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Red Pass

Blog pessoal dedicado ao Benfica

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Qual o Melhor dos 88 golos do Campeonato?

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O treinador Rui Vitória tem muita razão quando diz que apesar do campeonato ser uma maratona de 34 jornadas, as impressões que ficam são as últimas.

Dos 88 golos marcados quantos é que já estão esquecidos.

O desafio é o seguinte: escolham os três melhores golos da temporada na Liga NOS. 

Como exemplo fica este do Mitroglou. Avancem nos espaço dos comentários.

 

A Taça Ibérica de 1983

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A menção que fiz à Taça Ibérica na crónica da final da Taça CTT, despertou alguma curiosidade entre leitores que não sabiam ou não se lembravam desta conquista. 

Recorro ao blogue Em Defesa do Benfica para explicar melhor esta competição que o Benfica venceu depois de perder em Espanha por 2-1, deu a volta na Luz com uma vitória por 3-1:

 

Em 1983/84 as federações dos dois países ibéricos decidiram organizar a Taça Ibérica, com a participação dos campeões em 1982/83, de Espanha e Portugal. A federação que acolhesse o jogo decisivo (2.ª mão) oferecia o troféu.

O sorteio ditou a 1.ª mão em Bilbau e a segunda na Saudosa Luz. O Benfica recebeu da FPF o troféu, semelhante à Supertaça. Imaginação é coisa rara na FPF. Ainda hoje!

Há duas notas a realçar nestes encontros entre o clube mais português de Portugal e o clube mais basco de Espanha. Entre os dois jogos - em Bilbau e Lisboa - o Benfica deslocou-se, no domingo, ao estádio do FC Porto, as Antas, para vencer, por 1-0, o FC Porto na final da Taça de Portugal de 1982/83 disputada no... Porto!

 

Em 1983/84 a Taça Ibérica iniciou uma temporada histórica para os dois emblemas: o Benfica foi Bicampeão. (...) O Athletic Club também foi Bicampeão de Espanha mas nunca mais voltou a conquistar o principal troféu espanhol.

 

 

As Imagens da Conquista Que Fecha a Nossa Gloriosa Época

 

Pelo olhar do Tri Campeão  João Trindade 

Marítimo 2 - 6 Benfica: Glory Days

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  (Fotos: João Trindade) 

 

Quando me iniciei neste ritual que é ir ver o Benfica ao estádio houve um gesto no inicio dos anos 80 que me deixou perplexo. No final de um jogo na Luz, talvez a Taça Ibérica, não sei precisar, a geração mais velha de benfiquistas com quem fui ao estádio resolveu abandonar as bancadas antes da nossa equipa levantar a taça ganha. Ofereci resistência e disse que não fazia sentido ir embora sem ver o momento mais simbólico da noite. A explicação foi inacreditável. Já era tarde, no dia a seguir havia trabalho e escola pela manhã. Até aqui tudo bem. Mas o remate final foi: isto de ver o Benfica levantar taças é monótono, são tantas, estamos tão habituados que é só mais uma. 

E lá fui eu andar numa direcção e com a cabeça virada para trás a espreitar o relvado.

 

Tenho para mim que foi esta habituação e o adquirir que íamos ser sempre um clube vencedor que nos levou ao abismo que passei traumaticamente já em idade adulta. Naquela fase entre 1996 e 2004, não houve uma época que não me lembrasse da noite em que saímos da Luz mais rapidamente porque já nem se festejavam conquistas.

 

Aquela Taça de Portugal ganha ao Porto do Mourinho no Jamor em 2004 marcou o regresso aos festejos. Lembro-me que até me caiu uma lágrima quando vi o Simão levantar bem alto o troféu. Estava ali decidido que nunca iria cair no erro das gerações mais velhas que a minha e saberia sempre apreciar o momento da glória festejando à altura. 

Esta noite ganhámos a 7ª Taça da Liga. Festejei como se tivesse sido a primeira. Tornar o Benfica viciado em ganhar é o maior triunfo que todos devemos celebrar. 

