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Red Pass

Tetra Campeões

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Sobre a Entrevista do Presidente

Vieira na sua entrevista ao canal do clube confirmou o mais grave e o mais importante: não faz a menor ideia do que é a validade de uma missão.

Se o lema de vida dele no Benfica é o "Espirito de Missão" tem de perceber que todas as missões têm um objectivo, um prazo e uma validade.

Vieira vai ter que parar e pensar se quer ficar na história do clube como o homem que sucedeu a Vilarinho, que soube sair de cena como um herói por ter derrubado Vale e Azevedo apesar do erro que foi ter ignorado o futuro ( Mourinho ) para apostar no passado ( Toni ) com uma promessa não cumprida chamada Jardel. Vieira chegou para devolver o orgulho aos adeptos, modernizar o clube com novo estádio, centro de estágio, televisão e casas do Benfica unidas, entre outras qualidades.

Uma década depois esse trabalho de "renascimento" está feito. É a missão de Vieira cumprida. Reconheça-se a obra.
Infelizmente para ele , e para nós, o plano de conciliar títulos com essa obra não foi conseguido. A época que acabou em Maio pode ter sido mais do que um final traumático, pode ter sido a época em que se percebeu que Vieira e Jesus apesar de muitos disparates trabalharam bem e estiveram muito perto de ganhar novo título nacional, o mais importante, e até de uma conquista europeia, que seria histórica. Ficaram muito perto , tão perto que após o trauma só haveria dois caminhos, o de dar lugar a outros ou o de apostar tudo com mais força, mais rigor, mais inteligência e mais disciplina num novo ataque às conquistas.
Optaram pela segunda via. Neste momento não há ninguém a acreditar neste sucesso a não ser Vieira e Jesus.

Vieira caminha assim para passar ao lado de um reinado digno e honrado e acabar por sair em desgraça enquanto perpétua o seu lugar na cadeira presidencial.
A sua missão já está cumprida, Presidente, basta olhar à sua volta na Luz e no Seixal. Tudo o que venha agora construir serão apenas acrescentos acessórios. A partir de agora (Maio) a sua presidência será de resistência e discursos como o de ontem que já não entusiasmam nem enganam ninguém. Será só para borrar a pintura toda que de tanto se orgulha e que até estava digna em traços gerais. Mas uma pintura borrada nunca fará história numa galeria. Pense nisso.

PS: melhor reforço Benfica 2013 - Hélder Conduto. Respect.

Marítimo 2 - 1 Benfica: Final

 

Tendo em conta que a última vez que vim aqui aplicar algum tempo da minha vida para escrever sobre um jogo do Benfica foi há cerca de três meses importa referir que hoje faço aqui mais do que uma simples crónica de jogo.

Ficámos no ponto em que rebentámos com tudo. Ontem no Funchal fechou-se um ciclo, embora tenha sido apenas o primeiro jogo oficial de uma nova época. O ciclo começou com uma reacção bizarra de jogadores, técnicos e directores a uma vitória muito suada e bem conseguida que nos punha em situação confortável para conquistar, pelo menos, o título de campeão. Como vem sendo hábito neste Benfica da Era moderna transformou-se essa vantagem num folclore com festejos dentro e fora do clube. Todos sentimos que aquela vitória tinha sido importante e ficámos aliviados mas uma parte significativa de benfiquistas e seus profissionais resolveu achar que estava feito o mais complicado. Não estava como se viu depois. Tudo terminou em tragédia no Jamor e o que se pedia nos últimos dias do horrível mês de Maio era que se arrumasse a casa com convicção para que hoje estivéssemos novamente a começar uma nova ilusão cheios de esperança.

 

Como é possível que após aquele negro final de tarde do Jamor tudo tenha ficado na mesma, ou pior ainda, e pouco, ou nada, se tenha mudado?! E o pouco que se mudou foi para... pior!

 

Comecemos por Cardozo. Virou-se ao treinador no fim do jogo em defesa de Melgarejo. Forçou a saída do clube à frente de todos e deixou o companheiro paraguaio em situação delicada. Três meses depois ambos fazem parte do plantel do Benfica com os ordenados em dia. Só havia duas saídas, venda imediata dos paraguaios ou castigo exemplar para Cardozo e reintegração cuidada no plantel. O clube mostrou uma capacidade inventiva assustadora e consegue chegar ao fim de Agosto com Cardozo , Melgarejo e Jesus na folha de salários mensais!

