
Totais no S.L.Benfica: 229 Jogos / 29 Golos
(Campeonato 159/19, Taça de Portugal 32/5 e Eurotaças 38/5)
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Estreia: 18 de Setembro de 1966, em Guimarães
(Guimarães 0 - S.L.Benfica 1) - Com Fernando Riera
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Último jogo: 27 de Outubr de 1974, em Espinho
(Sp. Espinho 1 - S.L.Benfica 2) - Com Milorad Pavic
Palmarés:
7 Campeonatos Nacionais -
1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73 e 1974/75 (S.L.Benfica)
4 Taças de Portugal - 1964/65 (V. Setúbal) e 1968/69, 1969/70 e 1971/72 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão Europeu - 1967/68 (S.L.Benfica)
Medalha de Bronze - Mundial 1966 (Selecção Portuguesa)
Dia de São Cosme Damião.
Só há 38 anos tenho o privilégio de viver diariamente a causa de uma vida. Hoje é um dia especial. Hoje comemora-se o nascimento dessa causa.
Viva o Benfica!
Medo cénico.
É isto que se passa. Medo cénico. É aquela sensação em que estamos a ver todas as vantagens a escaparem por entre os dedos e o estado de espírito muda radicalmente para a apreensão ( e até irritação) geral. Sair de Coimbra sem uma vitória deixa-me a pensar no que aí vem e é aí que entra a expressão que Jorge Valdano um dia popularizou num dos seus brilhantes textos. É sentir que o que aí pode vir é algo que já passei em tempos recentes e deixa-me incomodado.
Mas o medo cénico é, apesar de tudo, melhor do que desacreditar na nossa equipa de um dia para o outro. Desculpem mas não consigo deixar de acreditar que vamos acabar por conseguir atingir os objectivos da época. Tirando o defesa esquerdo não troco nenhum dos nossos homens mais utilizados por nenhum dos nossos rivais. Não temos nenhum Roberto na baliza nem ficámos órfãos em Janeiro de um defesa central titular.
O que se passa é que depois de um excelente percurso entrámos numa fase má com uma derrota na Rússia mal digerida nos últimos minutos do jogo e uma noite negra em Guimarães. Ontem era para voltar ao normal e ganhar o jogo em Coimbra. Apoio na bancada não faltou, incansáveis os benfiquistas que empurram a equipa até ao fim para um golo. Então o que se está a passar?
Quebra física? Lesão de Javi? Desânimo psicológico com a perda de embalagem? Falta de sorte? Arbitragem manhosa que conseguiu não ver aquele lance do Aimar (não, recuso-me a falar nos outros lances porque não quero entrar por aqui mas o lance do Aimar é demais) ?
Talvez um pouco disto tudo e também um Jorge Jesus a acusar a pressão e a não acertar nas mexidas que tem feito no "11".
Fiquei irritado na bancada mal acabou o jogo mas não consigo chegar ao ponto de fúria de insultar jogadores e Direcção e tudo e todos como é tão clássico no nosso Benfica quando não se ganha. Compreendo a fúria mas eu já vi o Benfica ganhar aqui a jogar muito menos que ontem (na época passada, por exemplo) e apesar de não termos feito um golo nos últimos dois jogos acho que jogámos o mínimo aceitável para chegar lá. Há alguns falhanços incríveis dos nossos avançados e, claro, um guarda redes que voltou a fazer o possível e impossível chamado Peiser e que já o conhecemos de outras noites.
Foi pouco? Foi! Era de todo proíbido perder pontos nesta jornada? Era!
Infelizmente não marcámos e estamos a deixar que a ansiedade e os nervos tomem conta de nós na hora de finalizar.
Saí triste do Estádio de Coimbra mas continuo a acreditar em Cardozo, Aimar, Nolito, Bruno César, Gaitán, Rodrigo e companhia para os últimos três meses da época. É revoltante saber que podíamos chegar ao clássico da Luz com uma vantagem de cinco pontos e vamos entrar com os mesmos pontos que eles ( não esquecendo o Braga ) com uma enorme pressão de termos de vencer para voltarmos a deixá-los para trás.
Não vale a pena ficar a chorar mais esta última semana e meia negra. É olhar para a frente e ir à luta com o que temos. No campeonato temos que receber na Luz Porto e Braga. É mau? Era melhor olhar para o calendário e ver que tínhamos de ir discutir estas partidas a norte? Não me parece.
E já agora pelo meio também podemos mandar para casa Bruno Alves e companhia.
Ou seja, está na hora de olhar para a nossa Catedral e interiorizarmos a ideia que é aqui na nossa casa que vamos dar a resposta precisa para nos lançarmos para altos voos até Maio.