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A confiança que se respira à volta da nossa equipa de futebol é qualquer coisa de espantoso. Para a última viagem da época, o ambiente foi constantemente de festa. Nada de receios de perder pontos, nada de preocupações com outros jogos, nenhum stress com um possível regresso em silêncio. A confiança que equipa técnica e jogadores passam publicamente estende-se aos adeptos e, por isso, todos nós passámos a sexta feira na estrada de sorriso aberto e com vontade de festejarmos todos juntos. Sempre pelo Benfica, sempre por nós, sempre com os nossos.

 

Não há nada melhor que fechar a época com um jogo a sério. Ainda a festejar o Tri mas a puxar pela equipa como se fosse o primeiro jogo da época em buscar de mais uma vitória. Viciados em ganhar, lá está.

 

Felizmente, o jogo que encerra a nossa temporada foi um daqueles à moda antiga, bem aberto muito atacante, com os jogadores soltos a soltarem qualidade e de olhos postos nas balizas. Mérito do Marítimo que encarou o jogo para o tentar vencer e não para tentar não sofrer golos. Assim se apagou a imagem de pesadelo do nosso último jogo ali onde a Académica deu um show de anti futebol. 

Esta final da Taça CTT deu mesmo prazer de seguir.

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O Marítimo entrou com tudo e só não chegou à vantagem porque Ederson foi o primeiro a levar isto muito a sério arrastando a equipa para uma enorme exibição. O nosso guarda redes segurou a equipa e o ataque correspondeu com a construção de uma goleada. Parecido com o jogo da Liga na Luz mas agora com a equipa do Marítimo a dar boa réplica.

A história do jogo acaba por ser a marcha do marcador. A diferença esteve sempre na eficácia e na qualidade dos intérpretes. Jonas abriu as hostilidades e o grego Mitroglou bisou até ao intervalo. Parecia resolvido mas João Diogo manteve o Marítimo no jogo de forma justa antes da troca de campo.

 

Muda aos três acaba aos seis, foi o que pareceu. Mais três golo na 2ª parte para o Benfica, agora a atacar para a bancada onde estavam os seus adeptos mais fieis. 

O mais especial de todos aconteceu ao minuto 77, Jonas quis assistir Nico Gaitán que resolveu marcar com classe soberba o 1-4. No meio dos festejos somos invadidos com mensagens nos telemóveis a avisar que o mágico argentino saiu de campo emocionado e não estava a conter as lágrimas no banco. Se foi esta a sua despedida só posso agradecer a qualidade e o nível com que sai. 

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Ainda houve tempo para o Marítimo reduzir de penalti por Fransérgio, o tal que nem Francisco nem somente Sérgio, e bom jogador, diga-se. 

Mas a época não podia terminar assim. Jardel veio até à nossa baliza fazer de cabeça o 2-5 e Raúl Jimenez mostrou que as tradições são para se respeitar e cumprir. O mexicano entrou e marcou o penalti que fechou o resultado final.

 

Na minha bancada ninguém sai. Há que festejar. Este ano o som da festa é o "Bailando" do Enrique Iglésias que, por cá, teve a ajuda de Mickael Carreira a massificar o sucesso. Uma canção que estava reservada para ser banda sonora dos festejos de uns adeptos que a usaram a meio da época mas que assistem agora à sua transformação no seu pior pesadelo. Mãos no ara a balançar cantando "Oh oh oh oh". 

 

Imagens magnificas que vislumbrei no relvado com a dupla Jonas e Luisão em grande coreografia, Renato Sanches a queimar os últimos cartuxos e Gaitán realmente emocionado.

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 Somos uma família que continuará junta, uns partem, outros chegarão. Tudo o que pedíamos é que nos respeitem enquanto vestirem aquele manto sagrado.

Por falar nisso, e que tal a categoria deste equipamento branco à Benfica a brilhar tão alto na Europa, a ser tricampeão e ontem a garantir a 7ª Taça da Liga? Coisa mais linda! A quantidade de camisolas brancas nas bancadas não engana, a melhor escolha como equipamento alternativo das últimas décadas.

 

A festa continuou fora do estádio, a última viagem para Lisboa fez-se com ânimo, a última ultrapassagem da temporada ao autocarro do Benfica em plena A1 com acenos para os craques e uma chegada diferente ao nosso estádio. Ainda fomos a tempo de os receber à entrada da garagem juntamente com os que não estiveram em Coimbra.