 

Passemos a Jesus. Ao longo dos anos de vida do Red Pass sempre defendi Jorge Jesus. No momento que virei costas ao Jamor em Maio lancei um último olhar para o relvado à procura dele naquele que, pensava eu, seria o olhar de despedida ao técnico. Jesus esteve muito perto de se sagrar um herói imortal no Benfica, e bem sabemos como o clube gosta dessas figuras, mas não teve sorte nem engenho para passar a esse patamar de sonho. Por muito que custe a quem o defendeu, e por muito que custe a ele, o momento mágico passou. É futebol.

Este foi também o pensamento do Presidente que no dia a seguir à final da Taça de Portugal avisou os seus mais directos colaboradores que o tempo de Jesus no Benfica tinha acabado. Entretanto, o Porto abordou Jesus e lançou-lhe o esperado objectivo, ser campeão e estar na final da Liga dos Campeões na Luz. Vieira, sem dar explicações a ninguém, volta atrás na sua decisão e acaba por renovar com Jesus.

 

Esperava-se que a partir daí imperasse o bom senso e o Benfica começasse a trabalhar a sério para melhorar. Nem era assim tão complicado. Era preciso um bom guarda redes para concorrer directamente com Artur, ou até um melhor que fosse directo para a baliza, era preciso um defesa esquerdo, problema eterno, e depois era preciso saber muito bem quem seriam os jogadores do plantel a serem vendidos a peso de ouro para que se fosse buscar imediatos substitutos. Penso que não é preciso ser nenhum génio para perceber isto.

Depois era deixar a pré época decorrer com calma, dar tempo aos reforços para se ambientarem e preparar cuidadosamente o primeiro jogo oficial.

 

O que fez o clube? Fez precisamente o oposto, pois claro.

Em matéria de reforços arrisco dizer que o Benfica neste momento é um clube completamente descontrolado e perdido no inacreditável tráfico de compras e empréstimos de jogadores! A loucura com que se compra uma equipa de sérvios , com irmãos incluídos, a loucura com que se fazem protocolos com clubes da Sérvia, a irresponsabilidade com que se contrata um sul americano para o meter no Dubai, a facilidade com que aparecem três (!!) defesas centrais, a idiotice com que se eleva um puto sérvio a Deus porque fez uns golos a Sions da vida e corre muito, a aposta cega em mais um defesa esquerdo brasileiro que vem para a Europa para aprender a defender aos 26 anos, a incrível contratação de Pizzi para o... Espanhol ... Enfim , dava para escrever um livro sobre esta absoluta loucura em que o Benfica mergulhou. Um carrossel de entradas e saídas de velocidade tão vertiginosa que torna o plantel num gigantesco puzzle com peças repetidas, outras com defeito de fabrico e , o pior de tudo, com algumas falhas graves que o torna de resolução impossível.

 

Quem manda nesta política louca de tráfico de jogadores? Quem tem responsabilidades sobre isto? Vieira? Jesus? Rui Costa? Eu?

Afinal quem é o Director Desportivo do Benfica? Carraça abandonou (?) o cargo mas saiu do clube? É Rui Costa? Alguém sabe? Isto não é o mínimo que se pede a uma equipa de futebol, que saiba dizer quem é o seu director de futebol e quem são os responsáveis por transferências?

 

A verdade é que a perder nos Barreiros por 1-0 em plena segunda parte olhava-se para a equipa do Benfica e o único reforço a jogar era o pobre Cortez. Que tipo de gestão é esta que faz entrar meio plantel novo na Luz para no primeiro jogo oficial jogar precisamente com todos os que já lá estavam!? E , recordo, Cardozo continua no plantel.

Não era preciso ser bruxo para perceber que ia tudo correr mal no Funchal.

 

É aqui que eu tenho de parar. Estou hoje a perder tempo com tudo isto porque sinto que já não tenho muito mais para dizer. A partir daqui vai ser só mais do mesmo.