Era melhor chegar a Março com vantagem pontual? Claro que sim. Não foi possível, a equipa quebrou caiu no Minho, escorregou em Coimbra mas ainda está tudo nas nossas mãos. Não vamos ficar atrás de ninguém e temos que mostrar agora que somos realmente a melhor equipa de futebol de Portugal. Eu acredito mesmo que somos, apesar da raiva que ainda sinto por este duplo apagão.
A questão agora é saber se os benfiquistas querem ficar a lamentar a má fase enquanto olham para a frente e se deixam levar pelo tal medo cénico ou se querem reagir e ir à luta. Não vai ser fácil mas também nunca ninguém disse que isto ia ser um passeio.
Sexta feira temos que vencer o Porto na Luz. Eu não duvido que esta época jogamos mais e melhor que eles, não tenho medo nenhum do clássico. E não se esqueçam que ainda há muita vida além clássico, é importante mas não acaba ali.
Quem não gostar desta minha forma de encarar a situação pode saltar para outros espaços onde não faltarão benfiquistas do "eu não disse?" a pintar de negro tudo o que aí vem. Eu recuso-me. Quero ir à luta e dizer que estou com a nossa equipa. Temos que os espicaçar e exigir mais, claro! Mas estou com eles quando entramos na fase decisiva da época. Contrariar o medo cénico, a tarefa que tenho em mãos até 6ª feira.

Não é para todos.
Ao 19º jogo do campeonato a primeira derrota e a primeira vez sem conseguirmos fazer um golo.
Isto começou mal logo quando soube que o jogo ia ser numa 2ª feira à noite. Tendo em conta que seria um dia de trabalho normal a margem de manobra para ir de Lisboa a Guimarães a tempo de ver o jogo era mínima. Quando acontece perceber que não vou poder estar no estádio onde o Benfica joga tudo se complica a nível pessoal. O nervosismo é mais que muito, o desconforto é enorme e a sensação de inutilidade é total. Ver o jogo em casa na televisão é a pior coisa que me pode acontecer quando se trata de jogos oficiais do Benfica.
Tudo isto na ressaca da derrota na Rússia depois de sabermos que o nosso rival na luta pelo título já tinha efectuado o seu passeio anual ao Sado, mais a lesão de Javi Garcia, criou um ambiente tenso antes da partida. Quando vejo que Jesus escolheu um "11" kamikaze só com Matic como médio defensivo apostando tudo num ataque em força com Aimar, Gaitán, Nolito, Rodrigo e Cardozo, senti um calafrio.
O plano não saiu como o nosso treinador imaginou. A ideia seria fazer um golo cedo para depois jogarmos no desconforto do Vitória mas o ataque do Benfica pareceu demasiado ansioso, precipitado e muito bruto. Ninguém tomava a inciativa de rematar de longe, pareciam querer entrar com a bola pela baliza dentro e o golo não aparecia. Acho que entrámos demasiado ansiosos para resolver um jogo que pedia um pouco mais de paciência.
O Vitória percebeu que o jogo ia estar aberto e aproveitou para o partir tentando também sair em contra ataques rápidos já que no meio campo não tinha grande oposição. Teve o mérito de aproveitar uma bola parada para fazer o seu golo e passar a apostar tudo no contra ataque.
Para o Benfica o golo que sofreu nada veio alterar já que a equipa escolhida foi para começar o jogo como se já estivéssemos a perder por 1-0. O problema é que as construções de jogadas continuavam muito previsíveis para a defesa minhota.
Na 2ª parte entrámos exactamente na mesma com a esperança que Aimar, Gaitán ou Nolito sacassem um daqueles lances mágicos que Cardozo ou Rodrigo aproveitassem para empatar. Penso que Jesus demorou muito tempo a lançar Witsel no jogo que também entrou meio perdido naquele esquema desequilibrado. E esperar pelos últimos 5 minutos para chamar Bruno César e Nelson Oliveira também foi algo estranho.
Tudo saiu mal na noite de Guimarães. Percebe-se a ideia mas o resultado foi desastroso.
Na verdade havia uma ligeira vantagem que nos permitia ter uma noite destas sem perdermos o primeiro lugar. Agora não há mais espaço para deslizes. Em Coimbra a história terá de ser bem diferente, temos que voltar ao registo das outras 18 jornadas e , sem invenções, vencer a Académica para depois podermos tentar em casa dar um passo realmente importante contra o 2º classificado rumo ao título.
O problema é que o universo benfiquista a esta hora já entrou naquela depressão típica do "eu não disse?" e já estão a pensar que não se ganha em Coimbra e que na Luz pode haver um desastre e tal. Era bom que se ultrapassasse esta derrota rapidamente a olhar para a tabela, vamos na frente com 2 pontos de avanço. É melhor andar atrás como na época passada em que ganhámos quase duas dezenas de jogos mas não conseguimos reduzir a desvantagem para o líder?!
