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Red Pass

Tetra Campeões

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Leixões 0 - 4 Benfica


O MAR ESTAVA FLAT

Isto ontem tinha tudo para correr mal. Para mim era o grande teste à entrada da recta final do Campeonato. Quantas vezes nas últimas épocas se perderam pontos em cenários destes?
A diferença é que este ano confio (ainda mais) na minha equipa e acho que devo fazer um pequeno esforço e ir atrás dela para a apoiar mesmo quando tenho tudo contra.
Valha-me o apoio de uma mulher que entende o que é ser do Benfica até debaixo de água, e uma santa mãe que há muito que se habituou a preocupar-se mas a compreender esta necessidade de estar lá, seja onde for, a apoiar o Benfica.

Um sábado cinzento com a Protecção civíl possuída a largar alertar vermelhos para todos os 300 km que queríamos percorrer de Lisboa a Matosinhos. O vendaval que acordou Lisboa, a chuva que teimava em cair, a hora incrivelmente tardia a que jogo estava marcado, a proximidade do estádio do Mar ao território inimigo dos super idiotas que ameaçavam (mais uma vez) espalhar violência nas imediações do campo, e uma tradição de ainda não termos vencido o Leixões fora da Luz desde que subiram de divisão. A isto juntavam-se comentários de benfiquistas pessimistas que não arriscavam a viagem por estarem à espera do pior.
É nestas alturas que percebemos se acreditamos , ou não, no que andamos a fazer desde Julho. É nestas horas que sentimos o impulso de avançar, ou não, para uma aventura com um cenário não muito brilhante.
Eu não tive dúvidas em comprar o bilhete para Matosinhos a meio da semana. Sentia que era a minha obrigação depois de tudo o que tenho visto esta época. Isto é, tenho visto o Benfica a jogar muito à bola, a fazer exibições e a marcar como há muito não via, e o resto do país a espumar desesperado falando de árbitros, de túneis, a arranjar manifestações, e sei lá mais o quê.
Vejo meio país histérico porque o Benfica empatou em Berlim (com golos) e a acreditar que o fôlego acabou. Meio país que anda desde Agosto a dizer que só batemos a fracos, que quando o inverno chegar o Benfica não ganha nenhum jogo fora de casa porque não tem físico para se aguentar. Já levamos meses de chuvas e temporais e numa semana o Benfica despacha na Luz o Hertha por 4-0, e vai a Matosinhos repetir o resultado!

Claramente ajudados, vergonhosamente levados ao colo, dar 4 a um representante da Bundesliga na Europa assim como dar 4 num campo complicado onde não costumamos ganhar são resultados estúpidos e que só se justificam pela falta de qualidade dos adversários que por acaso recentemente tinham batido o pé a rivais nossos.

A viagem para o norte foi a normal de um dia de inverno. Algum vento forte, alguns km's com chuva mas nada que justificasse tanto receio. Já fiz viagens na A1 bem piores que a da última noite. Paragem estratégica em Gaia perto da praia para a obrigatória degustação de uma francesinha na companhia do grande amigo Varela que nunca falha (abraço para ele e desta vez com desejo que seja feliz mais logo). Os cinco benfiquistas que rumaram a norte estavam satisfeitos com o repasto, alguns estrearam-se nestas viagens com a turma do FuNNil outros já são habituais. Moral em alta para os últimos minutos de carro até ao Estádio do Mar.

Chegada com o cenário do costume. Benfica por todo o lado. Bancada completamente cheia. Apoio total. Confiança ilimitada. O conforto de sentirmos que somos tantas centenas a acreditar nesta equipa. Entra a equipa e olho para David Luiz e Luisão. Recordo-me que duas noites antes convivi com eles, mostrei o meu bilhete para aquele jogo e depois olho para Jesus que esteve na mesma noite largos minutos à conversa connosco e lembro da confiança que o homem tem no seu trabalho e fico mais calmo para começar o jogo.

Quando festejo o primeiro golo da noite lembro-me porque é que se fala tanto em túneis e colos... Temos sido verdadeiramente ajudados pela arbitragem e por isso é que o golo do Di Maria foi logo invalidado. É o campeonato ganho fora de campo.
Fora de campo na bancada. Mais um roubo contra o Benfica que faz com que o apoio da bancada se torne infernal e que a equipa seja literalmente empurrada para a baliza adversária até marcarmos um golo que ninguém já pode anular. O adversário desmoraliza, o ambiente, sempre quente em Matosinhos, arrefece, e o Benfica passa a jogar ainda mais e melhor. Jesus mexe na equipa como quer e lhe apetece. Dá para tudo. Lança Airton em estreia absolutamente surpreendente, e dá titularidade a Eder Luís deixando Aimar na bancada. E tudo funciona bem!

Na 2ª parte um puto argentino com a camisola 20 que um dia veio para a Luz para fazer esquecer Simão entrou revoltado com todo o favorecimento que o Benfica beneficia e resolveu tentar fazer golos que não pudessem ser anulados. Tarefa complicada mas que Di Maria cumpriu com nota artística elevada. Em 45' Di Maria atingiu o auge como jogador do Benfica e roçou a perfeição só ao alcance de algumas lendas que marcaram os nossos 106 anos de vida.
Tri Maria, um cântico que se transformou de madrugada em capa dos 3 jornais diários desportivos que não primam pela originalidade, ou então que se renderam ao jogador e à bancada que tanto odeiam.