 

Vamos só um pouco mais longe, visto que a política desportiva do Benfica está à vista.

O que tem feito o clube para combater estes jogos de bastidores que tanta vezes nos deixam à beira do abismo?

 

Sou só eu achar muito estranho que num "sorteio" de calendário o Benfica tenha as suas primeiras três saídas em estádios tradicionalmente complicados, para não dizer mesmo os únicos onde não tem maioria nas bancadas? Vamos ao Funchal, a Guimarães e a Alvalade. E o Dragão fica novamente guardado para o fim para a suposta festa azul e branca. Ninguém acha isto estranho? Sou eu que sou um anormal e é tudo aceitável? Por acaso o nosso adversário começa num campo onde passeia há 30 anos e depois recebe o clube que lhe forneceu equipa técnica e os melhores jogadores, sendo que é o mesmo clube que vai fazer do Dragão a sua casa para jogar na Europa. É tudo absolutamente normal!

 

No Benfica não há ninguém que questione isto? Onde anda João Gabriel? Onde anda Ricardo Lemos? Onde está o Director Desportivo? Porque não há entrevistas agora?

Assiste-se com toda a naturalidade do mundo à escolha de Jorge Sousa para o jogo de estreia e ninguém combate isto?!

Se no fim da primeira jornada temos o Benfica derrotado com um penalti contra aos 45 minutos e o Porto vitorioso com uma reviravolta que começa num penalti a seu favor seguida de expulsão de guarda redes adversário que despontou a fúria dos adeptos do Vitória que se viraram ao presidente portista no Bonfim , a culpa só pode ser nossa. Há 30 anos que estamos nisto! Recebemos os responsáveis por este futebol de terceiro mundo em nossa casa, convidamos para as nossas Galas, para a inauguração do Museu, somos tão cordiais e meiguinhos e depois passamos a vida a reagir aos desastres. O que interessa agora virem falar de um penalti que podia ter dado o 2-2? Não percebem que fazem uma figura absolutamente deplorável ?! Aceitam-se calendários, regras e árbitros, tudo dados que sabemos estarem viciados, e não é só contra nós , algumas vezes estão viciados a nosso favor, diga-se, só que os dirigentes do Benfica acham que têm tudo controlado e depois fazem-se as contas e o nosso rival cada vez tem tudo muito mais na mão do que nós.

 

Numa liga de terceiro mundo como a nossa sabemos à partida que um mero empate com um Estoril da vida pode dar o campeonato ao rival. Andámos meses a evitar perder pontos e quando perdemos ... morremos. Agora com 90' jogados de nova época estamos a 3 pontos do adversário. Posso dizer, sem grande exagero, que está entregue o campeonato. Basta pensar nas épocas quase perfeitas que fizemos sem nunca darmos abébias e que acabaram mal.

O campeonato está entregue e por isso quero só pedir que comecem a pensar no seguinte: com o passeio que se adivinha do Porto na liga nacional é bom que se lembrem que a final da Champions é na Luz. O Porto vai ter tempo de sobra para rodar a equipa e concentrar-se bem na Europa e isto não é drama meu, isto é sonho assumido na estrutura rival.

 

Por falar em estrutura, se é verdade que no que diz respeito a jogos de bastidores o Porto continua a ter tudo muito mais controlado que nós, o que só mostra a incompetência crescente dos nossos dirigentes, no campo da política desportiva o rival dá-nos 10-0. Já encaixaram os milhões da ordem e já resolveram as partidas de dois titulares. Foram novamente à América do sul comprar mais um craque que ontem desatou de todo o nó que ficou folgado com o penalti. É que não basta ter o quadro competitivo a seu favor, depois é preciso ser competente dentro de campo e aí nada há a dizer, ganharam os dois jogos oficiais com golos importantes de reforços, nós apresentámos um Cortez e um "Aimar" da Sérvia.

Nem somos mais influentes do que eles fora dos relvados, nem somos melhores que eles na gestão desportiva. Lamento.