Esta foi a noite negra desta época, temos razões para acreditar que esta foi a excepção. Nem vale a pena virem colar esta derrota à da Rússia porque não há ligação! Esta noite perderam-se 3 pontos, na Rússia fomos para o intervalo de uma eliminatória a perder 3-2, sendo que a 2ª parte joga-se na Luz e basta um golo para irmos para os 8 melhores da Europa.
Também nós temos que dar uma resposta forte, todos a Coimbra apoiar o Benfica! É aproveitar já que o jogo é num sábado. Por falar nisso, deu um jeitão vermos os outros todos a jogarem no domingo e nós a descansarmos para jogarmos já em plena semana de trabalho, não foi? Quando me vierem justificar este nojo de calendário com jogos às 2ªs e 6ªs feiras lembrem-se desta noite em Guimarães. Valeu de muito o descanso...
Siga para Coimbra.
Não mandaram nem um convite para a Luz. Como resposta levaram com 3 bilhetes.
Melhor formação do mundo.
Obrigado, futebol moderno pelos jogos em dia de trabalho.
Aguardo ansiosamente pela reacção do zeloso Paulo Pereira Cristóvão e seus pares à maneira como os seus meninos estão a ser tratados na Polónia. Também vão para a bancada com eles? Também vão fazer o cortejo na caixa com eles? E nem estamos a falar em jaulas... Vá, Cristóvão sê coerente e fala-nos disto: Claque do Legia Ameaça
É este o momento do jogo. Fica esta foto a ilustrar a crónica para que nunca nos esqueçamos que nesta noite uma coisa que se diz ser jogador de futebol fez o que melhor sabe, tirou de campo um dos nossos jogadores em melhor forma. A vítima foi Rodrigo que passou assim a conhecer a lealdade da coisa.
Não foi só perder o Rodrigo, foi termos que alterar toda a forma de atacar porque ficámos sem um avançado rápido, goleador e tivemos que lançar o Deus Aimar para outro tipo de soluções atacantes não tão ideais para aquele estado de relvado.
E assim se baralham as contas a uma equipa que até ali tinha aguentado bem a entrada do Zenit, o frio e as condições miseráveis do terreno de jogo. Curiosamente o Benfica responde a este crime com um golo. Maxi Pereira aparece em grande na recarga a um livre directo. E estava feito o mais complicado, marcar fora, ficar em vantagem e obrigar os russos a atacarem mais.
A resposta do Zenit foi muito forte. Viu-se que não são uma equipa qualquer e chegaram ao golo com justiça depois de terem pegado no jogo como era lógico. Mas nunca saberemos como seriam os nossos contra ataques neste período de jogo se a coisa não tivesse "assassinado" o Rodrigo.
A equipa escolhida por Jesus justificou a aposta, a defesa habitual com Matic e Witsel na frente (senti saudades do Javi num jogo de tanta luta no meio) para depois se apostar em Gaitán e Bruno César nas alas, ficando Cardozo mais na frente. Ao intervalo o 1-1 era um resultado positivo porque já nos dava vantagem na eliminatória.
É o facto de termos estado sempre em vantagem na eliminatória que me deixa um amargo sabor no rescaldo do jogo. O 2-1 do Zenit aparece quase do nada numa jogada que mete dois toques de calcanhar(!) na nossa área, isto depois de termos mostrado vontade de pegar no jogo e procurar novo golo. Foi um mau bocado que passámos depois da reviravolta porque os russos acreditaram que podiam chegar a uma vantagem mais confortável. Aí voltámos a fazer o mais difícil, conseguimos empatar a partida bem perto do final num excelente 2-2 que nos dava vantagem pelos golos fora e um conforto de saber que entrávamos na Luz já na frente do duelo.
Como é que se deita fora esta preciosa vantagem nos últimos instantes da partida é que eu não consigo entender. Ok, uma distracção de Maxi , que até foi o melhor em campo... Mas não devia ter acontecido.
Agora vamos ter que dar tudo por tudo para no inferno da Luz marcar logo cedo um golo que nos devolva a vantagem que já por duas vezes tivemos nesta eliminatória. Está perfeitamente ao nosso alcance a passagem aos 1/4 de final da Champions. Não acredito noutro desfecho que não seja esse.
E cá estaremos para receber a coisa como ela merece na Luz.
O episódio desta semana do Vitórias & Património é sobre os primeiros estrangeiros a jogarem no Benfica. Não perca na sua Benfica TV.
O programa estreia pelas 21h30 desta terça-feira, dia 14 de Fevereiro, repetindo nos dias 15 (04h00), 16 (02h30) e 18 de Fevereiro (21h30).
Lembrar que os horários das repetições podem sofrer alterações, pelo que não deixe de consultar sempre a grelha de programação da Benfica TV.
Dou um humilde contributo neste documentário.
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