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A caminho de casa lembrei-me de como tudo isto começou, no Algarve em Agosto parado no parque do Estádio à espera de sair e com a cabeça feita em água a tentar perceber como é que ia chegar a este dia a celebrar. Obrigado a todos os que acreditavam mais do que eu e sempre mostraram confiança ao longo deste caminho. 

 

Entre o final do jogo com o Nacional e a entrega da Taça CTT vivi em festa. Na 5ª feira à noite vi , mais uma vez, um dos meus heróis do rock no Parque da Bela Vista. Quando Bruce Sringsteen cantou "Glory Days" a tradução na minha cabeça era Sport Lisboa e Benfica. Um momento perfeito de sintonia entre música e futebol. 

 

Vivemos mesmo dias de glória, saibamos aproveitá-los e que nunca as gerações mais novas se habituem a estas conquistas de forma displicente e a virar costas ao levantamento de taças. Sejamos viciados em ganhar sem nunca nos cansarmos, já vimos o que é o outro lado e não foi bonito.

Viva o Sport Lisboa e Benfica, o Glorioso! 

Benfica 4 - 1 Nacional: Tri Campeões !

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 (Fotos: João Trindade) 

 

Este é sempre o texto mais fácil de escrever. Ou devia ser.

Teoricamente, é para este momento que andamos aqui todos os dias na esperança de chegar a meio de Maio e publicar o post sobre o jogo que nos dá o título.

Felizmente, tem acontecido várias vezes ao longo da vida do Red Pass chegar ao fim da Liga como campeão. 

Também por já ser hábito, devida saber que acaba por ser o momento mais delicado para partilhar umas palavras. Toda a tensão acumulada em meses tem uma inexplicável descarga emotiva de adrenalina que pode demorar horas ou dias. É durante essa descarga que gosto de vir aqui e deixar testemunhado mais um momento histórico. 

De uma forma mais directa, meus amigos, não é nada fácil escrever dignamente em pleno estado de ressaca que ainda não chegou e já vai a caminho de mais festa. É aquela fase da vida que todos deviam viver pelo menos uma vez mas só alguns têm esse privilégio. Falo em festejar a sério, não me refiro a vice campeonatos. No dia que me virem a festejar como vice campeão ou uma final perdida hospitalizem-me. Obrigado.

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Depois do jogo da Madeira entrei numa espécie de estado zen. As horas a partir de 2ª feira pareciam dias e os dias pareciam durar anos. Nunca mais chegava o jogo com o Nacional. Pelo meio o Benfica dava motivos para passarmos melhor o nosso tempo. Por exemplo, a meio da semana, 4ª feira à noite, lá nos juntámos na Luz para apoiar o nosso andebol no segundo jogo da final do campeonato. Correu bem, soube melhor. Estar a ver uma equipa do Benfica com os nossos, entre os nossos. Ajuda muito a combater a grande estreia.

 

Na 6ª feira ao fim da tarde senti que o fim de semana começou de uma forma diferente. Havia que comprar bilhete para a final da Taça da Liga e era mais uma boa desculpa para ir à Luz. No sábado houve que assumir que o melhor era rumar para o estádio antes de almoço. 

Neste momento, na minha cabeça parece que estou acordado desde sábado e que até ir à Praça do Município é sempre o mesmo dia! 

No sábado uma jornada de hóquei em patins incrível. Afastar o Barcelona na meia final da Euroliga e ao mesmo tempo saber que somos campeões nacionais. Que festa no nosso pavilhão! 

Festejar no restaurante, que também é a nossa casa, Terceiro Anel com um ambiente de festa e de benfiquismo contagiante. Aliás, as horas parecem não custar nada a passar. Estamos todos em sintonia. Ainda há tempo para à noite ir apoiar o andebol, agora na Challenge Cup e sair já bem tarde do estádio. Juntar com o grupo de companheiros do costume e ir cear ficando até às tantas a falar do dia seguinte. 