 

E para quem estiver com comichões por tanto se falar aqui em manobras de bastidores deixo uma sugestão, procurem um livro editado recentemente chamado FIFA Mafia. Tem sido a minha leitura de verão e a minha ajuda para manter a sanidade mental. Está lá tudo explicadinho, os jogos de interesse, o poder, a corrupção, os favores, como se favorecem uns em detrimento de outros. Tudo isto no topo da pirâmide do futebol. Nós, que estamos na base dessa pirâmide, devemos ter um jogo de bastidores bem menos complexo mas cada vez nos mexemos menos e pior. Não há campeões inocentes, é preciso saber estar neste mundo animal que é o futebol. Os últimos 30 anos provam isso mesmo. Aliás, até contra nós falo, perguntem lá ao Veiga como se lutou nos bastidores no penúltimo campeonato ganho.

Com isto não quero dizer que quero cá esquemas à Veiga ou frutaria em força, nada disso! Quero só que deixemos de ser otários e que aceitemos tudo de sorriso e abraços para depois nos revoltarmos contra o mundo quando um Jorge Sousa marca um penalti contra nós e não marca um a nosso favor ( nem estou a dizer que são boas ou más decisões, estou a apontar o facto só ) .

 

Depois temos anos e anos de uma Direcção que não sabe bem como lidar com o maior bem que o clube tem, os sócios. Da minha parte assumo que perdi a paciência após vários episódios.
No Benfica, hoje em dia, não há meio termo. Um sócio tem um blog pessoal onde escreve desabafos subjectivos ao longo de meia centena de jogos de uma época. Outros benfiquistas, e não só, acham piada e passam a seguir esse blogue e respectivo mural no facebook. Às tantas uma pessoa percebe que o espaço é popular pelo número simpático de visitas no blogue e pelos mais de 5 mil generosos like no facebook. Estava tudo bem, tudo certo. Um sócio que gosta de escrever, que tem histórias pessoais para partilhar e que encontra quem as queira ler e discutir, criticar, comparar, divulgar ou elogiar.

O problema começa quando se passa a fronteira para um outro nível. O clube nota que há uns blogues mais populares e aproxima-se dando visibilidade. Há convites para debates na TV do clube, desafia o sócio a ir ajudar a fazer o lançamento de um jogo europeu na Benfica TV, uma produtora independente convida para colaborar no melhor programa dessa TV, Vitórias & Patrimónios, há algumas trocas de ideias com profissionais do clube e tudo muda. Muda para alguns que estão de fora e acham logo mal essa envolvência. Pois bem, eu aceitei os desafios que o clube me fez, ajudei como pude e nunca recebi um cêntimo por qualquer colaboração com o clube. Estou bem comigo.

 

Fui activista na questão de tirar o azul da camisola, fartei-me de lutar por haver camisolas de manga comprida à venda na loja, farto-me de criticar a política passiva com que se tratam as escolhas das camisolas do Benfica. Agora paro. Já percebi que sou dos poucos a remar contra a maré. O povo benfiquista acha bem que a camisola principal tenha traços pretos, acho bem que apareça a cabeça da águia estampada na camisola, está-se tudo nas tintas para isto. E quem chama a atenção para estas coisas passa por picuinhas e chato. Ganharam, fiquem com as belas sugestões do marketing.

Hoje recuso-me a colocar aqui uma foto do jogo de ontem. Porquê? Porque sinto vergonha daquele equipamento. Já sei que isso não interessa para nada mas aquilo não é equipamento que um clube como o Benfica apresente.

 

Há pouco tempo eu , e mais outros autores de blogues, recebi um simpático e-mail de um profissional do Benfica naquilo que parecia ser uma interessante aproximação do clube ao mundo dos adeptos que perdem tempo divulgando ideias e opiniões nas redes sociais. Foi a mais bela oportunidade perdida de sempre, pois o ilustre profissional deu-se ao trabalho de perder umas horas do seu pago trabalho para nos pedir para divulgarmos nos nossos espaços os links oficiais do Benfica no facebook, do site oficial e modalidades ! Sim, como se ninguém ainda tivesse feito isto.

A anormalidade foi aproveitada por mim e mais alguns benfiquistas para respondermos questionando porquê que em vez disso o clube não aproveitava algumas das boas coisas que são feitas na internet por anónimos. Até hoje espero resposta.

