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Red Pass

Blog pessoal dedicado ao Benfica

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Emprestados do Benfica

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Sídnei foi titular e fez os 90 minutos no Valencia 1-1 Deportivo. Jonathan entrou aos 72 minutos.

Pelé e Fábio Cardoso foram titulares no Paços de Ferreira 1-1 Arouca e jogaram os 90 minutos.

Bebé jogou 10' na derrota do Rayo Vallecano frente ao Celta (substituído devido à expulsão do GR). Fariña não jogou.

Mukhtar fez ontem uma assistência na sua estreia pelo Red Bull Salzburg.

 

Benfica 3 - 2 Moreirense : Sempre na Baliza Grande

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Este foi o quarto jogo seguido que o Benfica chega ao intervalo a perder com o Moreirense. Se nas últimas épocas o nervosismo era grande, ontem foi enorme porque estamos ainda longe de ter a equipa definida e porque vínhamos de uma derrota inesperada com o Arouca.

Curiosamente, à 3ª jornada encontraram-se duas equipas que defrontaram os mesmos adversários no arranque, Estoril e Arouca. Se é verdade que o Benfica ainda não tinha convencido, também era verdade que o adversário não podia ser mais conveniente nesta altura. Em termos teóricos, na minha opinião, o Moreirense e a Académica são as equipas com mais dificuldades neste arranque de época.

 

No Moreirense, além da ausência, por lesão, do experiente guardião Nilson ou de André Marques, por exemplo, o treinador Miguel Leal não hesitou em lançar no onze dois reforços acabados de chegar ao Minho, o que mostra a dificuldade que tem tido em equilibrar a equipa.

Num rápido olhar pelo adversário de ontem saltava à vista que era uma equipa experiente, com jogadores muito rodados no futebol português e que não iriam tremer no começo do jogo.

Stefanovic, o sérvio descoberto pelo Santa Clara na Macedónia e que o Porto depois contratou sem grande proveito, tinha uma nova oportunidade de se afirmar entre os grandes depois de uma estreia fraca pelo Arouca em Alvalade e de um ano na 2ª divisão com o Chaves.

Também de Chaves veio o defesa direito Sagna, mais experiente do lado esquerdo esteve o conhecido Evaldo e no meio a experiencia do central Danielson com André Micael. À frente da defesa, Miguel Leal apostou em Palhinha, emprestado pelo Sporting, e Filipe Gonçalves, deixando como referência o capitão Vítor Gomes, dando liberdade ao endiabrado Ernest e ao recém chegado Iuri Medeiros, outro jogador emprestado pelo Sporting, no apoio ao avançado Rafael Martins, uma mais valia para os minhotos vindo por empréstimo do Levante.

 

Era óbvio que o Benfica teria de entrar rápido, com várias soluções atacantes para desmontar uma defesa tão experiente.

Rui Vitória promoveu Victor Andrade à titularidade e manteve o resto da equipa, insistindo em Pizzi na frente de Samaris.

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Os mais de 40 mil adeptos na Luz esperavam um arranque de jogo convincente e um golo cedo para afastar ondas negativas numa noite tão quente. Mas o Benfica voltou a entrar com um futebol previsível e a fazer o jogo que interessava ao adversário. Trocas de bola lentas, subidas pelas alas com cruzamentos muito longe da linha final que a defesa do Moreirense resolvia com facilidade.

Mais uma vez, lamento que uma equipa bem organizada, cada vez mais confiante e moralizada em vez de partir em busca de um futebol positivo caia na tentação de perder o máximo tempo possível. Antes dos 10 minutos já tínhamos o jogo parado por "lesões".

A agravar a entrada previsível do Benfica temos o golo do Moreirense à meia hora de jogo com Rafael Martins a repetir o que já tinha feito pelo Vitória de Setúbal no último jogo dele em Portugal. Assustadora a forma fácil como Victor Martins sobe pelo meio do terreno sem oposição e com duas boas soluções perto da área. Optou por Rafael Martins que não falhou.

Voltava a impaciência e o nervosismo à Luz. Além de vermos que os minhotos ia tentar fazer o mesmo que o Arouca, perder tempo, também se confirmava a falta de ideias no ataque do Benfica até ao intervalo.

 

Rui Vitória voltou a mexer rapidamente na equipa, lançou Gonçalo Guedes no lugar de Victor Andrade e trocou Pizzi por Talisca, uma aposta que já se pedia em Aveiro.

O Benfica voltou a ter mais bola mas a maneira como tentava chegar à baliza de Stefanovic não era convincente. Jonas tardava em acertar a mira, Mitroglou via o guarda redes e a trave adiar o golo e o tempo ia passando.

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Até que aos 74' Rui Vitória volta a apostar tudo com a entrada de mais um avançado. Pede a Gaitán para ficar atento ao corredor esquerdo, tira Eliseu e lança Raul Jimenez. Desta vez acertou em cheio já que o mexicano rapidamente fez o 1-1 de cabeça a passe de Gaitan, claro.

E volta a acontecer aquela magia da primeira jornada. De repente a equipa parece completamente entrosada, a jogar em harmonia, sem hesitações e em 2 minutos revira o marcador, Samaris num grande pontapé fez o 2-1.

Comentava-se na bancada que era melhor começar a entrar no estádio depois do minuto 70 para ver bom futebol. Também nos lembrámos que, mais uma vez, o Benfica resolvia o jogo a atacar para sul para a tal baliza grande.

 

O que já não se esperava era voltar a ver os verdes e brancos a festejar, ainda por cima com um golo de um Cardozo! Mais grave, em absurdo fora de jogo.

Felizmente, a equipa demonstrou vontade de emendar a injustiça e teve forças para fazer mais um golo que levasse a discussão dos próximos dias para um empate obtido em fora de jogo. O famoso colinho que agora já ninguém fala.

Jonas aos 87' remata de primeira após grande cruzamento de Gaitan, claro, e leva a Luz aqueles momentos de festejos incontidos depois daquele 2-2 inacreditável. Jonas teve a humildade de resolver o jogo pedindo desculpa às bancadas pelos falhanços anteriores. Muito grande, o nosso Pistolas!

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Valeu pela atitude, valeu pela garra, valeu por acreditarem até ao fim.

Mas, voltando ao começo, este era um dos adversários mais frágeis deste começo de época. Só se fossemos burros é que não continuávamos preocupados com o que temos visto em campo.

Vamos para uma paragem na Liga mas primeiro há um determinante fecho de mercado para ficarmos a saber definitivamente com que qualidade de plantel o nosso treinador vai poder contar. Até agora, tudo parece muito curto.

Tudo menos a baliza grande e uns 15 minutos à Benfica, agora em versão de recta final de jogo. Tradições que são para manter.

Assim, o Benfica consegue o 52º jogo na Luz seguido para o campeonato sem derrota e alcança a histórica marca de 900 vitórias em casa na prova.

 

FOTOS de João Trindade