos nenhum jogo na Taça da Liga. Acabámos eliminados em Braga mas no desempate por penaltis. Ora, em todos estes anos nos jogos no Estádio da Luz nunca vi grande interesse dos adeptos nos nossos jogos. Na maioria das partidas tivemos assistências abaixo das 20 mil pessoas. Talvez, o grau de cobrança após uma segunda derrota numa década nesta prova deva ser revisto, porque parece-me que o clube tem levado muito mais a sério esta competição que os próprios adeptos e os números confirmam este facto.

Quanto à felicidade dos rivais nem comento porque aí a coerência cora de vergonha.

 

No Benfica é sempre para ganhar, é o que tenho defendido, é por isso que faço questão de estar nos estádios em todas as competições oficiais sempre que possível. Contava com um domingo de festa a sul, estou chateado com esta inesperada derrota mas continuo a dizer que aprecio mais a coerência. Uns dias para reflectir e começar a pensar na deslocação ao Bonfim.

Benfica 4 - 0 Tondela: A Nossa Vida é Isto

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 Um golo. A nossa vida pode estar suspensa uma hora à espera de um golo. Entre as 16h de domingo e as 17h e pouco a vida fica em suspenso, os olhos só querem seguir a trajectória de uma bola para lá da linha de golo na baliza do Tondela. E, no entanto, passam quase 60 minutos em que estamos só a olhar para um jogo que parece ter sido inventado para nos enervar. É a equipa adversária que acerta nas marcações, é a facilidade com que os jogadores oponentes ficam deitados no relvado gastando um tempo precioso, perante nós, os adeptos totalmente impotentes. É o guarda redes adversário que começa a parecer intransponível. Tudo nos parece irritante num domingo à tarde mas há quem diga que não passa de um jogo de futebol. Ainda por cima contra o Tondela, o último da tabela classificativa.

 

A ideia de começar o jogo com Zivkovic e Cervi nas alas parece boa mas antes do final da primeira parte já damos por nós a pensar se não é melhor chamar o Salvio ou o Rafa. É assim a coerência de um adepto de futebol que sofre com o seu clube.

 

De repente, tudo muda. Pizzi, sempre ele, remata para o golo que faz explodir a Luz de alegria. Na verdade, é mais uma explosão de alivio. A alegria veio no 2-0, quando, finalmente, sentimos alguma tranquilidade e os nervos a desaparecerem.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Precisamos de passar dezenas de minutos a sofrer para viver momentos de normalidade, aqui a normalidade é a alegria de ver o Benfica ganhar ao Tondela. Voltar a fazer contas de cabeça, repomos a diferença para o 2º classificado e já vemos os 3ºs, 4ºs e 5º, todos juntos lá mais para trás. Começamos também a pensar que é melhor começar a rodar a equipa porque a seguir partimos para outra aventura.

 

É tudo muito rápido a partir do momento em que o problema parece resolvido. O que custa mesmo é chegar ao desejado golo. Depois até dá para nos espantarmos e festejarmos o primeiro golo do Rafa, e que golão! Que seja o primeiro de muitos.

Mas toda aquela sensação de tranquilidade pelo dever cumprido passa depressa quando pensamos que este foi só o primeiro jogo da 2ª volta. Que ainda vamos ter muitos jogos para sofrer até chegar o golo inaugural. Ainda falta tanto para as alegrias supremas que até nos rimos depois de terminado este jogo das figuras que fizemos enquanto o resultado esteve em 0-0.

É assim a nossa vida. E o Benfica é grande parte da nossa vida. Compreenda-se ou não.

Calendário do Benfica até à 26ª Jornada

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19.ª Jornada: Vitória FC - SL BENFICA, Segunda-Feira, 30 de Janeiro, 21 horas (Sujeito a alteração se formos à Final da Taça da Liga), SPORT TV

 

20.ª Jornada: SL BENFICA - Nacional da Madeira, Segunda-Feira, 6 de Fevereiro, 19 horas, (Sujeito a alteração se formos à Final da Taça da Liga), BENFICA TV

 

21.ª Jornada: SL BENFICA - Arouca, Sexta-Feira, 10 de Fevereiro, 20h30, BENFICA TV

 

22.ª Jornada: SC Braga - SL BENFICA, Domingo, 19 de Fevereiro, 20h15 SPORT TV

 

23.ª Jornada: SL BENFICA - CD Chaves, Sexta-Feira, 24 de Fevereiro, 20h30, BENFICA TV

 

24.ª Jornada: CD Feirense - SL BENFICA, Sábado, 4 de Março, 20h30, SPORT TV

 

25.ª Jornada: SL BENFICA - Belenenses, Segunda-Feira, 13 de Março, 20 horas, BENFICA TV

 

26.ª Jornada: Paços de Ferreira - SL BENFICA, Sábado, 18 de Março, 20h30, SPORT TV

Benfica 6 - 2 Leixões: Desforra de 2008

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Fez há pouco tempo 8 anos que numa noite fria o Benfica foi disputar uma eliminatória da Taça de Portugal com o Leixões. O jogo foi em Matosinhos e acabou empatado para desespero dos benfiquistas. No prolongamento nada de novo e nos penaltis Reyes permitiu a defesa de Beto, sim esse, que eliminou o Benfica de Quique Flores da competição. Não foi assim há tanto tempo.

Nos últimos dois anos não chegámos nem às meias finais da prova que acaba no Jamor e que nos proporciona uma tarde épica de convívio a fechar a época. Por isso, fico muito satisfeito com a atitude e determinação com que a equipa encarou o desafio de hoje, dando mais um passo seguro rumo ao Jamor.