 

Eu já sugeri que se passasse o jornal do clube para o formato digital de maneira a modernizar e aumentar significativamente as vendas. Ter o nosso jornal disponível para leitura em tablets é obrigatório. Até o Sporting já fez isso! Imaginem os benfiquistas pelo mundo fora a assinarem nesse formato o jornal e poderem ler em primeira mão na madrugada de quinta para sexta. Nada disso, levamos com a capa na véspera da saída e já é muito bom.  A resposta oficial é que é uma ideia a ter em conta mas estão sempre a aparecer novos projectos mais importantes. Ok.

 

Também a política de convites para conhecer o Museu foi interessante. O João Pereira , ex capitão do Sporting após passagem pela Luz, recebeu o ilustre convite , a malta a quem pedem para divulgar links nem foi informada sobre nada.

 

Depois vem o jogo da Eusébio Cup. Acabou-se com a apresentação aos sócios. Passou a haver só a Eusébio Cup. Resolvem convidar quem nunca vai ao estádio e cobrar bilhete a quem lá está quase sempre. Ok, só não entende quem não quer. Não fui.

 

Tenho 40 anos , pago quotas desde Maio de 1984 e vou continuar a pagar. Renovei o meu cativo e lá estarei no meu lugar como sempre. Mais do que isto já não me podem pedir. Desprezar estes dois gestos básicos começa a ser preocupante quando se percebe que no universo Benfica adeptos que cumpram estes dois requisitos não devam ser mais do que uns 30 mil. Continuem embriagados pela grandeza dos 6 milhões ou 14 ou lá o que é, continuem a converter em recordes do Guinness o benfiquismo, continuem a desprezar e a contar como certos os tais 30 mil de que falo e pode ser que qualquer dia joguem sozinhos. Dentro e fora de campo.

 

Como já passei pelas fases Damásio, Vale e Azevedo ou Fernando Santos, só para não ir buscar mais fantasmas, sei o que me espera e como não sou, nunca fui, hipócrita a escrever e falar do Benfica, o máximo que posso fazer é poupar a blogosfera a crónicas bi semanais a criticar a política desportiva do clube, a falta de visão dos Dirigentes, as escolhas do Jesus, a óbvia desorientação da equipa, a sofrida desmotivação dos jogadores, as saídas que ainda vão acontecer até ao fecho do mercado, as entradas ( medo! ) que ainda vão acontecer, tudo o que está para vir não é melhor do que já vivi em Maio. Se em Maio terei passado alguns dos piores dias da minha vida nem quero pensar o que seria continuar a viver isto escrevendo aqui quase todos os dias.

 

A minha opinião é esta, vale o que vale. O meu compromisso com o Benfica mantém-se inalterado desde aquele dia que entrei na Luz pela primeira vez, pagar quotas e lugar no estádio para ver o meu clube. Essa emoção ninguém me tira. Nunca.

O prazer de ver futebol também ninguém me tira. Cada vez gosto mais. Gosto de ler sobre futebol, gosto de ver jogos onde há paixão pelo futebol. Isso nada tem a ver com o Benfica. Raramente se tem prazer a ver o Benfica jogar. Há momentos em que isso acontece e tornam-se mágicos mas por defeito o amor pelo Benfica traduz-se em emoção e adrenalina a acompanhar os jogos. Emoção e adrenalina são muito mais fortes que prazer. Isto é uma diferença ténue mas enorme. Pena que nem toda a gente perceba. Um dos meus objectivos para esta época é ter um sorteio europeu simpático e aliar o prazer e a emoção e ir até Dortmund, ou algo parecido, com o Benfica. Nem é pedir muito.

 

Posto isto, espero ser campeão com 29 vitórias, ganhar a Taça da Liga, a Taça de Portugal e Liga dos Campeões e vir aqui dizer o quanto foi bom ter escrito tudo isto em Agosto e estar enganado.

 

PS: O Porto não recebe o Paços de Ferreira a seguir. A próxima saída do Porto é a Paços de Ferreira que os recebe em campo neutro enquanto usa o Dragão para jogar na Europa. Fica feita a correcção.