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Red Pass

Rumo ao Tetra

Red Pass

Rumo ao Tetra

Desde 1973 a Viver Esta Lenda Começada em 1904

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 São 112 anos de história. Entrei nela em 1973 mas só em 1984 oficializei a ligação tornando-me sócio porque já não dava para entrar na Luz como menor acompanhado por um adulto.

O Benfica que me foi dado a conhecer está simbolizado na camisola desta fotografia. Era o Benfica do Bento e do Humberto, destes bigodes, do Jorge Gomes como primeiro estrangeiro da equipa de futebol, das luvas pretas do Alves das conquistas nacionais e das provas europeias.

A foto deste jogo é de uma eliminatória que me marcou por vários motivos. Por compreender a regra dos golos fora, por achar engraçado o nome do adversário, por ter gostado do equipamento deles na Luz e por termos seguido em frente.

Foi nos 1/4 de final da Taça das Taças 1980/81 contra o Fortuna Düsseldorf na RFA.

Hoje a mesma paixão de sempre.

As Siglas Ganharam ao Futebol

A Bola Record Marca Superdeporte Sun Sport Corriere dello Sport

 

Rescaldo de semana europeia na imprensa desportiva de hoje com um pequeno apanhado de alguns jornais europeus.

Curiosamente, no país que consegue apurar 6 equipas para as provas europeias esta época, o desprezo pelos resultados na UEFA é, no mínimo, embaraçoso. Os mesmos jornais que se preocupam tanto com os rankings europeus, onde Portugal luta com França e Rússia pelo 5º lugar, e onde, outrora, destacava o desempenho uefeiro de clubes nacionais que abriam portas para o apuramento de outros, agora é tudo chutado para canto.

O que interessa é o CJ, o CD da FPF e tudo o que gravita à volta daquela coisa sem importância que se joga num relvado durante 90 minutos e que até parece atrapalhar a verdadeira luta de quem quer vencer a todo custo por via de influências, pressões, ameaças, comunicados e falatório incendiário e interrupto.

 

Clubes portugueses a caírem perante clube alemães nem é vergonha nenhuma para ninguém, embora no caso do Bayer Leverkusen até tenha sido a primeira vez que os farmacêuticos conquistaram um apuramento em eliminatórias com clubes do nosso campeonato. O Belenenses e o Benfica, por duas vezes, foram felizes contra o Bayer. ( emenda:  eliminaram o União de Leiria em 2007/08 )

 

Talvez fosse interessante vermos os jornais dissecarem sobre esta nova moda assustadora de vermos clubes aliviados por serem rapidamente afastados das provas da UEFA. Na mesma época a caírem da Champions para a Liga Europa e sempre com pressa de sair. Não faz sentido quando são os mesmos jornais a alimentarem as suas páginas com sonhos europeus, recordando epopeias de provas ganhas no passado, de motivarem clubes mais pequenos a lutarem pelo complicado apuramento europeu. Tanto trabalho para depois saírem quase todos airosamente em Fevereiro?!

E as capas de reacção a esse descalabro, e em alguns casos desprezo, é falar de siglas de órgãos que mexem no nosso campeonato?

 

Temos mesmo o futebol que merecemos. Hoje em dia em Portugal são felizes todos aqueles que sabem na perfeição o que são e o que significam as siglas CJ, CD, APAF e afins. São felizes aqueles que sabem quem são os homens que votam e não votam nas reuniões dessas organizações, quem sai e quem vem, porque vão e que querem vir. São felizes todos aqueles que suspiram a cada comunicado no facebook reproduzido com pompa e circunstância nas páginas dos tais jornais com chamadas de capa. Jornais que não hesitam em destacar na capa a prisão imaginária de dois adeptos de futebol que invadiram um relvado para tocarem nos seus ídolos mas já têm pudor em destacar o fracasso de dois grandes clubes de futebol numa competição que era para ganhar, como se pode ler em Dezembro nas mesmas páginas.

 

Ponderar sobre o facto de termos nesta altura da época a Espanha com 7 clubes em prova, todos os que começaram a época na Europa, a Alemanha com 4 dos 7, a Inglaterra com 6 dos 8, a Itália com 3 dos 6 e Portugal com apenas 2 dos 6, ao nível da Ucrânia e Bélgica, não parece ser importante nem interessante. O que isto importa quando podemos falar do CJ e do CD?

 

Os craques dos comunicados, dos circos televisivos, das patetices das redes sociais, das tagarelices choronas estão a ganhar em toda a largura.

Se vão sobrar interessados em futebol entre as gerações mais novas e futuras, é coisa que não preocupa ninguém. Ganhar os derbys dos CJ-CD para depois tentarem ganhar qualquer coisa no final da época é que é o caminho, e vale tudo com a bênção dos jornais.

Pobre futebol.

Depois da Invasão de Campo, A Invasão da Mediocridade

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 Como é que um diário desportivo como o Record avança, numa chamada de capa, a prisão dos dois invasores de relvado de Paços de Ferreira sem ter a certeza, é algo que me transcende. Ainda bem que no post de ontem fiz questão de sublinhar que era uma informação avançada por aquele jornal. A reacção foi feita em cima de uma notícia de capa.