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Não me lembro do que dormi de sábado para domingo. Sei que acordei fresquinho que nem uma alface, como dizia o outro, e antes do almoço já estava na Catedral. Fui de mota e senti aquele arrepio na espinha ao ver a quantidade de carros com cachecóis e bandeiras que faziam fila nos acessos ao Alto dos Moinhos. Fiz questão de dar uma volta maior e passar pela zona onde vivi mais de 30 anos, fui até perto do Califa e do parque do Fonte Nova e sorri com a imagem de dezenas de benfiquistas junto aos carros a comerem e a beberem como eu via da janela do meu quarto desde criança em dias como este. 

 

Se há coisa que nunca me habituo é a controlar a ansiedade pré campeão. Apesar de ter 43 anos e já ter vivido dias assim, tantas e tantas vezes, parece que é sempre a estreia. É incontrolável. 

A alegria de chegar perto da estátua do Eusébio e encontrar um amigo que conheci no liceu de Benfica em 1989. O Vítor Pimenta, de quem já falei aqui algumas vezes. Ele, o filho e os seus amigos vindos lá do norte onde o Benfica é tão bem representado. Sempre generosos partilharam um farnel digno dos Deuses e umas cervejas fresquinhas. Bem hajam, benfiquistas do norte com esse sotaque abençoado e essa vontade de estar perto do clube. Todos. 

 

No grande dia as horas já parecem minutos. É tipo dia de casamento. Meses à espera do dia e passa num instante. 

Às 14h no pavilhão para testemunhar história. Vitória na final da Euroliga de hóquei em patins. Campeões Europeus! 

Festejos feitos e saída para o exterior à conversa com um companheiro sempre presente na hora de apoiar as modalidades, um tal de André Horta que jogou na nossa formação, brilhou no Vitória FC e agora, já se pode ir dizendo, volta às origens. Um puto cinco estrelas, um dos nossos, um dos que nos levam connosco para junto daquele emblema quando vestir o manto sagrado.

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E de repente estava na hora de entrar no Estádio da Luz que se ia enchendo. Desde que saí de casa até entrar na minha bancada passaram horas que a mim me pareceram uns minutitos.

 

Descer as escadas até ao relvado para dar aquele abraço forte e sentido ao João Martins que tanto tem sofrido comigo ao longo dos últimos meses. A casa dele também é Tri Campeã, lá viveram-se vitórias forasteiras fortíssimas.

 

Juntar a turma de sempre, conhecer outros sócios sempre generosos a apresentarem-se e a elogiarem este espaço, tal como o Uma Semana do Melhor, que são feitos, exactamente, para nos juntarmos todos à volta do Benfica. Abraço ao pessoal de Santarém, fica prometida a sopa em Almeirim.

 

O jogo começa mas hoje os nervos eram diferentes. A minha atenção não estava tanto na táctica que Manuel Machado apresentava, ou na atenção aos melhores jogadores do Nacional. Hoje só via Benfica. Punha os olhos na bola e nem prestava atenção a quem a conduzia, só fazia a ligação visual entre a bola e a baliza vislumbrando linhas rápidas para lá chegar. Não queria pensar nos castigados, lesionados ou escolhidos para a equipa. O momento era de cumprir um destino que nos estava traçado, não queria pensar em surpresas ou desfeitas. Só queria perceber como é que a bola ia parar no fundo da baliza de Gottardi rapidamente. 

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Entretanto, a bola não entrava mas o ambiente da Luz era à antiga. Infernal, sentia-se a vontade enlouquecida dos mais de 60 mil ali presentes em festejar. Alguém diz atrás de mim: golo Sporting. 

Nem liguei. Desde o derby que o Mitroglou decidiu a nossa vida é esta. Lutar até à última gota de suor por vitórias arrancadas a ferro enquanto os outros passeiam contra adversários surpreendentemente passivos. Portanto, não esperava menos que uma goleada dos rivais em Braga. Se no Dragão foi o que foi... 

 

Antes que o povo entrasse em transe com a realidade matemática do momento, o Sporting esteve na frente uns bons 3 minutos, apareceu Nico Gaitán a abrir mais um livro de recital na relva. Golo do Benfica, explosão nas bancadas, nas ruas, no país, no mundo. Alguém a partir dali pensou que isto não ia acabar em festa de arromba?