Foi um jogo à campeão. Mais uma goleada que não vai contar para nada porque, como todos sabemos, o Benfica só ganha por ajuda de árbitros e com jogadas de bastidores. Uma vergonha!
Até se devia investigar o gesto de todos os jogadores que correram no fim do jogo loucos de alegria para junto daqueles que os levam ao colo jogo a jogo. Se pensarmos que cada camisola custa perto de 100 euros vejam bem quanto dinheiro foi atirado para aquela bancada de bandidos e de gente mal comportada. Investigue-se mais esta vergonha.

O Benfica hoje faz anos e a sua alma está tão grande, forte e iluminada como nas melhores décadas da sua gloriosa existência!
O Benfica somos todos nós, o Benfica é maior que Portugal e VIVA O BENFICA!

Convocados Para Matosinhos

Guarda-redes: Quim e Júlio César;

Defesas: Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Miguel Vítor, Sidnei e César Peixoto;

Médios: Ramires, Ruben Amorim, Airton, Fábio Coentrão, Carlos Martins, Aimar e Di María;

Avançados: Saviola, Cardozo, Nuno Gomes, Alan Kardec e Éder Luís.

A Gala da Família

Grande noite benfiquista no Casino do Estoril.
O jantar de Gala do Benfica organizado anualmente por alturas do aniversário do nosso clube é um grande momento de convívio e união do que deve ser chamado de família benfiquista. O nosso clube volta a estar fortemente unido e na mesma sala convivem craques de outros tempos com os de agora, directores e Presidente com sócios anónimos, elementos de várias modalidades com figuras públicas de outras áreas, tudo tendo como denominador comum o Benfica.

É uma noite mágica em que se torna possível conversar calmamente com Rui Costa, ou conviver com a malta amiga da Tertúlia Benfiquista, ou incentivar jogadores, brincar com Ruben Amorim e o gozão David Luiz, cumprimentar o nosso capitão Luisão, mostrar a nossa preocupação quanto à próxima viagem ao Funchal aos nossos dirigentes explicando que temos viagem marcada, e até conversar de forma muito animada com o nosso treinador Jorge Jesus, acabando a tirar fotos para mais tarde recordar e juntando os companheiros de sempre para entoar cânticos que romperam numa sala demasiado cerimoniosa.

Foi tudo transmitido pela nossa televisão e divulgado pela imprensa presente em grande número. Também deu para trocar uns dedos de conversa com o companheiro de outros tempos Nuno Travassos.

O que vou guardar desta grande noite será o ambiente fantástico que se viveu e alguns episódios que partilho agora.

Como estava na mesa seguinte à mesa dos jogadores fiquem bem perto de Ruben Amorim e David Luiz. O brasileiro confirma-se como um puto muito bem humorado. Às tantas passei para a mão do Ruben o bilhete para o jogo de amanhã em Matosinhos enquanto o motivava. Ele olhou para mim e diz para ter cuidado e que não vai ser nada fácil. Respondi para não se preocupar e tratar de vencer o jogo. Nisto David Luiz pede para ver o bilhete. Lê, olha para mim e agradece: "É para mim?! Obrigado, valeu!"

Fora da sala na zona de fumadores assisti ao encontro entre Jorge Jesus e Carlão "Pacman" dos Da Weasel patrocinado por Rui Costa. O nosso treinador dirigiu-se ao vocalista fazendo o gesto de "pacman" com a mão.

Depois ficaram por ali e naturalmente meti conversa com o "Mister".
Mostrei-lhe no iphone a foto da nossa nova faixa que diz "Funil". Gostou mas estranhou o núcleo. Expliquei-lhe que somos da turma do Funil porque andamos sempre atrás do Benfica de copo na mão. JJ aprovou a ideia com uma gargalhada.

A seguir pedi para que ele inovasse no discurso europeu. Fiz-lhe ver que a meta de Hamburgo para nós é já certa. Nós estamos na final de Hamburgo e vamos ganhar. Ele pediu calma. Eu continuei pedindo para que pensasse no Mónaco. Aí o nosso treinador vacilou: "Mónaco?! Mas o Mónaco está na Liga Europa?". Não está. Nós é que já só pensamos em estar no Mónaco em Agosto. JJ não estava a acompanhar o pensamento e já estranhava a conversa. Até que se lembrou da Supertaça europeia e deu uma gargalhada. Pediu calma, para pensarmos com mais calma. Mas eu não desisti e expliquei que já nos estamos a ver a passear pelo Mónaco de camisolas de Benfica e até já tínhamos o adversário escolhido: Real Madrid. Aproveitei para lhe pedir para deixar o Javi marcar um penalti aos merengues nesse jogo.
Aqui JJ já só abanava a cabeça a rir dizendo que não ia ser fácil esse cenário. Claro que não vai ser fácil porque o Real está em desvantagem na eliminatória com o Lyon mas acredito que se apurem em casa. Sim porque nós já estamos certos no Mónaco, o Real é que está tremido.
Jorge Jesus depois de muito ter hesitado acabou rendido à teoria e desfez-se em elogios dizendo que gosta de adeptos assim que pensam mais à frente que confiam no futuro e que motivam os grandes feitos. Saiu do Estoril claramente a pensar nesta teoria de sorriso largo.

E nós acabámos a noite a conviver com adeptos do Everton que não queriam acreditar que o "10" Rui Costa estava ali na frente deles. Deprimidos com a sua noite europeia prometeram que iam torcer pelo Benfica até à final.
Uma noite à Benfica. Um bom tónico para viagem de amanhã.

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