Hoje vem o desmentido mas só para quem ler com toda a atenção a edição do jornal. Num cantinho está lá este parágrafo discreto e sem um pedido de desculpas.

É tão triste quanto a possibilidade da notícia poder ter sido mesmo verdadeira.

No entanto, fica o exemplo para os adeptos mais inocentes e tentados a agir por impulsos, invadir relvados é crime.

Fazer capas assim, também devia ser.

 

Aqui fica o artigo da lei:

Artigo 32.º Invasão da área do espetáculo desportivo

1 - Quem, encontrando-se no interior do recinto desportivo durante a ocorrência de um espetáculo desportivo, invadir a área desse espetáculo ou aceder a zonas do recinto desportivo inacessíveis ao público em geral, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa.

2 - Se das condutas referidas no número anterior resultar perturbação do normal curso do espetáculo desportivo que implique a suspensão, interrupção ou cancelamento do mesmo, o agente é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa.

Tão Fácil Que é Prender

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 Num país tão marcado por escândalos de crimes envolvendo bancos, política, pedofilia, etc., ficamos a saber que invadir um relvado dá direito a passar duas noites na prisão antes de ir a tribunal. É o que diz o Record.

A notícia fala por si. E óbvio que quem invade um campo já sabe, ou devia saber, que arrisca uma pesada multa e problemas com a justiça que se traduz em comparência em tribunal e horas de serviço comunitário, muito provavelmente. Mas duas noites na prisão é capaz de ser uma ofensa para com os verdadeiros criminosos deste país.

Paços de Ferreira 1 - 3 Benfica: Mobilia Arrumada

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 Já na época passada esta viagem a Paços de Ferreira tinha um perigoso alerta de armadilha. Há pouco mais de um ano o barulho antes do jogo era o mesmo, o árbitro escolhido não agradava aos rivais, as baixas na equipa amarela davam um falso sinal de inferioridade e tudo parecia fácil. Tal como hoje, em Janeiro de 2015 no jogo que abria a 2ª volta, Jonas conquistou um penalti na primeira parte. Na altura Lima falhou e depois vários golos falhados, bolas ao poste e defesas de nível superior aguentaram o empate que caiu no último minuto com um penalti de Eliseu que o Paços não falhou e do nada voaram três pontos.

Esta época a equipa percebeu a importância do jogo e as limitações físicas de cada um, não só pelo jogo europeu a meio da semana como também por causa de uma espécie de gripe que atacou meia equipa em estado febril, pelo menos foi o que o treinador explicou no fim do jogo.

 

Neste contexto o Benfica procurou tomar conta do jogo cedo, Gaitán foi baixa cabendo a Carcela recuperar o lugar no flanco. Rapidamente se percebeu que as ausências na equipa de Jorge Simão estavam bem compensadas, na defesa notava-se instabilidade e insegurança compensada com ajuda extra de jogadores mais avançados mas do meio campo para a frente o entendimento entre Andrezinho, Diogo Jota e Edson dava sinais de real perigo para a defensiva encarnada.

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 Na primeira investida à área do Paços sai o golo de Mitroglou. Mérito de Carcela que inventou a jogada, classe de jonas que devolveu a bola na área de calcanhar, sorte na assistência de Carcela para o avançado grego que aproveitou para facturar pela 7ª vez seguida.

Estava aberto o caminho para uma noite tranquila. Só que o Paços de Ferreira confirmou os sinais positivos em posse de bola e partiu à procura do empate que surgiu numa jogada genial de Diogo Jota, o tal que estava "vendido" ao Benfica. Um grande golo que apanhou a defesa do Benfica pouco agressiva e Júlio César demasiado adiantado.

 

O tempo passava e o desgaste da equipa do Benfica notava-se na falta de velocidade e de risco ofensivo. De bola parada Lindelof teve perto de marcar mas foi Jonas que repetiu o ataque do ano passado na área pacense e ganhou outro penalti. Desta vez, o próprio transformou e não vacilou como Lima.

 

Entrar na 2ª parte a vencer podia ser uma tentação para o Benfica gerir o resultado e o esforço. Era errado porque a margem mínima deixava sempre o Paços dentro do jogo. Fez bem o Benfica em procurar o terceiro golo. Renato e Samaris contaram com a ajuda de Pizzi que abandonou o flanco muitas vezes para vir ajudar no meio de forma preciosa. Foi Pizzi que bateu uma falta para a área do Paços onde apareceu Jardel, outra vez decisivo, a ganhar uma bola no ar que sobrou para Lindelof fazer o seu primeiro golo pela equipa principal do Benfica. Grande momento, inesquecível para o jovem sueco. Jardel já tinha sido importante no lance da bola parada contra o Zenit que deu golo.

 

Com dois golos de vantagem o jogo ficou, finalmente, controlado pelos Bi Campeões. Uma exibição prática e realista, longe de ser encantadora mas muito eficaz. Era o que se pedia, vencer.

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Deu ainda para Eliseu forçar o amarelo e descansar antes do derby, deu para Rui Vitória reconstruiu a ala direita e lançar os regressados Nelson Semedo e Salvio e até deu para um adepto invadir o campo e ir fazer uma vénia aos pés de Mitroglou.

Missão cumprida com mais um apoio fantástico vindo das bancadas de um mini Estádio da Luz na Capital do Móvel.

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