 

Para não haver dúvidas, antes do intervalo Jonas faz o seu golo da ordem e olha para as bancadas com expressão de soltem os fogos. O melhor intervalo da época. Ver nas televisões do estádio o festejo do Gaitán foi a confirmação do que se passou esta época, jogadores a atirarem-se para os braços dos adeptos. Ver a equipa de hóquei correr pelo relvado fora como uns putos foi igualmente marcante.

Nós prontos a retribuir.

 

Para a baliza grande impunha-se nova dose. Mitroglou fez uma justa homenagem a Ruiz e não quis marcar à boca da baliza mas também não atirou para fora porque não é nenhum vice campeão. Mandou a bola à trave fazendo uma bela assistência para a entrada de cabeça do "10" Gaitán. Que Bonito. Os fogos já se soltavam no piso 1, no piso 2 e no piso 3 em vários sectores do estádio. Todos improváveis. Como é lindo ver tochas e fumos nas bancadas que costumam estar desertas em jogos da Taça da Liga.

 

Não foi uma segunda parte de um jogo de futebol, foram 45 minutos de festa rija na bancada. Troncos nús ao vento e ao sol, cânticos para todos os gostos, sorrisos com a goleada do vice campeão e abraços repartidos por todos.

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O momento que marca a diferença deste título para outros recentes, o estádio a pedir Paulo Lopes e Rui Vitória a fazer gestos para a bancada explicando que sabe que o nosso careca trepador de balizas tem de entrar. Calma, ele já entra. Diálogo entre benfiquistas directamente do banco para a bancada, coisa linda.

Claro que Paulo Lopes entrou, emocionou-se e emocionou-nos. 

 

Quase que me esquecia de um pormenor. Houve mais um golo! Assistência de Jonas e golão de Pizzi com remate de primeira para mandar o Topo Sul abaixo. Estávamos a fechar o campeonato como o abrimos, quatro golos em casa e final de jogo em festa.

Naquela primeira jornada contra o Estoril o estádio acreditou que em Maio isto ia acontecer e aconteceu. Nas derrotas com o Sporting e Porto na Luz o ambiente no fim de jogo foi de confiança à equipa, ficou célebre a reacção do povo ao minuto 70 contra os verdes. Fomos recompensados. O Benfica é assim.

 

Depois seguiu-se a festa. Cada um de nós viveu-a à sua maneira, as fotos, os vídeos, os testemunhos estão por aí.

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Eu tento sempre celebrar da mesma forma, junto dos meus companheiros que me aturam durante a época, dos que me convencem a viajar quando hesito, dos que gostam tanto de comer e beber como eu, dos que vejo sempre, dos que vejo às vezes, dos que me pedem para lhes dar confiança em tempos de ansiedade, dos que me dão confiança quando estou nervoso, dos que me arranjam bilhete em tempos de filas, dos que me dão o seu cartão quando é a minha vez de arranjar para eles, de todos.

E mesmo assim ficam sempre tantos e tantos abraços por dar. Só trocas de sms e chamadas telefónicas que sabem a pouco, queria abraçar, um por um, todos aqueles que partilham comigo sempre este amor incondicional ao Sport Lisboa e Benfica.

Com os meus pais é diferente, desde sempre que me sinto logo acarinhado pelo pai sportinguista mas que gosta de me ver feliz e pela minha mãe que vibra tanto com isto que se tivesse um red pass era tão "índia" como nós. E a santa da minha mulher que só com uma troca de sms sabe perfeitamente o estado tresloucado em que estou nestas alturas, sendo o mais importante e incrível é que compreende sempre com um sorriso.

Mais complicado é pensar nos que já não estão aqui connosco. E já vão sendo alguns. Sempre que olho para o céu, naquele espaço entre a cobertura do estádio por cima de nós, lembro-me de quem já esteve naquela bancada comigo, naquele estádio e no outro e que agora estão lá em cima a aplaudir e a piscar o olho. Acredito que continuam a celebrar.

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Somos Tri Campeões. Tecnicamente, já vivi isto, tal como o Pietra, só que o nosso defesa direito lembra-se e eu não. 

Agora sim, começa a festa. Até aqui a festa do futebol é sofrer desgraçadamente. 

A sorte é ser do Benfica e ser do Benfica é tão bom. Hoje e sempre.

Rumo ao 36!