Também era preciso limpar a imagem que ficou daqueles surreais 24 minutos contra o Boavista e esquecer aquela anormalidade.

Hoje, o Benfica fez 3 golos na primeira parte. Só não foi para o intervalo com o sentimento do dever cumprido porque o Leixões fez um golo numa bela jogada colectiva antes de terminarem os primeiros 45'.

Rui Vitória não facilitou, continuou a usar nas alas defensivas Nelson e André, manteve Mitroglou e Jonas na frente e persistiu em não dar descanso a Pizzi.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Com resultado em 3-1, com um golo de Pizzi, o treinador optou por, finalmente, lançar André Horta para a 2ª parte no lugar do "21". O destaque entre os marcadores tem que ir para André Almeida que fez o seu primeiro golo oficial pelo Benfica.

Já Mitroglou aproveitou para afinar apontaria e chegar a um hat trick contando com a bondade de Jonas que deu a sua vez ao grego na marcação de um penalti, já que o brasileiro já tinha feito o seu golo.

Zivkovic continua a mostrar qualidade de jogo que empolga cada vez mais os adeptos do Benfica. Não desperdiça estas oportunidades para se chegar à frente e mostrar o que vale, muito bem o sérvio nesta eliminatória da Taça de Portugal.

O Benfica cumpriu a sua obrigação, venceu com estilo um Leixões que proporcionou um jogo muito agradável de seguir nesta noite gelada que contou com quase duas dezenas de milhar de benfiquistas, e alguns adeptos nortenhos, nas bancadas.

Uma palavra de simpatia para o Leixões de Daniel Kenedy, que voltem depressa aos tempos áureos no futebol nacional.

Agora, ficamos a dois jogos da desejada final do Jamor, duas partidas com o Estoril para levar tão a sério como todas as que temos feito desde o primeiro jogo com o 1º de Dezembro, precisamente no Estoril.

Benfica 3 - 3 Boavista: Meia Volta

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Passadas todas estas horas (mais de 5) ainda não sei muito bem o que dizer sobre o 0-3 que no marcador aos 24' de jogo na Luz. Dizer que entrámos pior do que noutros jogos não me convence pois lembro-me do Gonçalo falhar o golo que podia ter sido o 1-0 e continuámos a atacar. De repente, três jogadas, três golos contra. Todos do meu lado, à minha frente. Do livre directo não percebi porque é que não foi marcada falta sobre o Rafa, no 0-2 fiquei a olhar para o árbitro a ver se marcava falta sobre o defesa, no 0-3 fiquei a olhar para o fiscal de linha à espera de ver o fora de jogo assinalado. E assim, tive que lidar com um surreal 0-3 antes da meia hora de jogo. Ficar a chorar e ensaiar o discurso óbvio de dizer que o circo compensa estava fora de hipótese, portanto comecei a fazer contas de cabeça. Era preciso fazer um golo e reagir depressa aquela tragédia para evitar uma derrota inesperada. O golo apareceu.

 

Ficámos com toda a 2ª parte para fazer 3 golos. Parecia aquelas noites europeias, um jogo de 2ª mão em que era preciso fazer vários golos para seguir em frente e o estádio todo acreditava no milagre.O facto de termos chegado ao empate com mais 20 minutos para consumar a reviravolta deixou-me minimamente satisfeito. Reagimos, fomos à luta, anulámos a desvantagem. Fiquei frustrado por ver que não tivemos forças para mais e não conseguimos fazer um último golo. Não me lembro de ver 6 golos na Luz e não festejar nenhum por estar à espera do 7º para explodir de alegria.

 

Percebem porque é que não quero destes jogos na minha vida? Muita emoção, surpresa, incerteza, muitos golos... Não! Não preciso nada disto em jogos do Benfica. Isso é bom para jogos que estou no sofá a ver de outras Ligas. Aqui só queria vitórias chatas, previsíveis e aborrecidas, sem ponta de emoção.

 

 

 (fotogaleria de João Trindade )

 

Isto foi de todo inesperado, mais um acidente de percurso, espero eu, parecido com aquele primeiro jogo em casa para a Liga. Esta partida final da primeira volta tem que servir de aviso para a metade que falta do campeonato. É verdade que vamos virar na frente mas hoje ficou provado que isto está longe de ser um passeio até ao fim.

 

Quanto à equipa, assinalo a capacidade de recuperação de três golos, estranho a opção de não entrarmos com Mitroglou de inicio e, há que dizer, pareceu-me que Pizzi acusou o cansaço da jornada dupla de Guimarães, não sei se não devia ter descansado na Taça da Liga. Isto são tudo observações de treinador de bancada e após o jogo, diga-se. Quando começou achei que a equipa estava óptima para mais uma vitória, tal como o nosso treinador.

 

Nunca mais me esqueci daquela tarde em que perdemos por 0-3 com o Boavista. Aí nunca acreditei numa reviravolta, hoje, felizmente, nunca acreditei que íamos perder. Tempos diferentes.

O dia de hoje fica marcado pelo almoço que tive antes do jogo com o meu pai que comemorou mais um aniversário. Não precisava de mais factores especiais para recordar o 14 de Janeiro de 2017.

 

Felizmente que este sofrimento inesperado de sábado à noite foi um pouco atenuado porque temos sempre os vizinhos para nos fazer sentir um pouco melhor.

Digerir e reagir é o que se pede, olhando para a frente.

 

 

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